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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Djamila Ribeiro escreve carta para Lula

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Estimado Presidente Lula,
Expresso nesta carta minha profunda solidariedade frente às injustas condenações e perseguições judiciais sofridas por você e sua família. Acompanho desde o início a farsa jurídica posta em curso para legitimar o antipetismo, a deterioração de empresas nacionais e a alteração no curso eleitoral brasileiro, farsa cada vez mais escancarada agora com o juiz como ministro da justiça do candidato favorecido pelo seu afastamento na disputa.
Não o conheço para além de um cumprimento uma única vez na quadra do Sindicato dos Bancários em São Paulo, em 2016, bem como, embora tenha sido Secretária Adjunta de Direitos Humanos na gestão de Fernando Haddad, não faço parte de partido político. Nem por isso, deixo de admirar as conquistas de seus mandatos para o país; pelo contrário, sou de família de trabalhadores que o apoiaram desde minha infância.
Meu pai, Joaquim Ribeiro dos Santos, estivador do porto de Santos, uma semana antes de falecer no hospital da cidade, folheava o jornal que trazia sua foto como Presidente da República. Havia acabado de acontecer aquele dia apoteótico em Brasília, que tanto encheu as pessoas de esperanças. Olhando a foto, com os olhos marejados, Seu Joaquim disse “vivi para ver um trabalhador ser Presidente”. Sua eleição foi um último presente antes da morte de meu pai.
Naquela época tinha 22 anos, mais à frente ia ser mãe, a vida me traria tantos outros desafios até que me vi com 27 anos e inquieta para fazer uma Faculdade e ter uma carreira diferente daquela que vivia como secretária numa empresa no Porto de Santos. Fui então ao vestibular e passei em Filosofia na Universidade Federal de São Paulo, no campus do Bairro dos Pimentas, criado durante sua gestão. Fui uma adolescente negra nos anos 90, sabia da falta de perspectiva que havia para pessoas como eu, e as mudanças promovidas pelo seu governo possibilitaram uma outra realidade para mim e para tantas pessoas. Saí em 2015, mestra em Filosofia Política, e desde então tenho me saído muito bem. Oportunidades mudam vidas.
Por isso, embora tenha ficado brava com você algumas vezes, não deixo jamais de reconhecer a importância do seu governo para pessoas do meu grupo social, sendo eu mesma um exemplo disso. Reverencio as mulheres negras que fizeram parte decisiva de políticas públicas para as pessoas negras, como a grande Luiza Bairros, Matilde Ribeiro, Nilma Lino Gomes, na certeza de que será apenas quando o campo progressista entender a pauta racial para além de um ministério que haverá maturidade suficiente para entender os novos tempos e o povo brasileiro.
Como feminista negra, me alio a Joice Berth, Juliana Borges, Carla Akotirene, as mais velhas e mais novas, uma legião de mulheres negras que pensam o mundo, a economia, as cidades, os esportes, a saúde, a educação e que estão em outro patamar de afirmação política, muito além da visão de gabinete de pessoas brancas que não aceitam a reconfiguração de espaço e de poder frente às mudanças estruturais da sociedade, graças, em boa parte, às políticas públicas formuladas pelo governo.
Convenhamos, senhor Presidente, há uma série de fatos que mostram o quanto o setor progressista tem que evoluir e coexistir com outros campos. Coexistir com pessoas negras que são independentes da tutela e aprovação de pessoas brancas, indomesticáveis, e que ditam o mundo a partir de suas experiências em comum e luz própria. Senhor presidente, é isso que o futuro pede. Uma política de drogas totalmente diferente da que foi feita nos anos de superlotação carcerária, uma representatividade real aliada à consciência crítica no Judiciário brasileiro, uma reformulação do pensamento colonizado da elite progressista do país. A disputa além da branquitude de esquerda e de direita produz mudanças radicais na sociedade brasileira, mas se percebe uma grande dificuldade em entender isso de fato, materialmente.
Espero trocar outras cartas, Presidente Lula. Saiba que você está em meus pensamentos e que a injustiça que se passa na carceragem da Polícia Federal de Curitiba é percebida por milhões aqui fora, sem contar internacionalmente, onde sua prisão é tida como um dos grandes absurdos políticos em curso. Tenho ido bastante ao exterior, e explicar o que se tornou o Brasil tem sido um grande desafio aos olhos incrédulos de quem já viu o porte deste país, quando as pessoas tinham orgulho e eram respeitadas por serem brasileiras. Era no seu governo e no de Dilma essa realidade.
Fique bem, fique em paz. Peço a Oxalá que tranquilize seu caminho.
Um abraço,
Djamila Ribeiro

Maria Célia Oliveira
Djamila Ribeiro em primeiro lugar, parabéns pela carta onde expressa todos os sentimentos e a mais pura realidade.
#Lulapresopolitico
LikeReply19h
Aline Moraes
#Gratidao Djamila! Me sinto representada pela sua carta! 🙏🙏🙏🙏👏👏👏👏
LikeReply118h
Susana Nobrega
Correta e coerente a tua carta. Parabéns e vamos em frente!!!

domingo, 7 de abril de 2019

CULTURA - Internet derrota o último cinema pornô de Paris

Na década de 70, o Beverley recebia 7 mil clientes por semana. Terminou com menos de 500.

quartier de Saint-Denis, no coração de Paris, desde sempre ajudou a compor, juntamente com Pigalle, Le Moulin Rouge e o Crazy Horse Saloon, a imagem de uma cidade viciosamente erótica, ensandecidamente depravada. Aquela rua de traçado bêbado, ao lado do mercado do Halles, abrigava o comércio da carne e não por acaso serviu de cenário ao filme Irma La Douce, dirigido por Billy Wilder e protagonizado por Shirley MacLaine, em 1963.
A região foi pouco a pouco se glamourizando e, graças em parte à abertura do monumental Centre Pompidou, o Beaubourg, as prostitutas de cinta-liga sumiram do pedaço e os peep shows foram sendo substituídos por lojas de semigrifes. Dias atrás, o Beverley, que por mais de uma década segurou o estandarte de último cinema pornô de Paris, sucumbiu. Na época de ouro do pornocine, a capital francesa chegou a ter 900 salas como o Beverley. Em toda a França sobra agora apenas outro do gênero, em Grenoble.
Nostalgia à parte, ninguém verteu lágrimas pelo fim do Beverley. Na década de 70, quando foi inaugurado, ele recebia 7 mil clientes por semana. “Terminamos com menos de 500”, contou Mauricio Laroche, o ultimo proprietário. Entre esses sobreviventes, muitos estavam bem mais interessados em dar uma cochilada no escurinho da sala do que o que se passava na tela. Pelo preço único de 12 euros (54 reais), você podia assistir a dois filmes e ficar o tempo que quisesse no cinema.
Assim como as salas convencionais de espetáculo sofrem a competição dos canais de difusão do tipo streaming, a pornografia na tela grande foi dizimada pela internet e pelas redes sociais. Um clássico apimentado como Garganta Profunda, com a endiabrada Linda Lovelace, pode parecer um inocente conto de fadas para a garotada internética.



* O documentário acima está em sua versão original, sem legendas em português.
Fonte: CARTA CAPITAL



CARNE DE SOL ASSADA NA BRASA

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Aprenda a fazer uma saborosa carne de sol na brasa o Portal Brasil Cultura ensina com uma receita bem simples e fácil.
Ingredientes
  • 900 g de carne de sol (contrafilé, alcatra, maminha ou coxão mole)
  • 250 ml de leite de vaca
  • 1 litro de água 50 ml de manteiga de garrafa
MODO DE FAZER
Lave bem a carne de sol e deixe os pedaços em panela com água fria por duas horas. Substitua a água por leite de vaca e deixe de molho por mais três horas. Jogue fora o leite, lave a carne novamente em água fria e deixe escorrer bem. Ponha a carne em um espeto e leve ao fogo em brasa. Após 40 minutos ela estará pronta para ser saboreada. Durante o cozimento, regue-a constantemente com manteiga de garrafa. Para ficar mais mais gostosa, coloque uma fatia de queijo coalho por cima enquanto estiver braseando.
PAÇOCA
Ingredientes
  • 500 g de carne de sol (ou carne seca, já que será triturada)
  • 2 colheres (sopa) de manteiga comum ou o equivalente em manteiga de garrafa
  • 1 cebola grande picada
  • 1 dente de alho amassado
  • 2 pimentas-malagueta pequenas
  • 1 xícara (chá) de farinha de mandioca torrada.
MODO DE FAZER
Escorra a carne e corte-a em pedaços pequenos. Coloque a manteiga numa frigideira e aqueça em fogo médio. Junte os pedaços de carne e frite, mexendo até que fiquem dourados. Adicione alho e pimenta a gosto. Refogue a cebola até começar a dourar. Tire do fogo, junte farinha de mandioca e misture bem. Coloque parte da mistura num processador de alimentos e bata até a textura se tornar fina. Depois, repita a operação até processar toda a mistura (na falta de processador, a carne pode ser desfiada e apiloada até quase se desfazer). Coloque numa tigela e sirva.

Fotógrafo Gervásio Baptista morre aos 95 anos

O fotógrafo Gervásio Baptista morreu nesta sexta-feira (5), em Brasília, aos 95 anos. Gervásio é o autor de muitas fotos famosas, entre elas a de Juscelino Kubitschek acenando com a cartola para o povo na inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
“Ele manifestou em vida que fizéssemos os mesmos procedimentos que fizemos com minha mãe”, contou o filho Júlio Baptista. “A ficha ainda não caiu. Mesmo que eu já viesse me preparando há tanto, tanto tempo. Ouvia ele dizer que já estava cansado, que queria muito partir. A gente acha que está preparado, mas, quando a coisa acontece, a gente vê que não estava.”
Gervásio Baptista trabalhou na Agência Brasil por cerca de três décadas. Em 2018, foi condecorado com a Medalha Ranulpho Oliveira, da Associação Bahiana de Imprensa, destinada aos maiores nomes do jornalismo que trabalharam na imprensa da Bahia.
Carreira
Gervásio Baptista nasceu em 1923 em Salvador. Aos 27 anos, quando já se destacava no Diário de Notícias de Salvador, Assis Chateaubriand viu o talento do jovem fotógrafo e o levou para o Rio de Janeiro para trabalhar na revista O Cruzeiro, mas logo Gervásio mudou-se para a revista Manchete, de Adolpho Bloch, no início dos anos 1950.
Em 80 anos de carreira, Gervásio registrou raridades de Getúlio Vargas, Tancredo Neves, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Fotógrafo oficial de Tancredo Neves, Gervásio fez com exclusividade a clássica e última foto do presidente, acompanhado da equipe médica do Hospital de Base do Distrito Federal, em que ele aparece sentado de pijama e roupão.
Registrou momentos da Revolução Cubana, em 1959, fotografou os líderes Fidel Castro e Che Guevara. Acompanhou a Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974, e foi ao Vietnã, nos anos de 1970, para registrar a guerra. Fotografou sete Copas do Mundo e 16 concursos de Miss universo.
Até 2015, Gervásio Baptista fotografava no Supremo Tribunal Federal e na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Um mestre para os fotógrafos
A morte de Gervásio Baptista deixa a área de fotografia da Agência Brasil de luto. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi o local em que Gervásio passou os últimos anos de sua carreira. Ele é conhecido por ter captado com suas lentes imagens icônicas que ganharam o mundo. Entre os profissionais que conviveram com ele, resta tristeza e saudade.
“Com ele, aprendi muito do que sei. Um grande pai. Um grande mestre”, disse o coordenador da fotografia da Agência Brasil, Marcello Casal Jr.
José Cruz, que é de uma família de quatro fotógrafos, acrescentou que todos os profissioinais de imagem de alguma forma foram alunos de Gervásio. “Um colega excelente. Conviver com ele representou um aprendizado. Uma convivência para poucos. Foi um prazer imenso estar ao lado dele.”
Os técnicos Wladimir Teixeira e Cláudio Sodré, que conviveram por cerca de três décadas com Gervásio, afirmaram que ele deixará um legado para todos. “É uma referência. Isso é inegável. Foi o único fotógrafo brasileiro a ir para a Guerra do Vietnã”, disse Wladimir. “Ele sempre tinha uma boa história para cada situação”, completou Sodré.
O jornalista Aécio Amado, chefe de reportagem da Agência Brasil, lembrou com saudades do amigo. “Conheci o Gervásio pessoalmente quando estava na Presidência da República e ele foi homenageado no Palácio do Planalto. Um grande contador de histórias. Era a simpatia em pessoa. Não tinha como ficar ao lado dele sem prestar atenção no que ele dizia. Fará falta.”
“Gervásio Baptista brilhou em todas as coberturas que fez, fotografando fatos e personagens. Viagens à Amazônia, ao país e mundo inteiro, de concurso de misses a conflitos sociais e políticos. Por exemplo, a importante foto que fez do Presidente Juscelino Kubitschek com o chapéu de feltro em frente ao Congresso, na epopeica era da inauguração de Brasília. E também da sequência da atriz Vanja Orico sendo presa por soldados no Centro do Rio quando pedia passagem para a manifestação contra o regime militar, em 1968”, lembrou o fotógrafo Orlando Brito.
Nos últimos anos, Gervásio morava no Espaço Sênior, no Bairro de Vicente Pires, em Brasília. Frequentemente era visitado pelos amigos fotógrafos Hermínio Oliveira, Sérgio Lima, André Dusek, Eugênio Novaes, Marcello Casal, entre outros. “Gervásio parte para outro plano no Universo, mas deixa aqui no nosso planeta um casal de filhos — Selma e Júlio — um sem fim de admiradores, amigos e um trabalho referencial para a fotografia brasileira”, acrescentou Orlando Brito.
Fonte: Agência Brasil

sábado, 6 de abril de 2019

EDUARDO VASCONCELOS-CPC/RN PARTICIPOU HOJE (6) DE 2 PROGRAMAS DE RÁDIO!

 Eduardo Vasconcelos - nos estúdios da Agreste FM - 107.5 
Eduardo Vasconcelos por telefone participou do Programa "A Voz do Trabalhador" na Rádio Curimataú - 103.5, ambas em NOVA CRUZ!

Hoje (6), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, participou dos Programas A VOZ DO TRABALHADOR E NOVA CRUZ EM AÇÃO nas emissoras Curimataú e Agreste FM, ambas de Nova Cruz/RN, cujo objetivo foi para falar dos eventos acontecidos recentemente e da conjuntura política atual, entre outros.

Ás 11:30 o mesmo por telefone participou do Programa A VOZ DO TRABALHADOR na Curimataú e as 13 horas pessoalmente foi ao Programa NAÇÃO NOVA CRUZ na Rádio Agreste FM.

Em ambas, EDUARDO VASCONCELOS falou da realização do último evento promovido que foi o Seminário "COMO FICA A CULTURA BRASILEIRA SEM O MINC? (Ministério da Cultura), ocorrido dia 29 de março no IFRN de Santa Cruz, regional do Trairi, promovido pelo Centro Potiguar de Cultura, falou também sobre a DESPREVIDÊNCIA do Governo Federal, da Cavalgada do dia 1º DE MAIO, que será promovida pelo STRAF de Nova Cruz, o qual presta serviço de assessoria de comunicação, entre outros.

Eduardo Vasconcelos resumiu tudo em uma frase: " É preciso nos unirmos para nos fortalecermos e barrarmos o avanço das perdas de direitos em seu contexto geral. Concluiu, Eduardo Vasconcelos.

Alcântara é o pedaço do Brasil em que Trump manda

Racismo: Campanha da Prefeitura de Rondonópolis caracteriza negro como sujo e branco como limpo

Dois personagens de uma campanha publicitária da Prefeitura de Rondonóipolis – que se intiula como educativa – está causando polêmica no município. É que o setor público está sendo acusado de racismo institucional, pois no material impresso e eletrônico, aparecem os personagens “Limpinho” (caracterizado por um cidadão branco) e “Sujismundo” (caracterizado por um cidadão negro). Denominada de Cidade Limpa, a campanha quer ensinar boas práticas de higiene para a população local, mas é infeliz ao associar as pessoas negras com a sujeira por meio do personagem Sujismundo. Até uma pequena cartilha está sendo entregue nos bairros e nas escolas. “Imagina as crianças negras, o que devem estar vivenciando de bullyng e racismo nas escolas por conta desta campanha? Não se pode criar uma campanha desse porte desqualificando uma etnia pela cor da pele”, afirma uma nota de repúdio da Unegro Pantanal Rodonópolis, que é um instituto de negros e negras pela igualdade.
Conforme a nota, a imagem altamente racista humilha e desqualifica a população negra do município, que tem importantes contribuições na construção da cidade. “Enfatizamos que não toleramos mais o racismo e, de forma especial, o racismo institucional. A legislação é bem explícita nesse sentido: racismo é crime”, diz outro trecho. “Associar a imagem do negro como sujo, descuidado e sem higiene é sim uma atitude racista e não pode ser naturalizada a ponto de uma instituição publica como uma prefeitura fazer uma campanha em nível municipal sem pensar nas conseqüências de tal atitude para a população negra”, afirma a nota.
Luzia Nascimento, presidente da Unegro: Repúdio contra racismo institucional, que também está no site oficial da Prefeitura
Uma das partes do naterial que causa mais revolta entre as lideranças que lutam pela igualdade racial é a que aponta na parte superior do impresso um jovem branco com as seguintes frases no balão: “Oi! Eu sou Limpinho. Estamos limpando e gramando as áreas públicas”. Na parte inferior, do mesmo panfleto, um jovem negro com os seguintes dizeres: “Eu sou o Sujismundo. Eu jogo lixo em todas as partes. Eu não cuido da minha casa e nem da minha cidade”.

Assinada pela presidente Luzia Aparecida do Nascimento e demais membros da diretoria, a nota de repúdio da Unegro exige uma retratação pública do município quanto ao material que caracteriza o racismo institucional. “Os negros e negras deste município exigem respeito e e uma reparação por parte da Prefeitura de Rondonópolis. Queremos acreditar que o pefeito José Carlos Junqueira não compactua com tal ofensa à população negra porque, se assim for, teremos que recorrer ao Ministério Público e demais organismos para que faça valer a lei”, encerra a nota, citando ainda a Constituição Federal, que estabelece o princípio da igualdade nas relaçôes humans no Brasil.

OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com João Copetti, secretário municipal de Meio Ambiente de Rondonópolis – órgão oficial a quem cabe o trabalho de educação ambiental – e ele informou que o material foi produzido pela Secretaria de Governo(ligada diretamente ao gabinete do prefeito José Carlos Junqueira), por meio da gerência de Comunicação da Prefeitura. Entramos em contato por duas vezes com a secretária de governo Mara Gleibe Ribeiro Clara da Fonseca, no seu telefone institucional. Na primeira (11h12min) ela disse que não poderia atender, via mensagem de texto. Na segunda, meia hora depois, ela se negou a atender a chamada feita em seu telefone.

Abaixo, a íntegra da nota de repúdio da Unegro:
NOTA DE REPÚDIO
A UNEGRO PANTANAL RONDONÓPOLIS vem a público repudiar veementemente a forma racista imputada aos negros e negras na produção de material impresso da Prefeitura de Rondonópolis em campanha publicitária com cunho educativo.
É que a primeira etapa da campanha denominada Cidade Limpa realizada pela Prefeitura estampa em um panfleto dois personagens, onde o negro é caracterizado como sujo e o outro, branco, onde afirma que é o limpo.
Na parte superior do impresso um jovem branco tem as seguintes frases no balão: “Oi! Eu sou Limpinho. Estamos limpando e gramando as áreas públicas”. Na parte inferior, do mesmo panfleto, um jovem negro (em imagem retirada na internet, do doloroso e excludente período da ditadura militar) com os seguintes dizeres: “Eu sou o Sujismundo”, “Eu jogo lixo em todas as partes. Eu não cuido da minha casa e nem da minha cidade”.
A imagem altamente racista humilha e desqualifica a população negra deste município, que tem importantes contribuições na construção desta cidade. Causa espanto e revolta porque esta mesma população negra  tem respeito pela gestão atual,
que já se mostrou sensível a luta contra a exclusão e ao abandono relegado aos negros e negras por tantos anos.
Enfatizamos que não toleramos mais o racismo e, de forma especial, o racismo institucional. A legislação é bem explícita nesse sentido: racismo é crime.
Associar a imagem do negro como sujo, descuidado e sem higiene é sim uma atitude racista tão naturalizada a ponto de uma instituição publica como uma prefeitura fazer uma campanha em nível municipal sem pensar nas conseqüências de tal atitude para população negra.
 Imagina as crianças negras, o que devem estar vivenciando de bullyng e racismo nas escolas por conta desta campanha? Não se pode criar uma campanha desse porte desqualificando uma etnia pela cor da pele.
Os negros e negras deste município exigem respeito e e uma reparação por parte da Prefeitura de Rondonópolis. Queremos acreditar que o pefeito José Carlos Junqueira não compactua com tal ofensa à população negra porque, se assim for, teremos que recorrer ao Ministério Público para que faça valer a lei.
A Constituição Brasileira traz em seu artigo primeiro o compromisso com o princípio da igualdade e da dignidade da pessoa humana. Ao cometer tal discriminação, o município fere a dignidade dos negros e negras deste Município. É, no mínimo, revoltante.
A UNEGRO não pode e não vai compactuar com essa forma de campanha no Município de Rondonópolis.
.                              Rondonópolis-MT, 02 de abril de 2019
Assinam:
Luzia Aparecida do Nascimento
Presidente da Unegro e
Conselheira Estadual da Igualdade Racial
Rosana Pereira de Brito
Coordenadora de Religião de Matriz Africana da Unegro
Conselheira Municipal do Conselho da Igualdade Racial
Tiago Campos
Secretário da UNEGRO
Crys Porto
Coordenadora do Conselho Fiscal da UNEGRO

4 thoughts on “Racismo: Campanha da Prefeitura de Rondonópolis caracteriza negro como sujo e branco como limpo

  1. Estamos há anos lutando contra esse tipo de preconceito e vem uma campanha dessa reforçando o racismo. É necessário ter respeito pelas pessoas.
  2. Registro meu repudio ao fato. E nao acredito que o Prefeito tenha filtrado uma aberação desta. Seria injusto imputar este desgaste ao prefeito uma vez que as pessoas a qual foram discriminadas são, na sua maioria, a base eleitotral do prefeito, como é de conhecimento de todos.
    Mas os movimentos negro de nossa cidade mostraram atuantes e que estão ligados. Parabéns
    1. Fonte: https://lupanews.com.br

PM empurra aluna com arma durante protesto em escola de Guarulhos



Um policial militar usou o cano de sua arma por pelo menos duas vezes para empurrar uma estudante do ensino médio que participava de uma manifestação em sua escola.
O caso aconteceu nessa quinta-feira (4), em uma escola de Guarulhos, na Grande São Paulo, quando os estudantes exigiam a saída do diretor da escola, que desde o início do ano impede os alunos entrarem na segunda aula.
Ontem, quando tentavam negociar com a direção da escola, os alunos foram surpreendidos com essa ação covarde da polícia, que poderia ter acabado em tragédia.
A manifestação foi realizada por alunos do turno noturno, a maioria além de estudar, trabalha, por isso tem dificuldades de chegar no horário.

PROPINA PF aponta corrupção na delegacia que investiga caso Marielle

Marielle Franco
Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados no dia 14 de março de 2018. Dois suspeitos já foram presos
Responsável pelos disparos que mataram a vereadora disse que recebeu a informação de que estava sendo investigado e se preparava para fugir.
São Paulo – A Polícia Federal encontrou evidências de atos de corrupção praticados por membros da Delegacia de Homicídios (DH), responsável pela investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. De acordo com o órgão, a delegacia impediu o esclarecimento da autoria de assassinatos que envolvem milicianos do "Escritório do Crime" e integrantes da máfia do jogo do bicho, no Rio de Janeiro.
Roni Lessa, apontado como responsável pelos disparos que mataram Marielle e Anderson, disse, após ser preso, que recebeu informação de que estava sendo investigado e se preparava para fugir.
Segundo o portal UOLao menos dois delegados estariam na folha de pagamento do "Escritório do Crime". A propina era paga na própria sede da delegacia, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Por determinação da Procuradoria-Geral da República (PGR), ao menos oito inquéritos da própria DH estão sob investigação.
A análise da PF sobre a presença do grupo criminoso dentro da delegacia, surgiu após depoimentos de dois delatores ouvidos por procuradores da República. Um deles, o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, afirmou que integrantes do "Escritório" pagavam uma mesada a alguns policiais para que as execuções praticadas pelo grupo paramilitar não fossem alvo de uma investigação que chegasse aos responsáveis pelos crimes.
A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) demonstrou sua indignação nas redes sociais.  "A quem interessa que o assassinato de Marielle e Anderson não seja resolvido? Exigimos saber quem mandou matar", publicou, nas redes sociais. 
Fonte: REDE BRASIL ATUAL - RBA
Assista a reportagem da TVT: NA MATÉRIA ABAIXO!

PF encontra provas de corrupção em delegacia que cuida de caso Marielle

GESTÃO TUCANA Corte de Doria no orçamento da Cultura pode fechar Museu Afro Brasil



museu afro
Museu Afro Brasil é conquista do povo brasileiro e da população negra do país. Sua existência e a da cultura no estado de São Paulo estão ameaçadas
por Gabriel Valery, da RBA
São Paulo – O Museu Afro Brasil, que fica no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, corre o risco de fechar as portas. O cenário é reflexo da política do governador João Doria (PSDB), que anunciou um corte de até 23% no orçamento da secretaria de Cultura do estado. Agora, os trabalhadores do museu estão mobilizados para tentar reverter tal decisão, além de estarem contando cada real na ponta do lápis para manter o mínimo do funcionamento.
O problema é que a instituição já funciona no limite desde 2015. A coordenadora do núcleo de Educação do museu, Neide Almeida, conversou com a RBA sobre o cenário de terra devastada que o corte deve deixar na cultura do estado mais rico do país. "Quando vemos uma postura como esta de um governo, vejo como um sinal de que não querem que a gente reflita, não querem questionamentos, não querem que a sociedade se posicione politicamente", disse.
O museu recebe, anualmente, 180 mil visitantes, um total de quase 2 milhões de visitantes desde 2009. Além de dezenas de exposições por ano, a entidade conta com um acervo de mais de 7 mil obras, uma biblioteca com 12 mil títulos, além de um teatro (Ruth Souza). Do total anual de visitantes, por volta de 40 mil são estudantes, o que é relevante pela relação entre cultura e educação. 
"Sabemos que, quando a cultura é atingida, como agora, a educação também é", afirma Neide. "A grande parte dos estudantes que recebemos são de escolas públicas. Quando vemos um equipamento cultural fechar, isso reflete negativamente nos processos educativos. O papel da cultura é fundamental, tanto do ponto de vista do que podemos produzir, como o que refletimos a partir da produção", completa.
Além do Museu Afro Brasil, que desempenha papel essencial na preservação e divulgação da história negra no Brasil, estão sob risco outros tantos aparelhos culturais, tais como outros museus, bibliotecas, orquestras e corais, centros culturais, companhias de dança, escolas de música, conservatórios, fábricas e casas de cultura.
O número de pessoas afetadas com o corte será um preço alto a pagar pela sociedade, ainda mais colocando na balança quanto o estado gasta com o setor. A cultura é a área com menor fatia do orçamento paulista, representando apenas 0,35%.
Em 2015, após um corte de 12%, o Museu Afro Brasil já demitiu 25 pessoas, além de ter terceirizado parte dos serviços. "Não temos margem para nada, esse novo corte vai impossibilitar nosso trabalho. Estamos estudando como poderemos lidar, mas existe sim o risco de não ser possível manter o museu aberto. É impossível bancar nossas atividades com esse impacto de quase um quarto nas verbas", disse Neide.
Para evitar o pior, os trabalhadores estão mobilizados e em busca de apoio na sociedade civil. "Nos organizamos para participar de uma audiência pública que acontece hoje (ontem, dia 4) na Assembleia Legislativa, para pensar formas de mobilização e reivindicar a revisão dessa decisão. Estamos atuando tanto por meio das redes sociais, como em contato com outros equipamentos e parceiros comprometidos para ampliar a resistência e reverter este quadro", completou.
Em nota, o museu afirma que cultura e memória são direitos dos cidadãos. "O Museu Afro Brasil, assim como todos os equipamentos estaduais de cultura – é um patrimônio de toda a sociedade. Por meio de nosso compromisso e dedicação temos assegurado à população paulista e brasileira um direito inalienável. Este museu é conquista do povo brasileiro e da população negra deste país. Sua existência, a existência da cultura no estado de São Paulo, está ameaçada. Somos contra o contingenciamento e nos levantamos para revoga-lo."
Assista reportagem do Seu Jornal, da TVT, sobre consequências dos cortes do orçamento da Cultura pela gestão João Doria, na matéria abaixo!
Fonte: REDE BRASIL ATUAL

João Doria corta 23% da verba da cultura de São Paulo