Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

domingo, 7 de julho de 2019

Literatura de Cordel

A história da literatura de cordel começa com o romanceiro do Renascimento, quando se iniciou impressão de relatos tradicionalmente orais feitos pelos trovadores medievais, e desenvolve-se até à Idade Contemporânea. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, chamados de cordéis. Inicialmente, eles também continham peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536). Foram os portugueses que introduziram o cordel no Brasil desde o início da colonização.
Evolução no Brasil
Na segunda metade do século XIX começaram as impressões de folhetos brasileiros, com suas características próprias. Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis que tiveram maior tiragem no passado. Não há limite para a criação de temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar cordel nas mãos de um poeta competente.
No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje também se faz presente em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos cordelistas.
O grande mestre de Pombal, Leandro Gomes de Barros, que nos emprestou régua e compasso para a produção da literatura de cordel, foi de extrema sinceridade quando afirmou na peleja de Riachão com o Diabo, escrita e editada em 1899:
“Esta peleja que fiz
não foi por mim inventada,
um velho daquela época
a tem ainda gravada
minhas aqui são as rimas
exceto elas, mais nada.”
Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou no balaio e no coração dos nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estados do Nordeste. A pergunta que mais inquieta e intriga os nossos pesquisadores é “Por que exatamente no nordeste?”. A resposta não está distante do raciocínio livre nem dos domínios da razão. A primeira capital da nação foi Salvador, ponto de convergência natural de todas as culturas, permanecendo assim até 1763, quando foi transferida para o Rio de Janeiro.
Na indagação dos pesquisadores no entanto há lógica, porque os poetas de bancada ou de gabinete, como ficaram conhecidos os autores da literatura de cordel, demoraram a emergir do seio bom da terra natal. Mais tarde, por volta de 1750 é que apareceram os primeiros vates da literatura de cordel oral. Engatinhando e sem nome, depois de relativo longo período, a literatura de cordel recebeu o batismo de poesia popular.
Foram esses bardos do improviso os precursores da literatura de cordel escrita. Os registros são muito vagos, sem consistência confiável, de repentistas ou violeiros antes de Manoel Riachão ou Mergulhão, mas Leandro Gomes de Barros, nascido no dia 19 de novembro de 1865, teria escrito a peleja de Manoel Riachão com o Diabo, em fins do século passado.
Sua afirmação, na última estrofe desta peleja (ver em detalhe) é um rico documento, pois evidencia a não contemporaneidade do Riachão com o rei dos autores da literatura de cordel. Ele nos dá um amplo sentido de longa distância ao afirmar: “Um velho daquela época a tem ainda gravada”.
Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores do passado.
Carlos Drummond de Andrade, reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros do século XX, assim definiu, certa feita, a literatura de cordel: “A poesia de cordel é uma das manifestações mais puras do espírito inventivo, do senso de humor e da capacidade crítica do povo brasileiro, em suas camadas modestas do interior. O poeta cordelista exprime com felicidade aquilo que seus companheiros de vida e de classe econômica sentem realmente. A espontaneidade e graça dessas criações fazem com que o leitor urbano, mais sofisticado, lhes dedique interesse, despertando ainda a pesquisa e análise de eruditos universitários. É esta, pois, uma poesia de confraternização social que alcança uma grande área de sensibilidade”.
Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.
Referências: 
Maria José Fialho. Cordel: do encantamento às histórias de luta – São Paulo: Duas Cidades, 1983.
Maria José Fialho. Cordel: do encantamento às histórias de luta – São Paulo: Duas Cidades, 1983.
Maria José Fialho. Cordel: do encantamento às histórias de luta – São Paulo: Duas Cidades, 1983. 
http://www.ablc.com.br/historia/hist_cordel.htm Obras e Autores da Literatura de Cordel.
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/BUOS-8FMH5A
Esta página tem por objetivo divulgar a cultura do povo nordestino; Especialmente o cordel. Com isso, espero contribuir para despertar o interesse dos visitantes pela cultura do nosso povo.
Brasil Cultura
"Aqui na cidade de Nova Cruz, Rio Grande do Norte tem grandes POETAS/TROVADORES, como o professor, Antônio Barbosa, Domimgos Matias, entre outros. Inspiram e respiram poesias! Mas preciso que os POETAS tenham mais oportunidades para apresentarem seus trabalhos, para isso precisa que os governos federal, estaduais e municipais invistam e incentivem nossos artistas poetas, com políticas emergenciais e não paliativas. O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e a Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara", juntos buscarão caminhos para que os mesmos tenham oportunidades de mostrarem seus talentos e sua valorização que merecem" - Eduardo Vasconcelos - CPC/RN - Agente de Cultura - Radialista e Ativista.

RELAÇÕES INSTITUCIONAIS - Reitor se reúne com senadores do RN

Reitor se reúne com senadores do RN
Cumprindo agenda em Brasília, Wyllys foi recebido por Styvenson Valentim e por Zenaide Maia
Entre as discussões das quais participou na 97ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), o reitor do IFRN, professor Wyllys Farkatt Tabosa realizou também uma visita a dois dos senadores da bancada do Rio Grande do Norte, a senadora Zenaide Maia e o senador Styvenson Valentim. Entre as pautas, Wyllys tratou de parcerias e apoios para demandas do Instituto, entre elas o Centro de Tecnologia Mineral (CT-Mineral) e o Centro de Tecnologia de Energia Eólica (CT-Eólica), localizados em Currais Novos e João Câmara, respectivamente.
Zenaide Maia
No encontro com a senadora – realizado no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – junto ao reitor estavam o assessor especial do Ministro da Educação, Marco Antônio Juliatto, o coordenador-geral de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia Setoriais, Eduardo Soriano Lousada e Francisco Soares da Costa, secretário parlamentar da senadora. Na reunião tratou-se das perspectivas de investimento em energia eólica offshore (captação em plataformas marítimas) no Rio Grande do Norte. A reunião, articulada por Zenaide, partiu do interesse de Soriano Lousada em saber mais sobre o recém-inaugurado CT-Eólica: “O coordenador mostrou-se surpreso com o nível de adiantamento do IFRN na área de pesquisa em energias renováveis”, disse o reitor.
Na prática, o IFRN saiu da reunião com o convite para tornar-se mais um parceiro no desenvolvimento de tecnologia que permita a implantação de usinas de energia eólica offshore no RN. “Nosso potencial, além de muito vento, reside na nossa plataforma marítima, tida como rasa – variando entre 15 e 30m de profundidade – e em mar calmo, o que facilita a implantação dessas usinas. Nesse sentido, o Rio Grande do Norte está fazendo essa parceria com o MCTIC no sentido de construir uma base teórica conceitual para viabilização desse projeto que, possivelmente, levará à implantação das usinas eólicas offshore”, explicou Wyllys. Se confirmada, a parceria unirá IFRN e outras instituições ao Ministério, para que esses conjunto de órgãos trabalhem nesse diagnóstico funcional das condições objetivas para prover informações científicas com vistas à implantação futura das usinas.
Styvenson Valentim
A visita ao gabinete do senador Styvenson partiu de um convite do parlamentar para atualizar o reitor acerca do comprometimento com a educação no Rio Grande do Norte. “Em uma visita muito amistosa e muito gentil, estivemos com o senador, que queria informar a respeito da emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ele apresentou - e que destina verbas à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) - à Comissão Mista de Orçamento do Senado da República”, relatou o reitor. Segundo Wyllys, Styvenson demonstrou interesse em temas como os projetos de educação a distância mantidos pelo IFRN, perguntando sobre a possibilidade de expansão dos polos para outros municípios do Rio Grande do Norte. “O senador, na oportunidade, voltou a colocar seu mandato à disposição do nosso Instituto para construirmos projetos de desenvolvimento e educação no RN, com especial atenção voltada à educação básica”, complementou.
“Na oportunidade, falei com o senador sobre o projeto do CT mineral, que foi entregue no Ministério das Minas e Energia (MME), Styvenson nos disse que já tinha ouvido falar do projeto, que estava muito interessado no tema e que queria estudar com calma. Aproveitando o ensejo, o senador convidou-nos para um novo encontro, onde discutiremos projetos estruturantes da instituição para ele conhecer”, finalizou o reitor.
Portal IFRN DE NOVA CRUZ/RN

sexta-feira, 5 de julho de 2019

RODA DE CONVERSA - Direitos Humanos e Educação Inclusiva


Direitos Humanos e Educação Inclusiva
O IFRN Campus Nova Cruz sediará Roda de Conversa sobre o tema.
Em nome do Diretor Acadêmico do IFRN Campus Nova Cruz, Prof. Allan Nilson de Sousa Dantas, e de toda a equipe organizadora do projeto Direitos Humanos em Perspectiva, temos o prazer de anunciar e convidar toda a comunidade para participar da I Roda de Conversa sobre o tema Direitos Humanos e Educação Inclusiva que acontecerá no auditório do Campus Nova Cruz no dia 10 de julho de 2019 às 8h50min. O evento contará com a participação da pedagoga, Mestre em Educação, Eva Lídia Manicoba de Lima

Fonte: IFRN - NOVA CRUZ/RN

JUSTIÇA SELETIVA - Conflito na Jureia expõe desamparo e criminalização dos povos caiçaras

Uma das casas de família caiçara que foi derrubada pela Fundação Florestal

Lei que criou a Estação Ecológica da Jureia desconsiderou a presença de remanescentes de antigos caiçaras, transformando o direito das famílias em crime ambiental.

Publicado por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – Sobreviventes da especulação imobiliária na década de 1970 e do malsucedido projeto de construção de usina nuclear nos últimos anos do governo militar, remanescentes de antigos caiçaras da região da Jureia, no litoral sul de São Paulo, atualmente são ameaçados pela legislação ambiental que deveria protegê-los.  Ontem (4), sem mandado judicial, agentes da Polícia Ambiental derrubaram duas casas na comunidade de Rio Verde, deixando três famílias, incluindo uma gestante, sem terem onde morar. Uma terceira casa só não foi derrubada pela resistência do caiçaras, ativistas e demais apoiadores. São pessoas que vivem da pesca artesanal e da roça que cultivam, como faziam seus antepassados. A comunidade está instalada naquela região há mais de 200 anos.

O truculento “processo de desfazimento” das casas autorizado pela Procuradoria Geral do governo de João Doria (PSDB) é considerado pelos caiçaras como mais um flanco do crescente processo de criminalização dos povos tradicionais pelo poder público.

“Vinham sendo feitas conversas mediadas pelo Ministério Público Federal, segundo as quais nada seria feito no sentido de destruir as casas. Mas fomos pegos de surpresa com a quebra do diálogo pela Fundação Florestal”, disse a presidenta da União dos Moradores da Jureia, Adriana Lima.

Truculência
Liderança caiçara, Adriana afirma que a luta não é só contra a truculência dos agentes do Estado, que “está cada vez pior”. Mas também pelo debate em torno de uma nova legislação ambiental, cuja construção inclua a participação das populações tradicionais locais. “Fomos excluídos de todo o processo legislativo, que foi construído e aprovado como se nós não existíssemos aqui há mais de 200 anos.”

“A lei vem sendo aplicada seletivamente para restringir nosso modo de vida, desconsiderando nosso papel para a conservação e defesa da natureza e para a manutenção da biodiversidade. Para o governo de São Paulo, moramos em Estação Ecológica, área totalmente restritiva à habitação, mas não revelam que a lei criada em 1986 ignorou a presença de 22 comunidades na época, tornado-as ilegais da noite para o dia.”

Integrante de diversos coletivos, a ativista avalia a legislação ambiental paulista como uma das mais atrasadas que conhece, daí a necessidade de atualização. “As leis mais avançadas garantem  a permanência dos povos tradicionais porque entendem se tratar de aliados justamente pelo modo que lidam com a natureza. São parceiros da preservação. Ninguém protege mais o meio ambiente dos que as populações tradicionais”.

Adriana destaca ainda que além da preservação ambiental, a permanência dos caiçaras nos territórios contribui ainda para a preservação cultural e da memória reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No caso das famílias da Jureia, há ainda a manutenção da pesca artesanal, os roças, as casas de farinha.

Povos tradicionais

Embora ainda não haja legislação que trate da demarcação de territórios caiçaras, há diversos instrumentos legais e tratados internacionais que consolidam os direitos dos povos tradicionais. Os artigos 215 e 216 da Constituição Federal, a Convenção 169 da OIT, no Sistema Nacional de Unidades de Conservação e na Lei da Mata Atlântica, que prevê a utilização de recursos naturais por comunidades tradicionais.

Tanto que o defensor Andrew Toshio Hayama, da regional Registro da Defensoria Pública do Estado, havia recomendado a manutenção de diálogo no caso da comunidade Rio Verde, além da análise da concessão de termo de uso, já que um dos moradores preenche todos os requisitos, e cumprimento dos artigos 13 e 14 da Lei 14.982/13 para o reconhecimento dos territórios caiçaras.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente  informou à RBA, por meio de nota, que a decisão respaldada pela Procuradoria Geral do Estado se deu pelo descumprimento, pelas famílias, do embargo das construções, “tipificadas como crime ambiental conforme a Lei nº 9.605/98″.  Em meados de junho, após uma denúncia, agentes da Polícia Ambiental e da Fundação Florestal haviam  constatado a supressão de 100 metros quadrados de vegetação nativa de restinga alta, considerada o “coração da Jureia”.

O órgão informou ainda que, em 2013, a Fundação Florestal, entidade privada criada para administrar os recursos do Instituto Florestal, criou duas reservas dentro no Mosaico da Juréia  para abrigar as comunidades tradicionais da região. E que nesses locais ainda é possível construir novas unidades para habitação. Ao contrário da área do Rio Verde,  declarada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, com aproximadamente 60 estudos em andamento. “O local é inabitado, remoto e abriga o maior espaço preservado da Mata Atlântica no Brasil e no mundo. Portanto, não é habilitado para ocupação”.

 Comissão Arns de Direitos Humanos também entende como arbitrárias as ações naquele território. Esta semana, divulgou nota de repúdio às ações das autoridades e de apoio aos caiçaras. Confira:

Prezadas famílias caiçaras, 

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns, fundada em 20 de fevereiro de 2019, cuja missão é a promoção e defesa dos Direitos Humanos, vem por intermédio desta carta reconhecer a luta por direitos e manifestar apoio às famílias caiçaras que resistem a ações arbitrárias em territórios tradicionais sobrepostos por Unidades de Conservação de Proteção Integral desde a criação, sem consulta ou oitiva das comunidades afetadas, da Estação Ecológica da Jureia. 

_Diante da notícia de que, no dia 18 de junho de 2019, família caiçara residente no território tradicional do Rio Verde sofreu ameaça de execução de ordem administrativa de demolição e despejo por parte da Fundação Florestal, sem autorização judicial e sem garantia de direito de defesa, a Comissão Arns, externando preocupação com a situação de violação de direitos relatada, recomenda que as instituições públicas responsáveis pela ação dialoguem e consultem a comunidade afetada. 

Mais que isso, a Comissão adverte que as instâncias governamentais que administram as Unidades de Conservação de Proteção Integral criadas, por equívoco histórico da política ambientalista brasileira, sobre os Territórios Tradicionais Caiçaras na região da Jureia, observem o arcabouço socioambiental produzido a partir da Constituição Federal de 1988 e da vigência da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho, marcos normativos fundantes de direitos culturais e territoriais das Comunidades Tradicionais Caiçaras. 

Por fim, além de reiterar repúdio a qualquer ofensa a direitos fundamentais de comunidades etnicamente diferenciadas, a Comissão Arns se coloca à disposição para integrar espaços de diálogo voltados à resolução pacífica do conflito, a pedido dos/as interessados/as. 

Assista matéria da TVT sobre a derrubada das casas de caiçaras na Jureia:

REGISTRADO

Chapada Diamantina e Gramado são os destinos mais procurados por turistas da Bahia

Localizada no Rio Grande do Sul, a charmosa Gramado foi o segundo destino mais procurado pelos baianos. Crédito: Renato Soares/MTur
Chapada Diamantina (BA), Gramado (RS), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) são os cinco destinos mais procurados, entre os meses de junho e julho, em agências de turismo da Bahia. A constatação é da Pesquisa de Sondagem Empresarial, realizada pelo Ministério do Turismo com 835 empresas de comércio de viagens do estado.
O levantamento mostrou que 32% dos viajantes baianos procuram destinos onde possam aproveitar os momentos de lazer com sol e praia. Passeios culturais ou em patrimônios históricos ocupam a segunda posição (18%). A maioria das viagens são feitas por casais (28%), seguido de famílias (26%), casais com filhos (25%) e pessoas viajando sozinhas (21%).
Além destas informações, o estudo trouxe a perspectiva das empresas baianas em relação ao desempenho, faturamento, demanda de serviços e geração de empregos de maio a outubro de 2019. Para 14% delas a perspectiva é de que o número de empregados aumente. Além disso, 52% acreditam que a demanda pelos serviços ofertados cresça no período. Outro dado positivo é de que 60% indicaram um cenário com perspectiva de aumento no faturamento para os próximos meses. CONFIRA A SONDAGEM NA ÍNTEGRA.
Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, os números demonstram otimismo e corroboram a virada que a nova gestão está realizando no setor. “Precisamos monitorar o comportamento do setor turístico brasileiro e ver se as ações chegam na ponta. Isso é um importante impulso para continuarmos trabalhando ainda mais para desenvolver o setor turístico nacional, gerando emprego e renda”, finalizou.
Com a pesquisa, o Ministério do Turismo tem o objetivo de auxiliar as empresas da Bahia a avaliarem nichos de mercados a serem melhor explorados. Com esta sondagem, por exemplo, é possível identificar que os turistas das agências baianas consultadas não têm Espírito Santo, Tocantins, Amapá e Paraná como opção para viagens no período de junho e julho.
ESTUDO – A Pesquisa de Sondagem Empresarial das Agências e Organização de Viagens está em sua primeira edição e será realizada semestralmente pelo Ministério do Turismo. O estudo é uma expansão da sondagem já realizada com o setor hoteleiro e pretende avaliar a percepção de desempenho, no cenário atual e futuro, das agências e operadores turísticos, além de identificar o comportamento do consumidor sob a perspectiva dos empresários para os períodos de alta temporada.
Para o subsecretário de Inovação e Gestão do Conhecimento do Ministério do Turismo, Marcelo Garcia, área responsável pelo estudo, este novo nicho atua diretamente com o consumidor (potencial ou real) de viagens. “Além de informações sobre o desempenho da empresa, o setor de agências e operadores representa uma potencial fonte de informações sobre o comportamento de consumo do mercado doméstico, em especial para a projeção da demanda com informações sobre motivo de viagem, segmento turístico de interesse e principais destinos demandados”, destaca Moreira. Segundo o subsecretário, a ideia é aumentar cada vez mais as agências consultadas pela pesquisa.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Forró da Maré #6

Forró da Maré, projeto que surgiu do link dos costumes do sertão com da beirada da maré. Em um ano de circulação pelo Litoral do Paraná, há dois meses se reformatou numa de ocupação do espaço público, tendo o Largo do Itiberê como local, Baile de pé-de-calçada. Sem financiamento público, só é possível graças a pessoas que contribuem, da bandeirinha dependurada a intera no chapéu. Para a sexta edição os convidados são Discotecário Bob e Forró Manacá.

Discotecário Bob

Otavio Zucon, alcunha artística ‘Discotecário Bob’, é historiador e pesquisador das áreas de patrimônio imaterial e culturas populares. Na música, há cerca de 20 anos atua como dj, centrando suas seleções nas vertentes do samba e da música popular brasileira em geral. Apresentou-se em diversos eventos em Curitiba e outros Estados.

Tocou em shows de artistas e grupos importantes, como Elza Soares, Mart’nália, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Otto, Cidadão Instigado entre outros. Atuou também em festas como Boteco Bohemia (2007 e 2008), Mercado Mundo Mix (2008) e Virada Cultural de São Paulo (2010). Suas discotecagens, desde os anos 2000, sempre valorizaram a tradicional mídia do vinil, com sua sonoridade marcante e que encanta o público pela plasticidade dos toca-discos.

Bob, além de acompanhar bandas trabalha com discotecagens personalizadas para eventos sociais – casamentos, bailes e festas particulares – e já foi ‘residente’ de bares como Era Só o Que Faltava e Café do Teatro.

Mais informações, fotos e eventos em que participa no endereço https://www.facebook.com/discotecariobob/ ou através do google, procurando por “Discotecário Bob”, onde há várias publicações sobre participações em trabalhos anteriores.

Forró Manacá

Embalados pela tradicional Sanfona de 8 Baixos, Triângulo e Zabumba, o Forró Manacá passeia pelo universo do Forró Pé de Serra, como diria Ary Lobo, o genuíno ritmo do povo! Formado por Cássia Train, Janina Huk e Lucas Sequinel o grupo desenvolve releitura de clássicos de Luiz Gonzaga, Anastácia, Dominguinhos, João do Vale, Petrúcio Amorim, Genival Lacerda, e canções consagradas na voz das musas Marinês, Elba Ramalho, Clemilda, Chiquinha Gonzaga, além de fazer uma referência aos mestres do Fole de 8 baixos.

Serviço:

Forró da Maré #6
Discotecário Bob e Forró Manacá
6 de julho, 20 horas
$ contribuição voluntária
Largo do Itiberê (em frente ao Pier Bar)
Rua General Carneiro, 350, Centro Histórico, Paranaguá, Paraná
Mais informações:
Thiago Moreira 41.99782.2238

AMANTES DA CULTURA VOLTAM A SE REUNIR EM PROL DA CULTURA NOVACRUZENSE

  Clic da reunião
Professor Narciso Genuíno no clic da reunião
Ontem (05) ensaio na Casa de Cultura do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro, sob o comando do professor, DERLEY


Ontem (4) artistas e professores voltaram a se reunirem para discutirem a programação para o aniversário dos 16 anos da Casa de Cultura,após o adiamento da festa, que seria realizada dia 16 e foi adiada para o DIA 09 DE AGOSTO!

Para os presentes foi muito bom o adiamento, já que o recesso das escolas terminam esta semana.  Os agentes de cultura CONVIDARÁ os diretores e secretários municipais de educação, cultura, assistência social , além do diretor da DIREC, entre outros para fortalecerem a agenda de julho a dezembro 2019.

Todos concordaram com o adiamento e prontificaram se a ajudar.

É bom lembrar que com isso haverá mais atrações para se apresentarem, além exibições de filmes, exposições, entre outras atividades culturais. Concluiu, Eduardo Vasconcelos, agente de cultura.

Participaram da reunião além de Eduardo Vasconcelos, os professores Francinaldo Soares, Lene Rosa, Narciso Genuíno, Maria José Genuíno, Diego Dias, Marcone Souza, Amarildo Oliveira, entre outros.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

CASA DE CULTURA - COMUNICADO - AGENTES DE CULTURA COMUNICA A SOCIEDADE QUE AS COMEMORAÇÕES DOS 16 ANOS DA CASA SERÁ DIA 09 DE AGOSTO! LEIAM!

 Casa de Cultura "LAURO ARRUDA CÂMARA" - NOVA CRUZ/RN - Foto frontal
 Casa de Cultura - fundos para o Banco do Brasil - NOVA CRUZ/RN
Antiga Estação Ferroviária, hoje Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN

Os agentes de cultura, Eduardo Vasconcelos e Teobanio Tavares, reunidos hoje (3), após uma avaliação de organização estrutural, resolveram mudar a data de aniversário dos 16 anos da CASA DE CULTURA "LAURO ARRUDA CÂMARA", que ocorreria no próximo dia 16, data de sua criação (nascimento), DECIDIRAM adiar para o dia 09 de agosto! Motivos a seguir:

O adiamento se deve ao recesso escolar, pois as mesmas só retornam suas atividades semana que vem.  Para ambos é essencial as presenças das escolas municipais, estaduais e federal nas atividades da casa, principalmente em seu aniversário. (lembrando que a Casa de Cultura foi a PRIMEIRA a ser inaugurada no estado), em 2003 pela governadora, VILMA DE FARIA e prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA CÂMARA!

Os agentes terão reunião com os artistas nesta quinta-feira (4), ás 19:30 na referida casa, onde darão detalhes do adiamento e a nova dinâmica que será adotada para o sucesso do aniversário e o cumprimento do calendário julho/dezembro de 2019.  Os mesmos adianta que haverá uma grande reunião após a de amanhã com os diretores de escolas, secretarias municipais de educação, assistência social e saúde, como também a 3ª DIREC/SEEC/RN, artistas culturais, entre outros segmentos, cujo objetivo é o de interagir com os diversos segmentos da sociedade para que as ações futuras possam alcançar seus objetivos junto aos que vivem e respiram cultura, e ao mesmo tempo resgatar as raízes históricas do município de Nova Cruz. Concluiu os agentes.

Camerata celebra com exibição de Dixit Dominus na TV e gravação do primeiro DVD

A Camerata Antiqua de Curitiba está em festa neste fim de semana. O grupo celebra o 45º aniversário com apresentações na Capela Santa Maria, nesta sexta (5/7) e sábado (6/7), e um grande concerto gratuito no Santuário Nossa Senhora do Guadalupe, no domingo (7/7), com transmissão ao vivo pela TV Evangelizar.
A obra Dixit Dominus, de Georg Friedrich Händel (1685-1759), será regida pelo maestro especialista em música barroca Luís Otávio Santos. As apresentações serão gravadas para o primeiro DVD da Camerata, a ser lançado em 2020.
“Com o DVD, nossa Camerata Antiqua terá um registro à altura de sua rica história”, diz o prefeito Rafael Greca.
“As apresentações levarão ao público o encanto e a emoção de belíssimas peças, como Dixit Dominus – Disse o Senhor -, de Händel, um autor muito dedicado à temática bíblica. Ganha o público”, completou o prefeito.
Dixit Dominus foi composta em homenagem à Virgem de Monte Carmelo em 1707. A peça, escrita por Händel durante uma temporada em Roma, utiliza-se do texto em latim do Salmo 110.
A Camerata Antiqua levará o mesmo programa ao Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão (dia 26/7) e à Sala São Paulo (27/7), na capital paulista.
Missão social
A presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, destaca a missão social da atuação da Camerata.
“Mesmo estando em constante aprimoramento, seus instrumentistas e cantores, quando reunidos também na Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba e no Coro da Camerata, não se descuidam de sua missão social”, diz ela.
Concertos em setembro
Outros concertos na Igreja do Guadalupe foram adicionados à temporada 2019. Em setembro, será apresentada a peça Cantatas, de Johann Sebastian Bach (1685-1750); em novembro será a vez de Requiem, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791); e em dezembro o Oratório Messias, de Händel.

“A orientação do prefeito Rafael Greca é marcar os 45 anos da Camerata com ações de impacto”, explica o diretor executivo do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), Marino Galvão Jr.
“Preparamos a turnê por São Paulo, a gravação de um DVD, as comemorações na Capela Santa Maria e esse grande programa de popularização da música em concertos gratuitos no Guadalupe, que serão também televisionados para todo o país”, diz Galvão.
Repertório
O repertório escolhido para as comemorações reflete o significado da data. Será executada uma obra emblemática, realizada sempre em momentos de grande relevância na história da Camerata, desde a sua fundação pelo maestro Roberto de Regina e pela cravista Ingrid Müller Seraphim.
“Nessas comemorações dos 45 anos é importante revisitar essa espécie de hino”, afirmou o maestro Luís Otávio Santos.
“Vamos apresentar uma outra visão de Dixit Dominus, pois a música barroca está em constante crescimento e descobertas.”
Próxima da original.
A versão apresentada será mais próxima da versão original do compositor Georg Friedrich Händel (1685-1759).
“Minha interpretação se baseia na partitura e no manuscrito. Tento entender a assinatura do autor e o que ele quis dizer, para interpretar da melhor forma a composição”, completa o maestro.
As cantoras Graciela Oddone (soprano) e Cecília Amancay Pastawski (mezzo soprano) vêm da Argentina para enriquecer a apresentação. O público também poderá conferir os solos do contratenor Paulo Mestre, do tenor Sidney Gomes e do barítono Cláudio de Biaggi.
História
A Camerata Antiqua de Curitiba traduz o som que celebra a cidade, tornando-se, ao longo de 45 anos de existência, um dos símbolos musicais locais.
Constituída por Coro e Orquestra, nasceu em 1974, sob a égide do talento de seus fundadores, Roberto de Regina – hoje seu maestro emérito – e a cravista Ingrid Seraphim. A proposta inicial de execução exclusiva de música barroca e renascentista vem sendo enriquecida com o acréscimo de um repertório de compositores contemporâneos nacionais e estrangeiros.
Mantida pela Fundação Cultural e administrada pelo Icac, a Camerata tem uma trajetória de conquistas e sucessos no cenário nacional e internacional. Em seu percurso, contou com o comando de músicos notáveis, como o contratenor Gerard Galloway e o violinista Paulo Bosísio, responsáveis por um longo período de orientação técnica do coro e da orquestra.
“A Camerata é um patrimônio da cidade. É a única no país que tem apoio do poder público e se mantém com nível muito alto de produção”, diz Janete Andrade, coordenadora de música do Icac.
A preocupação com as questões sociais também marca a atuação da Camerata. Os programas Música pela Vida (1990), Alimentando com Música (1993) e Concerto nas Igrejas (2002) têm estabelecido um forte vínculo socioeducativo e cultural com a comunidade curitibana.
O grupo ainda se dedica ao ensino da música.
Serviço
45 anos da Camerata Antiqua de Curitiba
Dixit Dominus de Handel
Sexta-feira (5/7), às 20h, e sábado (6/7), às 18h30, na Capela Santa Maria Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro)
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Domingo (7/7), às 16h30, Santuário Nossa Senhora de Guadalupe (Praça Senador Correia, 128, Centro)
Ingresso: grátis

Velório com samba: como o “gurufim” resgata a tradição africana

Está acontecendo um gurufim em Macapá. “Seu Malafaia do Cavaco” faleceu, e o mundo do samba segue lhe rendendo homenagens. Nas palavras de um amigo: o gurufim não para!
No velório, em Macapá, de “Seu Malafaia do Cavaco”, o gurufim levou samba aos presentes No velório, em Macapá, de “Seu Malafaia do Cavaco”, o gurufim levou samba aos presentes
Na terça-feira (25 de junho), faleceu em Macapá (AP) Dorival Santos Malafaia, com 69 anos de idade. Seu Dorival teve seguidas paradas cardíacas e chegou a ser levado para o Hospital de Emergências de Macapá, onde foi socorrido, mas acabou não resistindo.
Macapaense do Bairro do Buritizal, na zona sul, era conhecido mecânico de motores de carro, da Avenida 1º de Maio. Assim ganhava a vida e assim criou três filhos, mas sua verdadeira paixão era a música.
Autodidata, bem jovem já tocava violão quando foi apresentado ao cavaco, quando estabeleceu a parceria com esse instrumento que lhe seria tão importante na vida a ponto de compor seu nome social.
No samba, era aquilo que se conhece por “bamba”, um título informal que denota experiência, carinho e reconhecimento. Um dos fundadores da Escola de Samba Unidos do Buritizal, era um veterano, um pioneiro. Com ele, contam os mais novos, gerações e gerações de meninos foram apresentados ao mundo do ritmo de Cartola e Jamelão.
De origem africana, o gurufim é um velório feito com samba. As comunidades negras, ligadas ao samba do Rio de Janeiro e São Paulo das décadas de 50 e 60, velavam seus mortos dessa maneira: pode até ter choro e vela, mas não faltam histórias do falecido e, é claro, muito samba.
A manifestação foi perdendo força e com o tempo foi reservado somente aos mais importantes sambistas. Foi o que aconteceu, por exemplo, no velório da “madrinha do samba” Beth Carvalho, em maio, no salão nobre da sede do Botafogo, em General Severiano, Rio de Janeiro.
O Gurufim do seu Malafaia do Cavaco ocorreu na mesma noite do dia 25 e se estendeu até o dia seguinte, quando foi realizado o enterro. Mas não parou por aí. Antes mesmo da missa do 7º dia, no domingo (30) já ocorreu outro gurufim em homenagem ao sambista, na mesma Avenida 1º de Maio onde ficava sua casa e oficina. E há pelo menos mais um, marcado por outro grupo de amigos.
“As pessoas que não convivem no meio do samba não sabem o amor que quem toca samba tem. A pérola de despedida é dessa forma, homenageando quem faleceu. Seu Malafaia iria gostar muito que fosse assim” afirmou Rozivan Ramos, o “Rocky do Cavaco”, que tem 38 anos e trabalha como instrutor de auto-escola.
O gurufim do Seu Malafaia não foi organizado pela família, mas os parentes tiveram total compreensão com as homenagens que os amigos realizam. “Eles estão organizando tudo”, declarou um dos filhos do Seu Malafaia do Cavaco, Dorinaldo Malafaia, enfermeiro e gestor público.
“No dia do falecimento do meu pai, eu estava viajando a trabalho e, quando cheguei ao velório, o gurufim já estava sendo armado. Eu encaro como um ato de respeito e uma homenagem”, afirma Dorinaldo. “Tem dor da nossa parte e da deles, mas também tem a memória do meu pai que se foi – e eu tenho orgulho que ele tenha cativado tanta gente.”
Da Redação, com informações do SelesNafes.com

Casas de Cultura - RIO GRANDE DO NORTE

FJA/Informática

As Casas de Cultura
            As Casas de Cultura Popular foram pensadas para descentralizar e democratizar as ações do Estado na área da cultura. Com elas, o Estado deixa de concentrar suas ações na capital e nas maiores cidades e chega a um maior número de municípios. Sem dúvida nenhuma, elas são um equipamento cultural importante. Nossa esperança é vê-las dotadas de estrutura adequada para acolher os diversos eventos artísticos e culturais existentes nas diferentes regiões do estado do Rio Grande do Norte.

            Criadas em 2003, na gestão do escritor François Silvestre, muitas dessas casas destaca-se pela singularidade arquitetônica. Seguindo o objetivo inicial, e que se mantém até hoje, casarões históricos, sobrados neocoloniais e antigas estações de trem foram restaurados gradativamente para abrigar a programação cultural produzida espontaneamente pela sociedade civil e aquela derivada das políticas públicas planejadas pelo Governo do Estado por meio da Fundação José Augusto.

            Projeto ousado, ele antevia a existência de centros culturais em todos os municípios do estado. Isso possibilitaria a artistas, mestres populares, artesãos e a todos os produtores de bens culturais um lugar de encontro com o público. O projeto baseava-se no princípio republicano do acesso democrático à cultura, propondo transformar todas as cidades, pequenas, médias ou de grande porte, em potenciais promotoras de suas identidades artística e cultural.

            De fato, as Casas de Cultura, a depender de uma política pública consistente e de uma boa interação com a comunidade, podem transformar a cena cultural de cada cidade. Apesar da grande descontinuidade das políticas nessa área, as Casas de Cultura têm conseguido manter uma dinâmica surpreendentemente presente e criativa, com exposições de pintura, sessões de cinema, shows musicais, apresentações teatrais e formação artística.
            Com a participação das Prefeituras, de organizações não-governamentais, dos artistas, agentes culturais, produtores e demais atores sociais, as Casas de Cultura Popular têm sido o grande elo a integrar o poder público, a sociedade civil, a iniciativa privada e o mercado de bens culturais. Desse modo, agindo como elo integrador, elas contribuem para a preservação do patrimônio cultural, para a sustentabilidade da cadeia produtiva da cultura e para o desenvolvimento social e econômico da região. Ampliar e aprofundar esta missão é o grande desafio para as Casas de Cultura Popular e, consequentemente, para os seus gestores.
            Sejam bem-vindos. Para todos nós que participamos deste momento e deste desafio, é um privilégio ter a oportunidade de, em nome da cidadania e do bem comum, colaborar com a profissionalização da gestão pública estadual, dialogando com o universo da diversidade cultural. Somos todos convidados a deixar nossa “marca” na democratização da cultura do estado do Rio Grande do Norte.

Por, Aécio Cândido – Diretor Administrativo da FJA.

Clique em cada Casa de Cultura para maiores informações.


Obs. " A primeira Cada de Cultura inaugurada foi a de Nova Cruz/RN, em 16 de julho de 2003, denomina Casa de Cultura "LAURO ARRUDA CÂMARA , antiga Estação Ferroviária. No Governo de VILMA DE FARIA, governadora e CID ARRUDA CÂMARA, prefeito da Nova Cruz.

Adaptada pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, 04/07/2019.