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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A poesia vive?

Antiga, a poesia continua uma criança, com sua capacidade de nos transportar para além dos limites cotidianos. Qual seu segredo?
A poesia parece que tem renascido nos últimos tempos. Mas ela sempre esteve presente em nossa cultura como tradução daquilo que não encontra vida por outros meios de expressão.
Desde os ancestrais griots africanos, passando pelos escribas egípcios e gregos até os dias de hoje a poesia fascina por sua ligação com as energias mais interiores do ser humano.
As pessoas certamente escrevem mais poesia.
Mais que contos ou romances. Poesia parece mais fácil, basta uma folha, um guardanapo, um celular. Basta um banco de praça, uma mesa de bar, um assento de metrô ou ônibus. Mas é preciso tomar cuidado com essa facilidade. Fácil e simples são coisas diferentes.
Solano Trindade era simples sem ser fácil.
A poesia não pode abrir mão do ritmo, da musicalidade, da harmonia, da inventividade, da surpresa.
Grande parte da responsabilidade pelo renascimento da poesia cabe aos saraus, especialmente periféricos. Mas é bom lembrar que esses saraus foram precedidos pelas rodas de poemas negras nos anos 80, 90, início dos 2000 e que na verdade duram até hoje.
Os saraus e rodas permitiram a leitura de poesia. Às vezes, quando é lida em voz alta, a poesia ganha a melodia que fica adormecida no papel. Mas é sempre importante pensar que, quando num livro, a poesia será lida sem o poeta por perto para ensinar ao leitor as entonações, as ênfases, as pausas.
Escrever boa poesia é uma arte que exige dedicação. Bastante leitura de outros poetas também ajuda.
Se a poesia parece que tem renascido nos últimos tempos, é que na verdade ela nunca morreu.
Fonte: quilombhoje.com.br

Justiça condena jornalista por ofensa a Chico Buarque e família

“As pessoas têm que entender que internet não pode ser terra de ninguém. Tem que ter respeito, não importa onde”, disse o advogado de Chico Buarque, João Tancredo, depois que a Justiça confirmou, terça-feira (7), a condenação contra o antiquário e jornalista João Pedrosa, que atacou o músico e a família em comentário na rede social Instagram. “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!”, afirmou o réu em dezembro de 2015.
Reprodução instagran O post de Chico no Instagran com esta foto foi alvo de mensagens de intolerância de um internauta, que foi condenado a indenizar a família O post de Chico no Instagran com esta foto foi alvo de mensagens de intolerância de um internauta, que foi condenado a indenizar a família
O comentário foi publicado após Chico postar uma foto de 1974 com sua ex-mulher, a atriz Marieta Severo, e as filhas Sílvia, Helena e Luísa.
A indenização total, destinada ao compositor, às três filhas e a Marieta, foi fixada em R$ 100 mil . O réu também deverá publicar, em seu perfil do Instagram e em dois grandes jornais, um no Rio e outro em São Paulo, um pedido de desculpas. “A ideia fundamental não é o dinheiro, mas fazer com que alguém, antes de tomar esse tipo de atitude, pense duas vezes, porque pode ter que pagar indenização”, diz Tancredo.
Em fevereiro de 2017, ao saber que seria processado, Pedrosa mandou uma carta para Chico. Entretanto, o entendimento da Justiça foi que não se tratava de uma retratação, e sim uma justificativa por ter ofendido, como explica o advogado. “Ele não pediu desculpas, ele fez uma carta pública dizendo que não queria ofender a família do Chico Buarque, a mulher e as filhas. Na verdade, ele fez aquilo porque ele divergia politicamente do Chico. Ele entendia que as ruas estavam cheias de miseráveis porque o Chico apoiava o Lula.”
Na carta, o réu dizia que seu insulto foi motivado pela “associação de Chico com o PT e o MST”. O agressor continua: “São eles que considero ameaça à nossa dignidade e nossa democracia. Fui motivado pelas mulheres que estão dando à luz nas calçadas”.
O advogado de Chico ironizou o posicionamento do réu: “Então as ruas estão cheias de miseráveis por causa do Lula, não é por causa do capitalismo”. O próprio Pedrosa buscou justificativa ideológica à conduta, argumentando na carta para Chico que “sua via é o socialismo, e a minha, o capitalismo”.
A resposta do Tribunal de Justiça do Rio veio após recurso do réu à segunda instância. Em primeira decisão daquela corte, em fevereiro, a desembargadora Norma Suely Fonseca Quintes afirmou que a fala de Pedrosa “se encontra desprovida de qualquer base probatória ou mesmo de notícia a respeito do tema, configurando ofensa e violação à honra daquela família”.
Fonte: BRASIL CULTURA

Vice de Bolsonaro diz que se referia a herança cultural após polêmica

Um dia depois de afirmar que que o Brasil herdou a “indolência” dos indígenas e a “malandragem” dos africanos, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), reafirmou que a declaração foi feita quando ele se manifestava sobre a herança cultural do país, sem distinção de cor ou raça.
“O contexto que coloco é da herança cultural, tendo como base estudiosos gabaritados da nossa nacionalidade. Esse contexto trouxe heranças positivas e negativas, sem distinção de cor e raça, para todos os brasileiros”, disse, em nota distribuída pela sua assessoria de imprensa na terça (7).
Segundo a assessoria, a intenção é de esclarecer as falas do general da reserva, cujo conteúdo “está sendo questionado por parte da imprensa e concorrentes à presidência”.
As falas do candidato a vice que provocaram questionamentos foram feitas durante evento da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul (RS).
Ele disse: “Temos uma herança cultural, uma herança que tem muita gente que gosta do privilégio (…) Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem (…) é oriunda do africano”, afirmou. “Então, esse é o nosso cadinho cultural. Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas.”
Mourão foi procurado pela Folha para comentar o conteúdo da declaração e ressaltou que também falou do privilégio dos brancos. “Não tem nada demais, até porque sou descendente de indígenas. Não é acusação para nenhum grupo, isso não existe. Temos uma raça brasileira, a junção de tudo isso aí”, disse.
Ele argumentou, ainda, que suas frases foram retiradas de contexto. “O que acontece é que as pessoas pinçam determinadas frases e querem retirar do contexto em que foram colocadas. Estava falando da herança cultural de forma genérica.”
A presidenciável Marina Silva (Rede) criticou a declaração de Mourão em suas redes sociais. “Extremismo e racismo são uma combinação perigosa. Não podemos tolerar racismo numa corrida presidencial”, escreveu.
Esta não foi a primeira fala polêmica do general. Em fevereiro, ele afirmou que o coronel Carlos Brilhante Ustra é um herói por ter combatido o terrorismo. Ustra foi reconhecido pelo Poder Judiciário, em ação declaratória, como torturador.
Mourão também já disse que uma intervenção militar poderia ser adotada se o Poder Judiciário não solucionasse o problema político, em referência aos casos de corrupção.
Fonte: BRASIL CULTURA

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

CONTAG defende a preservação da cultura, dos direitos e denuncia o preconceito contra os povos indígenas

Hoje, 9 de agosto, é o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em dezembro de 1994, numa referência ao dia da primeira reunião do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Populações Indígenas, realizada em Genebra, em 1982. O Grupo foi criado para desenvolver os padrões de direitos humanos que protegeriam os povos indígenas.

Em 1985, esse mesmo Grupo deu início aos preparativos da minuta da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. O Brasil também participou do movimento. Lideranças indígenas brasileiras se envolveram nos debates, impondo suas necessidades, exigindo o respeito às suas culturas e da sua forma de ver o mundo, às distintas línguas e à preservação de seus costumes.

Há cerca de 370 milhões de indígenas em cerca de 90 países, representando aproximadamente 5% da população mundial. São mais de 5 mil grupos diferentes que falam cerca de 7mil línguas. No Brasil, segundo dados do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, existem 896,9 mil indígenas com presença em todos os estados brasileiros. São 305 etnias, que falam 274 línguas.

Há também um grande número de povos isolados, não contabilizados pelo Censo. Nosso país tem a maior concentração de povos isolados conhecida no mundo. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Estado brasileiro reconhece a existência de 103 registros, sendo 26 confirmados, todos na Amazônia Legal. Não há estimativa sobre número de indivíduos. No entanto, o novo Censo Agropecuário, divulgado no final de julho/2018, informa que 56 mil pessoas entrevistadas se autodeclararam indígenas.

Para a CONTAG, esta é uma importante data para lembrar e reforçar a resistência, a identidade e a cultura dos povos indígenas e originários, bem como combater o extermínio secular, o preconceito e estereótipos atribuídos a esse povo. “A CONTAG destaca a importância dos povos indígenas para a produção de alimentos, preservação ambiental, inclusive das águas, e para a medicina fitoterápica, por exemplo. Essa população passou a sua cultura e costumes a cada geração e estão presentes até hoje”, destacou o presidente da CONTAG, Aristides Santos.
Um dos produtos mais típicos dos indígenas, a mandioca, também conhecida como aipim e macaxeira, é um dos alimentos mais consumidos no nosso País e a agricultura familiar domina essa cadeia produtiva com 84% da produção (Censo Agropecuário 2006).
O novo Censo Agropecuário ainda não trouxe o recorte específico da agricultura familiar e indígena, mas aponta a grandiosidade dessa cultura em todo o País. Quase 1 milhão de estabelecimentos no Brasil produzem mandioca. Uma produção de 7,8 milhões de toneladas.
Na cultura dos povos indígenas, também é muito forte a produção extrativista. O açaí, por exemplo, é produzido em mais de 65 mil estabelecimentos rurais, numa produção total de 450 mil toneladas.
Além do reconhecimento, a CONTAG é solidária à pauta dos povos indígenas e originários. “Que eles possam permanecer nos seus territórios, que sejam respeitados e suas culturas e seus costumes e modo de vida preservados, que tenham direito à educação, saúde, entre outros direitos e políticas públicas que os permitam ter uma vida digna e de qualidade”, defendeu Aristides.



Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas

A Declaração estabeleceu padrões mínimos universais para a sobrevivência, dignidade e bem-estar dos povos indígenas. O documento histórico é o instrumento internacional mais abrangente sobre os povos indígenas, direitos coletivos, incluindo direitos à autodeterminação, terras tradicionais, territórios e recursos, educação, cultura, saúde e desenvolvimento.

Entre os principais pontos da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, destaca-se, além do pleno direito de desfrutar de todos os direitos humanos e liberdades reconhecidas internacionalmente, o direito à autodeterminação, à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas a seus assuntos internos e locais e o direito a não sofrer assimilação forçada ou a destruição de sua cultura.

De acordo com o documento, os povos indígenas têm o direito de conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo ao mesmo tempo seu direito de participar plenamente, caso o desejem, da vida política, econômica, social e cultural do Estado.

Os Estados estabelecerão ainda mecanismos eficazes para a prevenção e a reparação de todo ato que tenha por objetivo ou consequência privar os indígenas de sua integridade como povos distintos, ou de seus valores culturais ou de sua identidade étnica e de todo ato que tenha por objetivo ou consequência subtrair-lhes suas terras, territórios ou recursos, entre outros.

Fonte: CONTAG

100 dias na Presidência da Funai

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Foto: Acervo/Funai
Nesta quinta (9), data em que se comemora o Dia Internacional dos Povos Indígenas, Wallace Bastos completa 100 dias como Presidente da Funai. A promoção de uma gestão técnica voltada ao fortalecimento do órgão e à proteção dos direitos dos povos indígenas foi o compromisso assumido por Bastos no ato de sua posse, em 2 de maio, e reiterado, em reunião com os servidores da Fundação, quando afirmou que a Funai é: "mais do que uma causa, é uma missão".

Das 277 demandas pendentes de órgãos de controle, 258 estão sendo monitoradas e 143 já estão em análise na Controladoria Geral da União. Processos de contratação de recursos humanos, investimentos em infraestrutura e apoio técnico na estruturação do Plano de Carreira Indigenista – PCI são outros progressos instituídos. A definição, clara, da missão institucional e a restauração do quadro de pessoal, atualmente deficitário, também foram objetos da atual gestão, que encaminhou o pedido de nomeação de 50% além do número de vagas do último concurso da Funai, de 2016.
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Foto: Acervo/Funai


Integração

A aproximação entre a Funai e os atores envolvidos na questão dos povos indígenas é outra marca impressa nos cem dias. Foram realizadas viagens às Coordenações Regionais espalhadas pelo Brasil, para conhecer, de perto, a realidade dos servidores que atuam nas pontas e das comunidades atendidas, além de reuniões com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Associação Nacional dos Servidores da Funai (Ansef) e Indigenistas Associados (INA), grupos que atuam em prol dos servidores e da causa.

"Minha estratégia de trabalho, nesse primeiro momento, é conhecer de perto os problemas. Sair do escritório, do gabinete, ir até à ponta entender, de fato, o que está acontecendo e descobrir como posso ajudar. Os mais de um milhão de indígenas podem esperar dessa gestão muito trabalho e muita dedicação, sempre em prol do bem-estar deles", informou o presidente.
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Foto: Acervo/Funai

As comunidades do Parque Indígena do Xingu (MT) e Capoto Jarina (MT), terra do Cacique Raoni, há mais de 10 anos não recebiam a visita da Funai. Também foram ouvidas as Coordenações Regionais do Interior Sul e Passo Fundo (RS), Manaus (AM), Baixo Tocantins (PA) e Coordenação Técnica Local em Aracruz; as Terras Indígenas Nonoai (RS), aldeia Pau Brasil (ES) e Waimiri Atroari (AM e RR), e indígenas das mais diversas etnias como os Kaingang, Tupiniquim, Guarani, Waimiri Atroari, Xikrin, Parakanã, Hupd'äh e Kayapó.

Fonte: FUNAI

18 PALAVRAS QUE OS NATALENSES APRENDERAM COM OS AMERICANOS DURANTE A 2ª GUERRA

Na época da Segunda Guerra Mundial, em que os americanos se estabeleceram em Natal, o vocabulário da cidade foi “enriquecido” com várias palavras novas.
Era a nova sensação da sociedade pronunciar as expressões do idioma, e o gosto pelo inglês fez surgir diversos professores e estudantes interessados no seu aprendizado.
Veja algumas delas:

“show”

Talvez pela presença constante de música pelos clubes e bares da cidade, ou quem sabe quando os militares estavam curiosos com algo da terrinha e soltavam um “show me!”. Hoje em dia na linguagem popular quer dizer que algo está ótimo.

“whisky”

Bebida que começou a ser mais consumida justamente com a chegada dos americanos na cidade.
Foto cortesia do museu Negro Leagues Baseball Museum

“Yankees”

Famoso time de baseball de Nova York, talvez em conversas que os nativos tinham com os soldados sobre os esportes mais famosos dos EUA. Na época também os Yankees estavam atraindo a atenção do mundo devido à uma temporada mágica de sucesso que estavam desempenhando.

“boy”

Até hoje muito presente no vocabulário do natalense, tendo até variações próprias como “boyzinha” para as mulheres.
Dançarinos de rock entre os anos 40 e 50

“rock”

Mais uma que supostamente apareceu pela popularidade, por ser o ritmo mais famoso entre os norte-americanos.

“girl”

Garota. Quem sabe proveniente das paquera entre soldados e garotas natalenses, ou pela beleza inédita destas.

“drink”

Bebida (ou beber). O consumo de álcool claramente se tornou maior com os estrangeiros. As bebidas mais comuns eram cervejas, “whisky”, a aguardente brasileira e Martinis, esse último mais consumido pelas mulheres.

“cocktail”

Coquetel. Mistura de duas ou mais bebidas típicas de boates nos EUA e que começava a chegar em Natal como uma nova ideia para a forma de se beber.

“money”

Dinheiro. Algo muito desejado em forma de gorjetas pelos comerciantes que vendiam cigarros, bebidas e outros souvenirs para os militares.

“shorts”

Palavra que chegou e se estabeleceu de vez na cidade em adição à “calção” e “bermuda”. Hoje em dia tem variações como “shorte”.

“boyfriend/girlfriend”

“Namorado / namorada “. Os natalenses já sacavam que o amor havia chegado ao coração de um americano quando ele pronunciava essa palavra.

“golf”

Quem sabe não rolava umas brincadeiras em que os visitantes ensinavam golf aos nativos?

“big”

Que significa “grande”. Adjetivo comum e que provavelmente foi fácil de ser incorporado pelos nativos.
Outras palavras eram mais usadas pela necessidade de uso constante:

“blackout”

Que é “apagão”. Devido à precariedade do sistema elétrico da cidade na década de 40 era comum a ocorrência de apagões.

“relax”

Que significa “relaxe”. Essa deve ter rolado muito nas rodas de conversas.

“all right”

“Tudo bem”. Que deveria ser muito comum nos diálogos pra dizer simplesmente: entendi.

“okay”

Essa dispensa explicações, né? Não sei se você sabe, mas o termo “OK” apareceu pela primeira vez na história em um artigo humorístico do Boston Morning Post em 1839, sendo uma abreviatura da frase “oll korrect” que, por sua vez, significava “all correct” (“tudo certo” ou “tudo bem” em tradução livre) – fonte: Mega Curioso

e “slack”

Slack é uma camisa de seda tipicamente norte-americana, geralmente com estampas floridas.
As informações deste post foram coletadas através de relatos de Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto.
Fonte: curiozzzo.com (Henrique Araújo)

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Seminário debate condição da mulher negra no Brasil

O Ministério da Cultura (MinC) participa, até quinta-feira (9), em Brasília, do Seminário Ancestralidade e Sustentabilidade da Mulher Negra: Violência, Violação de Direitos e Emancipação. Organizado pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH), como parte integrante das atividades da Década Internacional de Afrodescendentes, o evento conta com a participação de 220 mulheres e simpatizantes, dentre elas 85 representantes de terreiros, que promoverão uma leitura da realidade enfrentada pelas mulheres negras. O objetivo é apontar caminhos para a promoção do respeito à diversidade da herança cultural e para a minimização dos processos históricos de discriminação de gênero e étnico-racial.
O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Erivaldo Oliveira, integra a mesa de abertura do encontro, nesta terça-feira às 15h, voltada à consolidação de políticas de gênero e étnico-racial. Na quarta (8), às 14h, a diretora do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da FCP, Márcia Uchôa, integra a mediação da roda de conversa O saber ancestral como valor civilizatório e as casas de religiosidade como lócus do apaziguamento social. E na quinta-feira (9), às 9h, será a vez de a diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da FCP, Carolina do Nascimento, compor a mesa Violência Institucional – Políticas Setoriais para as Mulheres Negras.
O seminário também destacará a importância de se reforçar a ação e a cooperação nacional, regional e internacional em favor do pleno acesso da mulher negra aos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos. Nesse contexto, os debates tratarão da adoção e fortalecimento de marcos jurídicos, de acordo com a Declaração e Programa de Ação de Durban e da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.
O evento é promovido pelo MDH, por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em parceria com a Fundação Cultural Palmares, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECID) e a Organização das Nações Unidas (ONU). Os três dias do encontro integram uma série de atividades desenvolvidas pelo MDH em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, à Década Internacional de Afrodescendentes, à Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completará 70 anos no dia 10 de dezembro, e aos 130 anos da abolição da escravatura.
Brasil Cultura

Crônicas de éssepê, ou histórias universais que acontecem em São Paulo

A rotina em São Paulo pode ser bastante dura para a maioria dos 12 milhões de habitantes da maior capital brasileira. E o livro “Cachorros de madame latem só para frentistas”, de Tainan Rocha, trata desta crueza do concreto, mas com uma pitada de humor que só existe em quem tem coragem de encarar a cidade todos os dias com leveza.
Por Mariana Serafini
Tainan Rocha é ilustrador e acaba de lançar o livro “Cachorros de madame latem só para frentistas” Tainan Rocha é ilustrador e acaba de lançar o livro “Cachorros de madame latem só para frentistas”
Em seu primeiro livro de crônicas, Tainan fala de São Paulo com paixão e um pouco de desdém. Mas as histórias que ele encontrou no bar, no metrô, na rua, poderiam ter acontecido em qualquer metrópole. São relatos de quem não está indiferente à solidão das capitais.
Com uma carreira consolidada como ilustrador, Tainan decidiu se aventurar na literatura, esta relação que ele não sabe definir se é uma “amizade colorida” ou um “lapso febril”. O fato é que ele acaba de lançar seu primeiro ensaio e traz ao leitor pequenas histórias sobre o cotidiano – real ou não – de quem circula pelas ruas de São Paulo com olhos e ouvidos afiados para ir além do vazio da multidão.
As crônicas de “éssepê” – como ele chama – poderiam acontecer em qualquer lugar, porque Tainan tem sensibilidade de capturar a poesia que vem da sujeira, do barulho em excesso, do isolamento diário nos fones de ouvido dentro do ônibus lotado, e tratar tudo isso com uma boa dose de humor.
Diferente das ilustrações que ele encara com uma disciplina rígida de trabalho, neste livro ele confessa “são a única coisa que eu ainda não consegui transformar em responsabilidade”. Talvez venha daí toda a leveza.
Tainan desenha, tem uma banda e agora escreve. Ao flertar com essas três artes, ele tem um mar de inspirações, mas garante que os preferidos são Eduardo Galeano, Diego Morais, autor de “Meu coração é um bar vazio tocando Belchior”, Mario Prata e Luís Fernando Veríssimo. “Esses caras que eu lia na biblioteca de Barueri”.
O lançamento de “Cachorros de madame latem só para frentistas” acontece no próximo sábado (11), durante a inauguração de uma nova unidade da Quanta Academia de Artes, na capital paulista.
Serviço
Lançamento “Cachorros de madame latem só para frentistas”
Horário: 17 horas
Local: Rua Doutor José de Queirós Aranha, 342 – estação Ana Rosa do Metrô
Do Portal Vermelho

Por Demetrius Montenegro: "Egregorianos"

A imagem pode conter: pessoas sentadas e área interna
Egregorianos.
Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia...

....Verti minha vida 
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia...

... Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, veia...

... Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens 
De olhos sombrios...

Trechos da música “Vida” 
Chico Buarque.

"O Rio Grande do Norte e em especial os novacruzenses se orgulham de ter em seu convívio este grande artista, DEMETRIUS MONTENEGRO! Um jovem que traz a arte/cultura dentro si! Um jovem talentoso que abre os portões para outros artistas em potencial! Nós que fazemos o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN o parabeniza pela sua determinação e a sua própria alma, que já nasceu fazendo e amando a cultura!" - Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN.

QUILOMBO DOS PALMARES - PERNAMBUCO

Quilombo dos Palmares - Pernambuco
A GUERRA DOS PALMARES, ÓLEO DE MANUEL VÍTOR, 1955

POUCO SE SABE SOBRE O DIA-A-DIA E OS PRIMEIROS ANOS NO QUILOMBO DE PALMARES. HÁ NOTÍCIAS DE EXPEDIÇÕES A PARTIR DE 1602, COMANDADAS PELO OFICIAL PORTUGUÊS BARTOLOMEU BEZERRA QUE RESULTARAM NA DESTRUIÇÃO DE MOCAMBOS E NA APREENSÃO DE ALGUNS FUGITIVOS. AS FONTES HISTÓRICAS MAIS CONSISTENTES COMEÇAM A SURGIR APENAS A PARTIR DE 1670, QUANDO TEVE INÍCIO A MOBILIZAÇÃO DE TROPAS ORGANIZADAS PELAS AUTORIDADES COLONIAIS PARA A DESTRUIÇÃO DO MESMO.

Tais manuscritos são de natureza pública - pareceres, alvarás e relatos de comandantes sobre estratégias de guerra – revelando poucos detalhes do cotidiano em Palmares. Já está claro que os chamados “negros alevantados” começaram a se expandir depois de 1630 durante a ocupação do Nordeste pelos holandeses devido à desordem ocasionada pela invasão: negros fugiam das senzalas refugiando-se nos mocambos da região da Serra da Barriga, no atual território de Alagoas.

Nesse período, segundo José Antônio Gonsalves de Mello, grupos de negros promoviam ataques nos caminhos; eram os chamados “boschnegers”, ou negros da mata. O autor Flavio José Gomes Cabral afirma que “há divergências quanto ao número da população de Palmares nessa época. Estima-se que existiam entre 6 mil e 20 mil habitantes.”

Os quilombolas conseguiram vencer as matas e paulatinamente foram tomando conhecimento da topografia da região. A princípio viviam da caça, da coleta e da pesca, mas, com o crescimento da população, passaram a praticar a agricultura (milho, feijão e cana-de-açúcar), comercializando esses produtos e trocando-os por armas e munições.

A comunidade palmarina era hierarquizada, havendo indícios de se tratar de uma “monarquia eletiva”, cujo rei ou “chefe de macacos” comandava os chefes dos outros mocambos. Em uma carta escrita pelo governador D. Pedro de Almeida em 4 de fevereiro de 1678 ao regente D. Pedro, consta que, por ocasião dos ataques contra Palmares que resultaram na morte de Ganga-Zumba, suas mulheres, filhos e cativos, abriu-se a possibilidade de se pensar na inexistência de um “igualitarismo” em Palmares, dada a vigência da escravidão nos quilombos.

Com a capitulação dos holandeses em 1654, os negros palmarinos continuaram a desafiar o poder colonial. Nos anos de 1670, duas expedições contra Palmares não cantaram vitória: a de 1675, chefiada pelo capitão Manoel Lopes Galvão, e a de 1677, comandada pelo capitão Fernão Carrilho, que pensou ter derrotado os negros, quando na verdade apenas pôs as mãos em alguns palmarinos, entre eles os parentes do chefe Ganga-Zumba.

“A década de 1670 é importante porque marca o reconhecimento por parte das autoridades portuguesas e coloniais desse sobado (estado africano) em Palmares. Os termos do acordo negociado em 1678 constituem a maior evidência disso”, disse a historiadora Silvia Hunold Lara. “Todo mundo diz quilombo dos palmares, mas a palavra ‘quilombo’ é empregada deslocadamente nesse contexto e é anacrônica para designar Palmares. A palavra empregada naquele período para designar ‘assentamentos de fugitivos’ é mocambo”, afirmou Lara.

No tempo de D. Pedro de Almeida (1674-1678), governador de Pernambuco, a prioridade era destruir Palmares. Em 1674, organizaram-se algumas forças contra os mocambos. Para isso, munições bélicas e víveres foram estocados em Sirinhaém, Porto Calvo, Una e São Francisco, pontos eqüidistantes do Centro de Palmares. As lutas foram equilibradas acirradas, gerando baixas em ambos os lados.

A pesquisadora Silvia Lara conta que a ideia de as autoridades coloniais fazerem acordos com escravos fugidos sempre existiu (ver Tratado reproduzido no site). O Tratado de 1678, porém, foi o que mais progrediu. Boa parte dos habitantes dos mocambos de Palmares mudou-se para uma aldeia criada especialmente para recebê-los, Cucaú, e eles foram considerados livres.

A paz, no entanto, não durou mais do que dois anos. Uma parte dos mocambos, liderada por Zumbi, rejeitou o acordo e ficou em Palmares. Seguidores de Ganazumba, como seu irmão Ganazona, participaram de buscas para trazer os que haviam permanecido no mato. Ganazumba termina assassinado e Cucaú, destruída, provavelmente por tropas coloniais. As pessoas que moravam lá voltaram à condição de escravos.

Apesar de estar sendo protegido, Zumbi foi morto em combate no dia 20 de novembro de 1695. Sua cabeça foi cortada e enviada ao Recife. A carta do governador Melo de Castro ao monarca datada de 24 de junho de 1696 contava tal fato, relatando a guerra e a morte de Zumbi, cuja cabeça foi exposta como troféu de guerra em um mastro “no lugar mais público” do Recife, na tentativa de satisfazer os patrocinadores da guerra, como também para “atemorizar os negros que supersticiosamente” se recusavam a acreditar na morte do líder negro.


 LEIA OUTROS ARTIGOS

 ZUMBI REINVENTADO, Roberto Conduru

O monumento ao herói dos Palmares, no centro do Rio, é uma homenagem à negritude ou um símbolo da dominação européia sobre a África?


 AMEAÇA NEGRA, João José Reis

Escravos fugidos assombravam a Colônia e inspiraram lendas que a História não confirma 


QUILOMBOS E REVOLTAS ESCRAVAS NO BRASIL

Acesse esse infográfico interativo no link: http://atlas.fgv.br/marcos/trabalho-e-escravidao/mapas/pequeno-mapa-dos-quilombos 


Palmares.png
Fonte: http://www.historia.uff.br

Povo Krenak perde Cacique Him

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Foto: André Campos

A Funai lamenta o falecimento de José Alfredo Oliveira, o Cacique Him Krenak, também apelidado de 'seu' Nego, na última sexta-feira(3).

Liderança histórica do movimento indígena e da luta pela terra no Vale do Rio Doce, Minas Gerais, o Cacique Nego Krenak era uma pessoa muito discreta, extremamente íntegra e trabalhadora – bom pai e esposo. Recebia as pessoas que visitavam a aldeia sempre com muita atenção. Era um grande conciliador político, inclusive entre os Krenak, tendo lutado arduamente pela garantia dos direitos e contra a dispersão do seu povo, desde o período da ditadura militar até acontecimentos mais recentes como o rompimento da Barragem do Fundão. Foi forte líder em busca da demarcação da terra indígena Krenak e das políticas públicas de direito para a sua aldeia.

Aos 72 anos de idade, Him encerra sua jornada em vida, mas temos a certeza que ele deixou um legado de luta e coragem em cada um que o conheceu e que jamais se apagará de nossas memórias. Exemplo de honestidade, força e simplicidade.

Com informações do Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (Cedefes).

Fonte: FUNAI

Museu Paraense promove exposição sobre os Mebêngôkre-Kayapó

MEBENGOKREKAYAPO
O povo indígena Mebêngôkre-Kayapó somam hoje mais de 11 mil indivíduos habitando um território que inclui ambas as margens do rio Xingu, no Pará, e o norte do Mato Grosso. Entre ambientes de floresta e cerrado, os diversos grupos da etnia, falante de uma língua do tronco Jê, ocupam uma área altamente impactada pela agroindústria, pecuária, mineração e projetos hidrelétricos, como a Usina de Belo Monte. Esse povo milenar e guerreiro é o foco da nova exposição do Museu Paraense Emílio Goeldi, que também integra a programação do XVI Congresso da Sociedade Internacional de Etnobiologia. A exposição também resgata o legado científico, político e jurídico do Projeto Kayapó, um amplo estudo multidisciplinar coordenado pelo biólogo e antropólogo Darrell Posey (1947-2001), conhecido entre os Mebêngôkre como Yairati.

A mostra "Os Kayapó e Yairati. Saberes e lutas compartilhadas" será inaugurada no dia 7 de agosto e aberta aos visitantes do Parque Zoobotânico do Museu Goeldi no dia seguinte, quarta-feira (8). Além das múltiplas contribuições do Projeto Kayapó, a exposição também aborda as lutas políticas nos âmbitos local, regional, nacional e internacional da etnia em parceria com Darrell Posey. Essa história é narrada através de lendas, memórias dos envolvidos, documentos, painéis, mostra de peças do acervo etnográfico do Museu Goeldi, fotografias, vídeos e também por meio de um aplicativo.

No roteiro da exposição, os visitantes poderão ver mais de 20 peças etnográficas coletadas por Posey. O estudioso se tornou referência no campo científico pelas pesquisas que ajudaram a consolidar o campo da etnobiologia, a postura ética de reconhecimento e valorização do saber indígena e a defesa pela garantia dos direitos e autodeterminação das etnias. Ele impulsionou a formação da Sociedade Internacional de Etnobiologia, que realiza seu 16º congresso, também a partir do dia 7, estendendo-se até dia 10, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, em Belém.

Wanda Okada, coordenadora de Museologia, explica que os documentos, exsicatas e peças etnográficas em exibição receberam um tratamento diferenciado e passaram por um processo de conservação e restauro minucioso desenvolvido pela pesquisadora portuguesa Maria Miguel Simas.

Projeto Kayapó

Ao integrar competências interdisciplinares, o projeto permitiu uma delicada compreensão da vida e da estrutura do conhecimento milenar dos Mebêngôkre. Sob a liderança de Darrell Posey, o projeto reuniu especialistas de várias áreas, como o entomólogo William Overal, Anthony Anderson (botânica); Elaine Elisabetsky (plantas medicinais); Anne Gély (agricultura); Kent Redford (zoologia); David Oren (aves); Jacques Jangoux (etnobotânica); Susana Hecht (solos); Gustaaf Verswijver (rituais e cerimônias); Márcio D'Olne Campos (astronomia); Eugene Parker (geografia) e Jeffrey Shaw (epidemiologia).

O início do Projeto de Pesquisas Etnobiológicas com os Indígenas Kayapó, ou simplesmente Projeto Kayapó, foi na Universidade Federal do Maranhão, onde Darrell Posey lecionava. Em 1986, já contratado pelo Museu Goeldi para estabelecer o Núcleo de Etnobiologia, Posey (Yairati) reformula o projeto e amplia a rede científica, com o objetivo de enfocar os processos de mudanças causados no ambiente pela presença indígena e suas práticas de manejo. O objetivo final era poder utilizar o conhecimento indígena sobre plantas e animais úteis em projetos de manejo sustentável de recursos nas Terras Indígenas e áreas adjacentes degradadas ou desmatadas pela extração de madeira, mineração ou pecuária.

Atualmente, o Estado brasileiro reconhece dez Terras Indígenas dos Mebêngôkre-Kayapó, que continuam ameaçadas até hoje pelas dinâmicas regionais e, principalmente, pela presença de garimpos ilegais dentro das áreas.

Darrell Posey

Dois anos após ser contratado pelo Museu Goeldi, Posey organizou na capital paraense o primeiro Congresso Internacional de Etnobiologia. Difundia-se, cada vez mais, a certeza de que os povos nativos possuíam um vasto universo de conhecimentos cruciais sobre a utilização sustentável dos recursos naturais, contribuindo para o seu manejo adequado e sua conservação. DARRELLPOSEY

Posey "foi uma das pessoas que incentivou os pesquisadores a reconhecerem a propriedade intelectual dos conhecimentos indígenas, por isso criou esse código de ética da Etnobiologia, que é a Carta de Belém, documento elaborado no primeiro Congresso Internacional de Etnobiologia. A atuação dos Kayapó e de Posey influenciou o campo jurídico e também a Convenção da Diversidade Biológica. Um dos artigos reconhece a propriedade intelectual coletiva dos conhecimentos dos povos indígenas e populações tradicionais e recomenda que eles deveriam ser compensados pelo uso que cientistas e grandes empresas fazem desses conhecimentos", descreve a curadora da Coleção Etnográfica do Museu Goeldi, Cláudia Lopez. A Carta de Belém, firmada em 1988, é a base para as discussões desta 16ª edição do congresso.

Os visitantes da mostra, que se estenderá até dezembro, farão uma viagem ao passado mais recente e poderão ter a ideia de como conceitos científicos são formulados e impactam-o .

Fonte: FUNAI