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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ADURN-Sindicato inicia processo de renovação do Conselho de Representantes

ADURN-Sindicato inicia processo de renovação do Conselho de Representantes

Neste mês de setembro o ADURN-Sindicato abre o processo de renovação do Conselho de Representantes (CR) da Entidade. O Conselho é a segunda instância deliberativa do Sindicato e busca, dentre os sindicalizados, representantes que discutam e deliberem sobre questões pertinentes ao movimento docente, seja no âmbito local ou nacional, bem como sobre encaminhamentos a serem dados pelo Sindicato às questões a ele trazidas por seus constituintes.
Todos os professores sindicalizados podem participar do pleito, para isso os interessados em lançar o nome como representante devem se inscrever presencialmente, das 8h do dia 25 de setembro de 2017 às 18h do dia 29 de setembro de 2017, na recepção do ADURN-Sindicato. A ficha de inscrição pode ser impressa aqui.
A votação ocorre nos dias 18 e 19 de outubro. Serão eleitos um titular e um suplente de cada Departamento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Confira abaixo o Edital de Convocação para o pleito, publicado no dia 31 de agosto de 2017, no Novo Jornal:
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
            Pelo presente edital, de acordo com o Artigo 83 do Estatuto do Sindicato dos Docentes de Universidades Federais com base territorial em Natal, Caicó, Currais Novos, Macaíba, Santa Cruz, Macau e Nova Cruz, do Estado do Rio Grande do Norte, ADURN-Sindicato, ficam convocados todos os docentes sindicalizados da Entidade, a participar da eleição do Conselho de Representantes para a Gestão 2017-2019, nos termos dos Artigos 83 a 85 do capítulo IV, Título V do mesmo Estatuto, conforme o seguinte calendário:
1.  Inscrições de chapas: das 8h do dia 25 de setembro de 2017 às 18h do dia 29 de setembro de 2017, na recepção do ADURN-Sindicato; 
2. Data do pleito: 18 e 19 de outubro de 2017; 
3. Posse dos Conselheiros eleitos: 29 de novembro de 2017, na sede do ADURN-Sindicato.
A Comissão Eleitoral eleita pelo Conselho de Representantes elaborará e divulgará as normas específicas do pleito.
Natal, 31 de agosto de 2017.
Francisco Wellington Duarte
Presidente do ADURN-Sindicato

Ouça “História Hoje” 18/09: Há 189 anos, foi sancionada lei que criou o Supremo Tribunal de Justiça

pedro
No dia 18 de setembro de 1828, foi sancionada, pelo Imperador Dom Pedro I, a lei que criou o Supremo Tribunal de Justiça. A nova corte foi instalada em 9 de janeiro de 1829 no Rio de Janeiro.
Apresentação Adalto Gouveia
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
Antes existia apenas a Casa da Suplicação, criada em 1808 depois da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Esta instituição funcionava no Rio de Janeiro nos mesmos moldes da Casa da Suplicação de Lisboa. Era responsável pelo julgamentos em última instância, não se podia recorrer das suas decisões.
Acompanhe e saiba mais.
Pesquisa e redação: Beatriz Arcoverde
Sonoplastia: Messias Melo
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira

domingo, 17 de setembro de 2017

Desmonte da UERJ é golpe na democratização do ensino superior no Brasil

"Imagine a UERN!" - Eduardo Vasconcelos
Instituição que foi a primeira a implementar as cotas raciais e sociais hoje sofre com corte de verbas
Considerada a quinta melhor universidade brasileira, segundo dados compilados pela revista americana US News & World Report, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), enfrenta atualmente uma grave crise. A instituição é também reconhecida por ter sido a primeira a implementar o sistema de cotas raciais e sociais no país, e, por isso, o seu desmonte com a crescente falta de verbas e o fantasma da privatização assusta a comunidade acadêmica.
Para a diretora de combate ao racismo da UNE Dara Ignacio, o desmonte da UERJ e da educação pública como um todo é uma política que apenas favorece a evasão de negros e negras, pessoas de baixa renda e indígenas na universidade.
”A democratização da universidade possibilitou não só a ascensão desse público originalmente privado da educação superior, mas também fez com que as universidades tivessem que repensar seus currículos, sua estrutura e formas de produção do conhecimento. Nesse sentido, acabar com a educação pública é fazer com que esses indivíduos que passaram a ocupar a universidade retornem à base da pirâmide da exploração do capital. O desmonte só irá beneficiar aqueles que tenham condições de arcar com custos de passagem, livros, e alimentação consigam se manter. É a manutenção do privilégio em detrimento de uma universidade realmente popular”, falou.
O sistema de cotas da Uerj foi implantado no ano de 2003 com 40% das vagas destinadas ao estabelecimento de políticas afirmativas, porém, neste ano, a evasão tomou conta da instituição: foram 55% menos inscritos no vestibular.

A CRISE

A crise na UERJ tem origem na falta de dinheiro nos cofres públicos do estado do Rio de Janeiro. No início de 2016, o orçamento sofreu cortes de 22% no custeio e de 4% no investimento. De lá pra cá, aconteceram atrasos nos salários dos funcionários e professores, suspensão do calendário letivo, falta de verbas de manutenção, corte de bolsas de pesquisa, e o recente parecer do Ministério da Fazenda sugerindo o ”fim do ensino superior gratuito” como forma de recuperar a saúde fiscal do estado.
”Esse parecer é uma incompreensão por parte do governo do que representa uma universidade pública estadual. Por isso, a UNE tem se colocado ao lado dos DCEs e da comunidade acadêmica da UERJ para dar uma reposta e dizer que a universidade pública vai permanecer e a UERJ vai resistir”, enfatizou o diretor de universidades públicas da UNE, Leonardo Guimarães.
No início da semana, o site da UNE divulgou nota do DCE UERJ sobre a atual situação da universidade.
”Não aceitaremos nenhuma redução de vagas, fechamento de cursos e/ou campi, ou que as Universidades estaduais sejam fechadas. Essa crise é de prioridades! Se tem dinheiro para manter os salários do governador e sua cúpula altíssimos (quase 30 mil reais fora regalias do cargo), tem que ter dinheiro pras universidades”, diz o documento.
Leia na íntegra aqui.
Fonte: UNE

Semana Farroupilha celebra tradições gaúchas até 20 de setembro

desfile

A Semana Farroupilha, festa popular que celebra tradições gaúchas em todas as cidades do estado, e em algumas regiões de Santa Catarina, teve início nessa quinta-feira (14) e segue até a próxima quarta-feira (20). No último dia de evento, um feriado estadual que comemora o início da Revolução Farroupilha, haverá um desfile cívico-militar para encerrar a semana.
Cidades e atrativos turísticos contam a história da República Rio-Grandense (1836) e reforçam a tradição gaúcha. A rota turística do Caminho Farroupilha tem várias cidades da Costa Doce, às margens da Lagoa dos Patos e Pampa Gaúcho. São museus, casas de cultura e prédios históricos, além da bela paisagem. Músicas, danças, culinária típica e vinho também são alguns dos atrativos da rota.
Uma opção para o turista é começar a viagem por Porto Alegre. Além da casa do revolucionário Gomes Jardim, em Guaíba, é possível visitar o Cipreste Farroupilha e o monumento em sua homenagem, além do Hospital Farroupilha. Em Cristal, um atrativo é a Casa de Bento Gonçalves (exposição da indumentária farroupilha).
Já em Camaquã fica a fazenda Estância da Figueira, quartel general dos Farrapos. Em São Lourenço do Sul, o turista encontra a Fazenda do Sobrado, outro abrigo de um quartel da revolução. Na região do Pampa Gaúcho, a rota inclui destinos como Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Rosário do Sul, Santana do Livramento e São Gabriel.
A Charqueada São João, em Pelotas, representa o peso da economia no movimento, que contou com a adesão dos escravos. Há, ainda, o antigo Quartel Legalista – Casa da Banha – onde o Conde de Porto Alegre (Manuel Marques de Souza), isolado, teria resistido ao movimento. Rio Grande e São José do Norte, mostram a participação maçônica no conflito, além de outros aspectos da história gaúcha.
Aos tradicionais locais marcados pela presença dos revolucionários, aliam-se cafés, restaurantes, hotéis, pousadas e atrativos naturais que enriquecem o roteiro e tornam a viagem uma imersão na cultura gaúcha. O trato com o cavalo, as lidas campeiras, o churrasco, o fandango, a bocha, o chimarrão, o rodeio, a bota e a bombacha. São hábitos e costumes que inspiram poetas, pajadores e gaiteiros.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

sábado, 16 de setembro de 2017

TV Cultura é dona de acervo sobre a TV Tupi mas não o utiliza


Logo da Cultura (Foto: Reprodução)
A TV Cultura, rede de televisão pública brasileira com sede em São Paulo, é dona de um acervo que deixaria qualquer fã de TV maravilhado. É que além do seu enorme acervo acumulado durante os 57 anos de fundação, a emissora possui um raro material da extinta TV Tupi.
Para quem não sabe, a Rede Tupi foi a primeira emissora de televisão do Brasil, da América do Sul e a quarta do mundo, fundada em 1950 em São Paulo por paraibano Assis Chateaubriand.
Desde 1999, as concessões da Tupi pertencem à RedeTV!. A Tupi encerrou suas atividades bem antes, em 1980, com a cassação de sua concessão.
No entanto, como informa o jornalista Flávio Ricco, a TV Cultura tem guardadas muitas fitas da extinta Tupi. No entanto, por alguma razão não utiliza esse material, além de sempre criar dificuldades para quem deseja usar.
Curta o TV Foco no Facebook!

Fonte: Matéria publicada no site http://www.otvfoco.com.br, em 07/09/2017, por Vinícius Carvalho

Ouça “História Hoje”15/09: Criador do herói Raio Negro, ontem morria há nove anos

Raio Negro
Vamos lembrar o trabalho do desenhista e criador de histórias em quadrinhos, Gedeone Malagola, que morreu de infarto em 2008, aos 84 anos.
Malagola foi um dos mais importantes e produtivos roteiristas brasileiros.
Apresentação Carmen Lúcia
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
 Aprendeu a desenhar ainda menino com o pai, o imigrante italiano e pintor Calixto Malagola. Paulista, formado em direito, chegou a cursar arquitetura.
Como desenhista, ilustrou textos em diversas revistas e como criador deu vida a personagens que marcaram época.
Em cinquenta anos de carreira, escreveu mais de mil e quinhentas histórias em quadrinhos, inclusive de personagens conhecidos, como o super-herói da TV – He-Man.

GedeoneMalagola
Apesar de atuar como delegado de polícia, fazia HQ para ganhar um troco e por que gostava de desenhar. Foi com lápis, nanquim e papel na mão que se sentiu realizado. Acabou passando por diversos gêneros mas, alcançou sucesso mesmo com os super-heróis e, principalmente, foi pioneiro com o quadrinho de terror com as séries O lobisomem e a Múmia.


Gedeone é responsável pela criação de alguns dos poucos super-heróis brasileiros da década de 60. Raio Negro é o mais conhecido deles. Conta a historia de um piloto espacial que após salvar um alienígena é presenteado com um misterioso anel feito da energia magnética de Saturno. O anel emitia raios que lhe davam poderes.
Criou Capitão Astral, inspirado em Star Pirate, da revista Planet Comics da editora Fiction House. Capitão Astral também era publicado no jornal A Folha do Povo.
Homem Lua e Hydroman, super-heróis com aventuras publicadas pela Gráfica Editora Penteado, também foram criados pelo quadrinista. O Homem-Lua surgiu a partir de uma história produzida por Gedeone e protagonizada pelo Fantasma, de Lee Falk.
Todos eram baseados fortemente nos heróis norte-americanos que faziam sucesso no Brasil.
Ao lado de Maurício de Sousa, integrou a Associação de Desenhistas de São Paulo. Gedeone Malagola deixou de herança um rico material de histórias em quadrinhos.
Sonoplastia: Messias Melo
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.
Fonte: Brasil Cultura
Adaptado por Eduardo Vasconcelos

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

BH quer receber exposição do Santander Cultural vetada em Porto Alegre

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Fonte: Brasil Cultura
Cancelada no Santander Cultural, em Porto Alegre, no último domingo, após uma onda de protestos nas redes sociais, por causa da insatisfação de frequentadores, que acusaram a exposição de blasfêmia contra símbolos religiosos e também apologia à zoofilia e pedofilia, Belo Horizonte pode ser a próxima cidade a receber a mostra “Queermuseu — Cartografias da diferença na arte brasileira”.
Com mais de 270 obras de 85 artistas, que exploravam a diversidade dos gêneros e de diversidade sexual, o secretário de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, vê com “bons olhos” a proposta da exposição como uma oportunidade para a cidade. “Estamos estudando se seria viável.
Não há nada de concreto ainda, precisaríamos levantar qual espaço cultural da cidade poderia abrigar a exposição, tem a questão de financiamento também. Já estamos na metade do ano, os recursos estão comprimidos, mas é extremamente importante dar continuidade à mostra. Não podemos legitimar a volta da censura, conquistamos esse amadurecimento. A arte precisa de liberdade para que ela se desenvolva”, destacou.

Em seu perfil no Facebook, o ex-ministro da Cultura dos governos Lula (2008-2011) e Dilma Rousseff (2015-2016) criticou a decisão do Santander Cultural de cancelar antecipadamente a mostra, comparando a pressão feita contra a exposição por grupos ligados ao MBL com a censura do regime militar: “Os ecos do golpe de 1964 não nos deixam esquecer a tragédia de 25 anos de uma ditadura que se concretizou a partir da fabricação de um ambiente de instabilidade política, moralismo exacerbado, manipulação midiática e ruptura da coesão social. Não podemos nos enganar. A história se repete”.
O curador da mostra, Gaudêncio Fidelis, acredita que a obra seria bem recebida na cidade. A pressão viria de uma minoria conservadora. “A questão da logística poderia ser um dificultador, mas eu gostaria que qualquer lugar do país tivesse condições técnicas para receber a mostra. Foi um desrespeito com a curadoria e com os artistas selecionados. É um trabalho realizado desde 2010. Isto abre uma brecha sem precedentes no país. Capturaram e editaram imagens fora do contexto, criaram uma falsa narrativa. Foi um movimento orquestrado e conservador”, observa o curador.
Entre os autores expostos na “Queermuseu”, estavam Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Clóvis Graciano e Ligia Clark. A mostra reunia pinturas, gravuras, fotografias, colagens, esculturas, cerâmicas e vídeos. Críticos da mostra afirmaram que alguns dos quadros representavam “imoralidade”, “blasfêmia” e “apologia à zoofilia e pedofilia”. Os comentários contra a exposição viralizaram nas redes, impulsionados por grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL). As pinturas mais compartilhadas mostram a imagem de um Jesus Cristo com vários braços, crianças com as inscrições “Criança viada travesti da lambada” e “Criança viada deusa das águas” estampadas, além do desenho de uma pessoa tendo relação sexual com um animal. Travesti da lambada e deusa das águas é de 2013. A obra é de Bia Leite.
“Se vier para a cidade vamos protestar e continuar estimulando o boicote. Não existe censura quando não existe aparto coercitivo, somente mostramos nossa indignação e realmente estimulamos as pessoas a boicotarem a mostra. É uma exposição que agride a crença de diversas pessoas”, afirmou o coordenador do MBL de Belo Horizonte, Ivan Gunther.
Reembolso

Nesta segunda-feira, o Banco Santander comunicou que irá devolver à Receita Federal os R$ 800 mil captados via Lei Rouanet para a realização da exposição. Em nota, a instituição pediu desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra. O objetivo da empresa, de acordo com o comunicado, “é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia”.
Exposição
Aberta no dia 15 de agosto e prevista para acontecer até 8 de outubro, a “Queermuseu” reuniu cerca de 20 mil visitantes no Sul do país.

Campanha no Facebook

No Facebook, internautas criaram uma página em apoio à vinda da exposição ‘Queermuseu’ para a capital mineira. Horas depois da criação do evento, mais de 600 pessoas já se diziam interessadas. “Esta página tem por objetivo reunir pessoas que apoiam a reabertura da mostra! Viva a arte! Viva a liberdade!”, diz a página.

Não há pedofilia, diz promotor

Um dia após o cancelamento de uma exposição de diversidade sexual em Porto Alegre, dois promotores do Ministério Público do Rio Grande do Sul foram até o Santander Cultural, que sediava a mostra. A visita ocorreu na segunda-feira (11) e foi motivada por denúncias de que as obras estariam promovendo pedofilia e a sexualização de crianças, além de zoofilia.

“Fomos examinar in loco, ver realmente quais obras que teriam conteúdo de pedofilia. Verificamos as obras e não há pedofilia. O que existe são algumas imagens que podem caracterizar cenas de sexo explícito. Do ponto de vista criminal, não vi nada”, disse o promotor da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Julio Almeida, ao portal de notícias G1.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

É HOJE!!! Na I NOITE DAS HOMENAGENS OS AGRACIADOS Conhecerão o MEMORIAL DO IFRN

Memorial do IFRN
MEMORIAL DO IFRN - CIDADE ALTA
Por ocasião das comemorações do centenário da instituição, em 23 de setembro de 2009, o Instituto Federal do RN inaugurou, no Campus Avançado da Cidade Alta, o seu Memorial do Ensino Técnico-Profissional, com a exposição “De Escola de Aprendizes a Instituto Federal: 100 anos transformando gerações”.
Seu cartão de visita é um grande painel ao lado da escadaria da entrada principal do edifício, retratando parte do cotidiano escolar da instituição de ensino que funcionou no prédio histórico entre 1914 e 1967: aulas de educação física, desfiles cívicos, exposições de trabalhos dos alunos, mestres e professores em atividades.
A exposição ocupa quatro salões do andar térreo do edifício. O primeiro trata da fundação da Escola de Aprendizes Artífices de Natal, suas primeiras oficinas, funcionários e práticas educativas, passando pelas transformações em Liceu Industrial (1937) e Escola Industrial de Natal (1942).
O segundo salão introduz o visitante no universo do ensino técnico oferecido pela instituição a partir da década de 60. Um painel fotográfico duplo divide o espaço onde são exibidos alguns dos instrumentos técnicos usados em aulas de campo e laboratórios e a sala na qual se exibe o documentário dos 100 anos do IFRN.
Seguindo o circuito da exposição, o terceiro ambiente apresenta a trajetória de implantação dos cursos técnicos, que foram a principal oferta da Escola Técnica Federal do RN (ETFRN), ao lado do incentivo às atividades culturais, como a Banda, o Atelier de Artes, o Coral Profa. Lourdes Guilherme e o Grupo de Teatro Falas e Pantomimas. Da mesma forma, os painéis fotográficos dão uma indicação dos processos de democratização política da instituição com as primeiras eleições para diretor, 
No último salão, a mostra cumpre o duplo objetivo de rememorar as principais mudanças ocorridas nos últimos 10 anos, desde a transformação em Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (CEFET-RN), a interiorização do ensino técnico profissional no Estado com a instalação de 11 unidades, até a atual configuração de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - IFRN.
Visitação: De segunda a sexta, das 9h às 21h.
Agendamento de grupos: (84) 4005-0970
Fonte: IFRN - Cidade Alta

Na I NOITE DAS HOMENAGENS OS AGRACIADOS Conhecerão o Museu do Brinquedo Popular

brinquedos populares
Foto: Joanisa Prates
O Museu do Brinquedo Popular foi criado em 23 de setembro de 2009, no mesmo dia que foi inaugurado o IFRN Campus Natal Cidade Alta, lugar onde está situado. O Museu abriga um acervo de mais 300 brinquedos e brincadeiras de vários municípios norte-rio-grandenses captados por uma equipe de pesquisadores do Núcleo de Estudos Culturais da Ludicidade Infantil (NECLI).  O trabalho resultou em duas publicações de livros, chamado de Brinquedos e brincadeiras populares: identidades e memórias e a obra, Imagens Lúdicas: um olhar sobre as tradições infantis.
O acervo é constituído de brinquedos e brincadeiras populares e artesanais, e trata de vestígios de materiais de uma cultura feita de múltiplos artefatos e modos de fazer: brinquedos sonoros e musicais, bonecos e acessórios, representações de brinquedos feitos de ossos de animais, miniaturas de utensílios domésticos, armas de caça, brinquedos de transportes terrestres, viários e aquáticos, e os mais diversos jogos.
O Museu do Brinquedo Popular no IFRN é lugar de:
  • Interação com a sociedade e difusão extensionista dos saberes e práticas produzidos ou sintetizados no IFRN sobre a cultura lúdica e a cultura popular.
  • Espaço de prática do conhecimento para os estudantes de Gestão Desportiva e de Lazer, Guia de Turismo, Eventos, Produção Cultural, Pedagogia, Educação Física etc.
  • Pesquisa sobre o universo da cultura lúdica e da cultura popular por meio dos brinquedos e brincadeiras inventariadas.
  • Memória e história Inter geracional.
Agendamentos pelo contato:
4005-0971 (Museu do Brinquedo)
4005-0974 (Coordenação de Extensão)
Horário de visita: 09 às 21h de segunda a sexta e aos sábados até 12h.
Visitas agendadas com guia: 9h às 12h e de 14h às 17h de segunda a sexta
IFRN - Cidade Alta 

MBL promove censura a museu

RodaViva2.jpg
Isso foi quando havia um Movimento Anti-Comunista escondido. Hoje...

Goebbels fez a mesma coisa...

O MBL - Movimento Brasil Livre, os moralistas sem moral que, como o Conversa Afiada já mostrou, receberam dinheiro de organizações da direita norte-americana para apoiar o Golpe no Brasil - fez mais uma.

Em post na sua página no Facebook, o grupo acusou a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", em cartaz desde o dia 15 de agosto no Santander Cultural, em Porto Alegre, de fazer "apologia à pedofilia e zoofilia".
Sim, o MBL chamou a mostra de arte de "amostra"...

A exposição possui como mote as questões LGBT e combate ao preconceito, através da exibição de obras já consagradas e trabalhos de novos artistas, além de elementos da cultura popular.
Entre os homenageados, estão nomes mundialmente conhecidos, como Alfredo Volpi, Cândido Portinari e Lygia Clark.




Divulgação
O barulho do MBL, com ameaças de boicote ao Banco Santander, que mantém o centro, levaram ao cancelamento da mostra.
"Nos últimos dias, recebemos diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra", respondeu o banco, em nota.
Nas redes sociais, muitos artistas compararam a perseguição do MBL aos ataques à "arte degenerada" - termo empregado na Alemanha Nazista para descrever toda manifestação artística considerada ofensiva aos padrões do regime.
Enquadravam-se na "arte degenerada" gênios do século XX, como Van Gogh, Pablo Picasso, Henri Matisse, o gravurista brasileiro Lasar Segall, além de gêneros inteiros, como a pintura modernista, o expressionismo e o jazz.
Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, visita uma exposição de "arte degenerada" em 1937. (Reprodução: Wikimedia Commons)

Artistas também criticaram os ataques do MBL e a decisão do Santander de cancelar a exposição.

"Obras sobre crimes, sobre guerras, sobre violência são apologia para estas coisas? Vai ter boicote ao Museu do Prado que expõe 'O Jardim das delícias terrenas', do Bosch?", questionou Iran Giusti, um dos participantes da exposição.
"O provincianismo do MBL contaminou a direção do Santander", escreveu a jornalista Hildegard Angel em seu perfil no Twitter.
A ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda comparou o episódio aos ataques à peça Roda Viva, proibida pela ditadura militar em 1968. “Ataques violentos por parte de alguns visitantes, além da campanha agressiva nas redes sociais fizeram com que os responsáveis pelo espaço cultural resolvessem fechar a exposição prevista para se estender até outubro. É a intolerância exibindo a sua cara através da força”, disse a ex-ministra em seu perfil no Facebook.
Fonte: Conversa Afiada

Projeto de Lei ameaça patrimônio natural e cultural do Paraná

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O Brasil atravessa uma inegável crise política. Os índices de rejeição aos velhos caciques da política são altíssimos e a população está muito sensível a todas as formas de corrupção ou manipulações contrárias ao interesse público. Todavia, em pleno fim de mandato, governo e deputados do Paraná, de maneira truculenta e antidemocrática, pretendem “passar com seus tratores” sobre o que há de mais sagrado num povo: sua própria história.
O Projeto de Lei 527/2016, que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná, propõe a redução de 70% da APA da Escarpa Devoniana, a maior Unidade de Conservação do estado, localizada na região dos Campos Gerais. Mas ele não se limita a uma questão meramente regional, como os senhores do agronegócio supõem. Representa um atentado à identidade cultural de milhões de brasileiros, a qual se baseia em história e fitogeografia singulares. Se aprovado, o projeto mutilará uma Unidade de Conservação legalmente estabelecida e abrirá caminho para outras aberrações semelhantes por todo o país. Além de inconstitucional, a proposta vai contra o princípio do não retrocesso e da precaução do direito socioambiental. Ambos preveem a obrigação de evitar danos ambientais irreversíveis.
Embora corretamente denominada de “Devoniana” em virtude do período geológico em que as rochas que sustentam a escarpa foram formadas, a APA seria mais bem descrita como “APA dos Campos Gerais”, pois é nela que sobrevivem as últimas porções de campos naturais do segundo planalto paranaense. Aliás, uma nova denominação, mais popular e menos científica, tenderia a aproximar a população desse patrimônio histórico e natural. Foram os Campos Gerais, desvalorizados e degradados por décadas de exploração irresponsável, que se buscou proteger quando a área foi criada, em 1992.
FONTE BRASIL CULTURA

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Jornalismo cultural regional: procura-se!

Foto: Divulgação/FundArt
Por Franthiesco Ballerini 
Muitos anos atrás, o jornalista Sérgio Rizzo e eu fomos convidados para uma palestra sobre jornalismo especializado na UVV (Universidade Vila Velha), no Espírito Santo. Rizzo iniciou sua exposição dando uma “bronca” simbólica nos capixabas, dizendo que, naquela manhã, havia passado numa banca de jornais e percebido que os cadernos culturais de lá noticiavam majoritariamente produtos e eventos culturais do eixo Rio-São Paulo, não priorizando as produções e eventos do estado.
Junto a essa história, adiciono um pensamento do talentosíssimo crítico e professor Paulo Emílio Sales Gomes, dita em tempos de Cinema Novo, mas que ainda é bastante válido nos dias de hoje. Gomes dizia que o pior filme nacional é mais importante para nós do que o maior filme internacional de todos os tempos. Jornalistas culturais, como o falecido Daniel Piza, chegaram a criticar duramente a frase de Paulo Emílio, considerando-a bairrista e simplória. Mas o que Gomes quis dizer, à época, é que o jornalismo cultural só terá leitores mais exigentes com os produtos brasileiros de arte e entretenimento se ela mesma cobrir amplamente estes produtos — no âmbito nacional e regional.
Aqui reside o valor máximo do jornalismo cultural regional. Jornais, revistas, sites e blogs precisam privilegiar a produção cultural local, para que esta seja uma fonte de reflexão e crítica, mas também, que sirva de incentivo para o incremento do ciclo de produção regional. Isso vale para absolutamente todas as áreas cobertas por este jornalismo especializado, a ver:
Teatro: uma das áreas que mais necessita da cobertura da imprensa regional, pois se ela não cobre — na forma de matéria, entrevista ou crítica — um espetáculo em cartaz na sua cidade, este espetáculo nunca terá existido, no sentido de formação de um circuito teatral regional. Mas a cobertura não deve ser apenas de peças com astros globais que aterrissam por lá, mas também grupos de teatro — experimentais e universitários — que fomentam esta arte na região.
Artes Visuais: Quantos pintores, escultores e outros artistas estão escondidos em todas as pequenas e médias cidades do país sem que nenhum veículo de imprensa coloque suas obras sob o holofote jornalístico? Falar do artista local é exercitar o pensamento crítico do jornalista, e também mostrar a importância da produção cultural regional para quem vive exatamente nesta região. E talvez seja o maior facilitador para catapultar o artista para o âmbito nacional e internacional.
Música: Talvez seja a área mais privilegiada pelo jornalismo cultural regional, justamente pelo fato de que apresentações em bares, casas noturnas e festas já possuam uma divulgação natural, para fins de divulgação e propaganda do evento. Ainda que a indústria fonográfica seja a mais cambaleante de todas as áreas culturais na atualidade, a música ainda consegue brotar com mais facilidade, no âmbito regional, e galgar espaços maiores graças a isso.
Cinema: o curta-metragem que um estudante da UVV fez e ganhou um festival nacional ou internacional é mais importante para o Espírito Santo do que a estreia de Velozes e Furiosos 8 no fim de semana, no sentido de mostrar uma produção cinematográfica local que seja criativa, rica e de grande potencial. O mesmo vale para produtoras e festivais, existentes em muitas pequenas e grandes cidades brasileiras, mas que muitas vezes ganham espaços pífios da imprensa e, depois, poucos espectadores.
Literatura: quantos romancistas, cronistas e poetas estão anônimos em várias cidades do Brasil, pois blogs, jornais e revistas locais têm receio — ou falta de equipe — para analisar, criticar e divulgar estes escritores? O jornalismo cultural literário no Brasil já sofre com a “síndrome do vira-lata” — divulgar ostensivamente a literatura midiática internacional em detrimento dos autores nacionais — quem dirá os escritores regionais sem os holofotes da imprensa.
Não é preciso muito esforço para mostrar que o jornalismo cultural das pequenas e médias cidades – ou seja, cidades que não sejam capitais – privilegia o que está fora delas. Um giro aleatório mostra isso facilmente, o que eu fiz na tarde de 30 de agosto. No site do jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul (RJ), não havia nenhuma matéria cultural na home, apenas uma notícia de uma palestra de Ronaldo Fraga (que não é gaúcho) que ocorreria na cidade em breve. No Jornal de Caruaru (PE), diversas opções de editorias e segmentos no portal do veículo na internet. Mas cultura mesmo, só uma seção de Famosos com notícias sobre o Patati Patatá, Danilo Gentilli e Patrícia Abravanel.
Passeando pelo Centro-Oeste, em Anápolis (GO), não há sequer uma notícia cultural no portal, dentre as mais de 30 chamadas jornalísticas, nem mesmo uma seção de entretenimento existe no veículo. Pulando para O Jornal da Ilha (Parintins-AM), uma chamada central sobre a Unidos do Viradouro (de Niterói-RJ), outra matéria sobre os sambas-enredos do carnaval do Rio 2018, e (finalmente), uma matéria cultural local: um festival de miniaturas promovido pela prefeitura. Ao final, fotos do famoso Festival de Parintins e da Festa do Carmo. Encerrando o giro, sigo para o Tribuna de Minas, com notícias sobre a região de Juiz de Fora. Nele, um alívio: em meio a matérias sobre Fifh Harmony e Paris Jackson, um confortante cardápio de notícias culturais locais, sobre um curta-metragem local selecionado para festiva internacional, o desenhista juiz-forano Iriê Salomão e o Festival Aos Berros, de cinema e música.
Ainda que o belíssimo exemplo de jornalismo cultural regional da Tribuna de Minas seja uma exceção, ele serve como exemplo do quanto a cidade tem a ganhar — não só culturalmente, mas também com economia e turismo — ao fomentar um circuito local de divulgação, crítica e reflexões culturais. Ainda que muito do que se vê de jornalismo cultural regional seja notícias oficiais (prefeituras, assessorias de imprensa), já são de maior valor do que papaguear sobre a celebridade de Hollywood ou a peça da Claudia Raia em São Paulo. Não se está dizendo que uma coisa anula a outra, apenas diferenciando o valor de cada uma para os leitores locais.
É claro que, no âmbito regional, falar das carências — escolas, hospitais — e dos excessos — violência e corrupção — é mais importante jornalisticamente do que cultura. Mas subestimá-la é manter a roda girando a favor de quem já está ganhando: o eixo Rio-São Paulo e, num âmbito maior, o eixo EUA-Europa. A frase de Paulo Emílio nunca foi tão atual quanto hoje.
Fonte: http://observatoriodaimprensa.com.br