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Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

AGENTES DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN REUNIU-SE COM GRUPOS DE DANÇAS E CANTORES - CONFIRA A MATÉRIA!

 Agentes de Cultura, Eduardo Vasconcelos e Teobanio Tavares reuniram-se com artistas e cantores os cantores, Márcio e Renato.
Momento da discussão
Ontem (27) os Agentes de Cultura de Nova cruz, Eduardo Vasconcelos e Teobanio Tavares se reuniram com representantes do Grupo de Capoeira CORDÃO DE OURO E ARTE DO CORPO, além de CANTORES da terra para renovação de Termo de Uso e Calendário de atividade até abril do ano em curso.

Após as explanações dos agentes, foram aprovados os novos termos de uso da casa e as datas que serão realizadas duas atividades culturais.

Próximos eventos de 2020 serão no mês de março e abril, entre eles serão realizados a MAIS BELA VOZ DE NOVA CRUZ 2020 e EVENTOS NA CASA, além de CINEMA NA CASA!

Todos se comprometeram a unir-se para que a casa abra verdadeiramente suas portas para a sociedade e em defesa da cultura local e suas origens.

Representando o Grupo de Capoeira CORDÃO DE OURO-professor, DERLEI; Junior, representou o Grupo de Dança Arte do Corpo, além dos cantores: Renato e Márcio.

Em fevereiro haverá uma nova reunião para a estruturação dos eventos citados e suas respectivas datas.

Documentário sobre Adoniran Barbosa lançado nos cinemas

Em homenagem ao 466º aniversário de São Paulo, comemorado no  sábado (25), foi lançado nos cinemas na quinta-feira (23) o documentário “Adoniran – Meu Nome é João Rubinato“, que conta a história do sambista Adoniran Barbosa (1910 – 1982), cujo nome real era João Rubinato.
Natural de Valinhos-SP, Adoniran tem seu nome intimamente ligado à capital paulista por ser o compositor de inúmeros sambas com letras que fazem referência à cidade ou suas regiões, como “Trem das Onze”, sua música mais conhecida.
Com direção de Pedro Serrano, “Adoniran – Meu Nome é João Rubinato” é uma investigação sobre Adoniran ilustrada por meio de imagens de arquivo raras e depoimentos de amigos e familiares do sambista. Um personagem multifacetado, que retratou São Paulo em canções e personagens de rádio. Uma jornada por seu universo criativo, cheio de controvérsias alimentadas por ele mesmo, que revela, por trás da figura pitoresca e de fala engraçada, um artista profundamente sensível às mazelas do povo.
Segundo o site Adoro Cinema, canções de maior sucesso do músico, como “Saudosa Maloca” e “Trem das Onze”, são entoadas em mais de uma ocasião na obra, mas o foco realmente é a vida pessoal de Adoniran. O documentário tem 1h32 de duração e foi produzido em 2018. A classificação etária é livre. Veja abaixo o trailer oficial:
Apesar de ir para os cinemas apenas neste ano, o longa-metragem foi um dos filmes selecionados para a 23ª edição do festival brasileiro de cinema “É Tudo Verdade”, realizado em São Paulo e no Rio de Janeiro em 2018.
Para saber as salas de cinema em São Paulo que exibirão o documentário, acesse o site da rede de cinemas de sua preferência.
Portal BRASIL CULTURA

sábado, 25 de janeiro de 2020

Meninas detidas no quarto ato do Passe Livre SP terão que provar que são “cidadãs de bem”

Policiais que prenderam as garotas são as testemunhas do caso e relatam vandalismo, população conta fato completamente diferente.
ATUALIZAÇÃO SOBRE PRISÕES NO ATO DO PASSE LIVRE SP, na noite desta quinta (24) em SP.
Dos 4 detidos no final do ato, 2 meninos foram liberados ainda durante a noite, início da madrugada.
Duas ativistas do movimentos foram detidas quando voltavam para casa e estão sendo acusadas de dano ao patrimônio, por isso, vão para audiência de custódia logo mais, às 10h, no Fórum Criminal da Barra Funda. Segundo o movimento passe livre, o delegado que acolheu a situação informou que mandou o caso para audiência de custódia para que as duas moças, que são estudantes, provem que são “cidadãs de bem”. Os Jornalistas Livres acompanharão todas as informações no local. Populares presentes no momento da abordagem disseram que as meninas nada fizeram, apenas estava se manifestando e que a versão dos policiais, que também são as testemunhas do caso, não condiz com a verdade. 
A foto é do momento da prisão de uma das ativistas, a que entrevistamos. Segundo testemunhas, não houve nenhuma resistência, mesmo assim, pelo menos 4 policiais rendiam a garota com bastante truculência no momento da prisão.
Informações atualizadas 12h04
Veja a entrevista realizada ontem, com uma ativista do Movimento Passe Livre, após apreensão de catraca simbólica, antes da ocorrência. Entenda.

O Aniversário de São Paulo é hoje, 25 de janeiro.

Esta data é um feriado municipal na capital paulistana.
O dia 25 de janeiro foi escolhido em homenagem à fundação do Colégio dos Jesuítas, considerado o marco zero da maior capital brasileira.
História da Cidade de São Paulo
No dia 25 de janeiro de 1554, os padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta fundaram o colégio que seria o centro de educação e formação dos indígenas para se adequarem ao modo de vida dos jesuítas.
Aniversário de São Paulo
A cidade de São Paulo recebeu este nome em homenagem ao apóstolo Paulo. De acordo com a tradição católica, ele teria se convertido ao cristianismo no dia 25 de janeiro, dia de festa para a Igreja Católica. Assim, neste mesmo dia foi celebrada a missa de fundação do Colégio dos Jesuítas.
O grande boom econômico e demográfico da região de São Paulo aconteceu graças ao ciclo do café, em meados do século XIX.
Atividades para o aniversário de São Paulo
Todos os anos, a prefeitura da cidade de São Paulo promove várias atrações para celebrar o aniversário da cidade, em todas as regiões da metrópole.
Shows ao vivo, exposições artísticas, circuitos culturais são alguns dos exemplos de programas que os paulistanos e turistas podem experimentar durante os dias festivos do aniversário de São Paulo (normalmente entre os dias 23, 24 e 25 de janeiro).
Algumas pessoas aproveitam esta data para realizar atividades de conscientização sobre os problemas sociais, ambientais e de infraestrutura que a capital paulista enfrenta. A escassez de água potável e a poluição do ar são alguns exemplos dessas crises.
Fonte: BRASIL CULTURA

‘O ESTUPRADOR É VOCÊ’

Um movimento feminista irá tomar as ruas de Shangri-la (Pontal do Paraná, litoral paranaense no dia 8 de fevereiro. ‘O estuprador é você’: é um protesto criado pelo coletivo chileno, e que tem sua versão brasileira assim como no México, Colômbia, Espanha, Austrália, Estados Unidos e França que foram tomados pelo manifesto. No Brasil, a primeira intervenção ocorreu no DF pelo grupo Movielas, durante o Festival de Cinema Brasileiro, no Cine Brasília. Depois em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, entre outros estados.
Durante o movimento, participantes realizam uma intervenção por meio de danças, com olhos vendados com faixas pretas e cantam a música Un violador en tu camino, criada pelo coletivo chileno. A letra do hino feminista diz “a culpa não era minha, nem de onde estava, nem como me vestia. O “estuprador é você” e relata as diversas formas de violência contra a mulher.
A canção que ganhou o mundo é baseada nos textos da antropóloga feminista argentina Rita Segato.
A intenção é denunciar a violência contra a mulheres e expor teses feministas.
Em Pontal do Paraná, o protesto é organizado por integrantes de vários movimentos pela vida da mulher: Associação de Moradores, PT, UBM (União Brasileira de Mulheres), UJS, Secretaria Estadual de Cultura do PCdoB, estudantes – ”As meninas feministas fazem coreografia denunciando o Estado, como um dos violadores das mulheres. O ato que se espalhou pelo mundo e, dia 8 de fevereiro, é a vez do litoral paranaense representar o movimento pela vida, contra a violência e o feminicídio”, disse, assistente social Nilsa Ramos coordenadora do movimento. Wagner , cineasta que Cursa sociologia na PUC será o documentarista do movimento. Também existe a possibilidade da presença das meninas do “Baque Mulher” grupo que sofreu ataque à sua liberdade de expressão artística e cultural em Matinhos recentemente. (veja a matéria aqui)
O objetivo delas é traduzir “teses de autoras feministas em um formato performático com a finalidade de alcançar uma múltipla audiência em especial nesse período de verão no litoral”.
PONTAL DO PARANÁ – Balneário de Shangri-lá
8 fevereiro de 2020
ACOMPANHE O VÍDEO

Mulheres fazem coreografia do hino , ” El violador és tú “. (Telma Mello Movimento de Mulheres Negras).

Serviço:
O ESTUPRADOR É VOCÊ
Performance em Pontal do Paraná
Data: 08/02/2020
Horário: 14 horas
Local: Balneário de Shangri-lá – Praia Central
Acesse este link para entrar no meu grupo do WhatsApp:
https://chat.whatsapp.com/LssVCUhcRykHtWKJSMtRwj

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

FOTOS DE 1939 RETRATAM UM POUCO DA HISTÓRIA DE NOVA CRUZ/RN - CONFIRAM!

Foto 1939 - Trem chegando em Nova Cruz, indo para Natal , vindo da Paraíba
Foto: 1939- Antiga casa de Romildo Arruda (hoje uma loja, que fica ao lado do Banco do Brasil
Imagem de 1939 - De fronte a Praça - Próximo a Central do Cidadão e Prefeitura 
 Rua Capitão José da Penha - foto de 1939
Foto de 1939 - Estação do Trem, hoje Casa de Cultura
 Foto 1939 - Romildo Arruda - próximo a antiga estação do trem (Hoje Casa de Cultura)
Foto de 1982 - Vista área de Nova Cruz/RN- foto de Maria Barreto

Nova Cruz/RN, Rainha do Agreste Potiguar, distante de Natal capital, 110 quilômetros! A capital do Agreste.

As fotos retrata um pouco de como Nova Cruz era na década de 30. Uma cidade em desenvolvimento que tinha o algodão como uma das principais riquezas na época.  Não podemos deixar de registrar a importância do trem, pois com a construção da Estação, Nova Cruz deu passos largos para o seu desenvolvimento.  

Famílias tradicionais deram uma contribuições impas, entre elas as famílias Arruda, Câmaras, Pereira, Lisboa entre outras.

É muito importante que a humanidade não esqueça das suas origens e passados, pois a velha frase: "Ninguém VIVE SEM PASSADO, EMBORA QUE VIVA PENSANDO NO FUTURO, OU SEJA, NÃO EXISTE FUTURO SEM PASSADO. RESGATAR NOSSAS TRADIÇÕES, ALERTANDO AS NOVAS GERAÇÕES PARA SE PERDER NO TREM DA HISTÓRIA.". Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura-CPC/RN.

Nossos agradecimentos a RONALDO ARRUDA por ter cedido as fotos acima e também por ser um lutador em prol da preservação da história.

Urgente! Aldeia Pequi em Prado-Ba é atacada, de novo

Ameaças aos Pataxó do Território Indígena Comexatibá em Prado – extremo sul da Bahia – se concretizam.
O indígena Ligu, jovem pescador, testemunhou o início da ação. Quando viu o que estavam fazendo, destruindo tudo, Ligu correu para a aldeia em busca de ajuda. Ao retornar com alguns outros indígenas as casas já estavam destruídas. 
Ticum, agente de saúde e liderança da Aldeia Pequi informou que fizeram boletim de ocorrência do fato na delegacia de Prado (BO 8o CRPN-PRADO- BO-20.00172). As lideranças indígenas irão falar com o delegado na próxima segunda-feira (27.01.2020).
A escalada de violência e os ataques contínuos ao território indígena Comexatibá (Cahy-Pequi) preocupam a comunidade, destaca Ticum. O ato de violência acontece 42 dias após os ataques à Aldeia Pequi de dezembro de 2019. E nove dias após reunião de emergência realizada na Aldeia com participação da Defensoria Pública da União, Programa Nacional de Proteção de Direitos Humanos (PPDDH), Centro de Estudos sobre Povos Indígenas e Populações Tradicionais (Cepit) da Universidade estadual da Bahia (Uneb), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Funai.  
Consultado, o Defensor Público Federal, Vladimir Correia, informou que acompanha a situação. A Funai também tem conhecimento dos fatos. Domingos Andrade do CIMI destaca “a preocupação com a situação de violência desgovernada, onde pessoas fortemente armadas, invadem as áreas (da Aldeia Pequi), cometendo este tipo de crime contra a comunidade”.
 A comunidade está em alerta. Revoltada com as incursões de indivíduos que continuam invadido seu território tradicional e destruindo suas casas.
Para acompanhar o caso leia: 
URGENTE: Alerta para ameaça de ataque à Aldeia Cahy – Prado/BA durante o recesso de final de ano (http://www.ciranda.net/?URGENTE-Alerta-para-ameaca-de)
Ataque na virada do ano (http://www.ciranda.net/?Ataque-na-virada-do-ano)
Violência contra os Pataxó de Comexatibá, na Bahia, motiva reunião de emergência (http://www.ciranda.net/?Violencia-contra-os-Pataxo-de)
FONTE JORNALISTAS LIVRES

ALMA INQUIETA: ZÉLIA DUNCAN CONTRA O DRAGÃO DA MALDADE

Zelia Duncan usa seus múltiplos talentos para combater o ódio e a intolerância atuais - Por Bruno Trezena, colaboração ao Jornalistas Livres.

A cantora, compositora e atriz Zélia Duncan expressou a alma e o grito da classe artística contra as bizarrices do Governo Bolsonaro na área da Cultura nesta última semana. Desde que publicou um vídeo em seu instagram recitando um poema em que fazia alusão ao mundo sem artistas (veja abaixo), a artista não parou mais de fazer das redes sociais palco para sua inquietude com os erros no setor pelo Governo. Com a chegada de Regina Duarte e os editais polêmicos de Alvim ainda no ar, fizemos um papo rápido com Zélia sobre os últimos dias. Pelo visto, Zélia não sairá do front. Ainda bem.

Bruno Trezena: O seu conteúdo nas redes sociais com críticas ao Governo, principalmente na área da Cultura, tem viralizado. Na sua opinião, a que se deve essa repercussão?
Zélia Duncan: Eu sinto que vinha alcançando mais gente, porque resolvi botar a cara na tela, da forma mais espontânea possível, do jeito que sou em casa. Mas aconteceu algo mais no dia em que resolvi dizer um poema meu ao final de uma sessão. Houve uma comoção que me surpreendeu, porque as pessoas embarcaram na minha proposta de imaginar os dias sem arte. Daquele dia pra cá, minha vida nas redes mudou e na rua também. Todo dia tem gente vindo falar comigo por conta das postagens e especificamente daquela.
Bruno Trezena: A saída de Alvim da área da Cultura é o ponto final ou a sociedade precisa continuar atenta? A política de direcionamento ideológico proposta por ele, pelo visto, continua.
Zelia Duncan: Alvim personificou o pensamento do Governo em relação à Cultura. Uma cultura fria, branca, mal humorada, ameaçadora. Ele apenas errou na dosagem para uso externo e pegou muito mal. Mas sabemos que o presidente já tinha visto e aprovado. A luta está começando e vamos ver o que Regina Duarte vai propor… Se vai propor, se vai durar, se vai ser conivente com o desmanche, ou vai ser grata à profissão que tem sido a sua vida.
Bruno Trezena: Acha que o posicionamento crítico deve ser uma prioridade da classe artística?
Zelia Duncan: Eu tento não apontar o dedo para os colegas. Tendo a achar que cada um dá o que tem e o que pode. Mas confesso que, num momento como esse, é no mínimo melancólico, que a classe não se expresse em peso, de forma unida. Eu tenho cada vez mais botado a cara na rua. Acho que é a única maneira de me sentir viva, quando luto de alguma maneira. E estou achando o jeito pra fazer isso numa posição de aprendizado e ação.
Bruno Trezena: Acredita em dias melhores para nós?
Zelia Duncan: Não sou otimista, mas também não sou derrotista não. Acho que dias melhores demorarão! Mas vão nos achar fortes e no front.


Fonte: Jornalistas Livres

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

PUTA PASSARELA DE LUTA!

Fotos: Sato do Brasil
Celebrando a (r)existência de putas, kengas, travestis e trans
À meia noite, após exibição do filme Bruna Surfistinha, filme usado pelo atual presidente do Brasil como bode expiatório para controlar e vigiar os direitos culturais e as liberdades, aconteceu o desfile-performance da Daspu numa transa inédita com a marca Ken-gá Bitchwear. Duas marcas que enchem a boca para expressar a palavra PUTA como arma de luta contra todas opressões e violências que vivem as mulheres, principalmente, por escaparem às normas sexuais e de gênero. Com peças icônicas dos seus acervos, Daspu e Ken-gá se uniram para mostrar quão poderoso é ser uma PUTA.Foi realizado no último sábado, 18 de janeiro de 2020, a PASSARELA-MANIFESTO DASPU para celebrar a (r)existência de putas, kengas, travestis e trans na luta pela garantia de direitos e liberdades. A passarela manifesto foi realizada dentro da programação do Festival Verão Sem Censura, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura.
PUTA PASSARELA DE LUTA!
A alegria foi a mola-propulsora do desfile. A ousadia, o posicionamento, a força, o reconhecimento e o desbunde estiveram em cada passo e dança reveladas na passarela. A plateia urrou e dançou junto. PUTA (r)esistência.
Renata Carvalho abriu o desfile trazendo um fragmento cênico da peça “O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu”, da qual foi protagonista e que sofreu vários ataques e atos de censura desde a sua estreia em 2016. Erika Hilton, deputada estadual da bancada ativista e as atrizes Leona Jhovs e Veronica Valentino também ocuparam essa passarela de luta. A artista Fabiana Faleiros, conhecida como Lady Incentivo, fez uma performance para homenagear a madrinha das putas, Elke Maravilha, que participou de inúmeros desfiles da Daspu.
Daspu e Ken-gá
A Daspu foi criada em 2005 por Gabriela Leite, ativista e fundadora do movimento de prostitutas no Brasil. Criou a Daspu para dar visibilidade ao movimento e sustentabilidade às ações da organização Davida, fundada na década de 1990. Com a repercussão e o afeto gerado pela sua proposição, a marca acabou se tornando um dispositivo artístico-cultural que dialoga com as questões relacionadas ao corpo no embate com as normas sexuais e de gênero, movimentando essa puta passarela de lutas feministas e LGBTQI+. Quem está à frente da marca é Elaine Bortolanza, produtora cultural e ativista do movimento brasileiro de prostitutas.
facebook @daspudavida instagram @daspubrasil
A Ken-gá, marca lançada em 2016, faz parte da luta pelo empoderamento feminino, com muito bom humor, tendo o máximo respeito pela diversidade de corpos e pregando as liberdades dos desejos. Todes podem ser o que quiser. Criamos o termo bitchwear para dissociar a ideia negativa da mulher considerada vagabunda, puta, kenga ou bitch, apontada dessa forma por ser autêntica, ter coragem, não ser normativa , não ocupar o lugar que dão pra nós mulheres, a submissão ou o slut-shaming,Ken-gá vem pra mostrar o quão poderoso é ser uma BITCH.
Instagram @kengawear

Sem meta ou proposta, Regina Duarte assume a pasta da Cultura sob enxurrada de críticas

A atriz Regina Duarte começa nesta quarta-feira (22) o teste no cargo de secretária de Cultura do governo de Jair Bolsonaro. “Tivemos uma excelente conversa sobre o futuro da cultura no Brasil. Iniciamos um ‘noivado’ que possivelmente trará frutos ao país”, escreveu Bolsonaro nas redes sociais.
Regina Duarte assume o cargo no lugar Roberto Alvim, que comandava a área havia apenas dois meses. Ele saiu após gravar e divulgar um vídeo seu com conteúdo nazista.
A líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), diz que a oposição, artistas e a sociedade sempre contestaram a extinção do Ministério da Cultura pelo seu caráter transformador e que não poderia ser “apêndice de outra pasta”.
“Quanto a Regina Duarte, não disse a que veio, sem meta ou proposta. Só a profunda identidade com Bolsonaro”, avaliou a deputada.
Segundo ela, o vínculo com Bolsonaro preocupa, mas a oposição seguirá vigilante, propondo políticas de cultura que tenham como base as liberdades de expressão, informação e pensamento.
“Estado não produz ou cria, mas precisa dar instrumentos para potencializar a riqueza cultural brasileira”, lembrou.
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) ironizou as declarações da atriz sobre a necessidade de não existir ideologia na área.
“Principalmente a ideologia do ódio, nazista, responsável pela morte de milhões de pessoas, pregada por seu antecessor na pasta por e muitos apoiadores do governo Bolsonaro. Regina Duarte entrou num pântano em que será difícil não afundar”, afirmou o deputado.
A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) também ironizou a nova secretária pelo fato da atriz ter homenageado São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, com uma foto de Santo Expedito. “E essa será a ministra da Cultura?”, questionou.
“Regina Duarte acaba de afirmar que inicia amanhã período de testes na Secretaria de Cultura. Ela disse, ainda, que está ‘noiva’ do governo Bolsonaro. Sai a estética nazista, entra a grotesca?”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF).
Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o fato da atriz ter aceitado o convite de Bolsonaro revela muito sobre ela. “As máscaras caem. Quem tinha ‘medo’ no passado o perdeu para contribuir com um projeto que não se constrange de sua faceta corrupta e fascista”, diz o parlamentar.
Fonte: Portal BRASIL CULTURA

Secretária em test-drive, Regina Duarte já defendeu cortes na cultura e atacou indíos

No ano passado, por exemplo, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, a atriz chegou a defender os cortes de verbas do governo na área de Cultura, afirmando que seria o momento de “controlar os gastos” – a asfixia orçamentária é uma das principais críticas encampadas pelo meio artístico à gestão do capitão reformado
A atriz Regina Duarte deverá assumir o posto de secretária Especial de Cultura no lugar do dramaturgo Roberto Alvim, que foi demitido na semana passada após protagonizar um vídeo com conteúdo nazista. A informação sobre o aceite, o qual ela caracterizou como um “teste”, do convite por parte da atriz foi divulgada nesta segunda-feira (20), após uma reunião entre ela e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“Tivemos uma excelente conversa sobre o futuro da cultura no Brasil. Iniciamos um ‘noivado’ que possivelmente trará frutos ao país”, disse o chefe do Executivo por meio de sua conta no Twitter.
A atriz ficou de dar a reposta definitiva, no entanto, na quarta-feira (22), quando viajará a Brasília.
A nomeação da atriz para a pasta é controversa mesmo dentro do meio artístico por conta do perfil de Regina, que é associada à defesa de pautas conversadoras na política e medidas neoliberais na economia. Ao longo de 2019, ela fez diferentes postagens nas redes sociais em que defendeu o presidente Bolsonaro e ministros como Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, e Paulo Guedes, da Economia.
No ano passado, por exemplo, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo, a atriz chegou a defender os cortes de verbas do governo na área de Cultura, afirmando que seria o momento de “controlar os gastos” – a asfixia orçamentária é uma das principais críticas encampadas pelo meio artístico à gestão do capitão reformado.
Além disso, em 2017, quando o então presidente Michel Temer (MDB) sinalizou que acabaria com o Ministério da Cultura, Regina Duarte defendeu a extinção da pasta, que havia sido criada em 1985.
“Se o país está ’em coma’, não entendo a insistência no autoengano de achar que a Cultura pode se safar, sadia, do desconserto geral que nos abateu. Na teoria (linda!) a prática é outra (dolorida). Sou a favor da ideia de manter a Cultura internada no ‘Hospital’ da Educação. Depois da possibilidade de ‘alta’, vamos ver o que pode ser melhor para ela e para todos nós, brasileiros”, disse, na época.
Agora, segundo jornais da mídia empresarial, Bolsonaro estaria reavaliando a recriação do ministério para que a atriz pudesse ficar à frente da pasta. Em tom de deboche, o ator José de Abreu criticou a indicação dela para o cargo de secretária.
“Breking Faking News: Regina Duarte exige a recriação do Ministério da Cultura para participar do governo. ‘Sempre fui a protagonista, não será agora que vou ser a secretária. Quase não tem fala!’”, ironizou, pelo Twitter. 
A documentarista Debora Diniz se somou às reações críticas, afirmando que “personagem e criatura se confundem na adoração que ela devota ao presidente Bolsonaro”. “Ela é a matéria que incorpora a libido do poder patriarcal. Uma mulher em submissão encantada”, disse, também pela rede social.
Histórico político
A indicação para a secretaria e a defesa da extinção do ministério não são as únicas controvérsias que circundam o nome da atriz, que já protagonizou outras polêmicas relacionadas ao mundo político.
Nas eleições presidenciais de 2002, por exemplo, a frase “eu estou com medo”, proferida por Regina Duarte em campanha nacional a favor de José Serra (PSDB), marcou a disputa. Na ocasião, ela se referia à possível eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao se engajar no pleito, a atriz acabou se tornando um dos símbolos da polarização política entre PT e PSDB e passou a ser associada a manifestações de caráter conservador e antipetista.
Contra indígenas
Regina Duarte também tem histórico de críticas às demandas pautadas pelo movimento indígena no que se refere às demarcações de terra – bandeira principal das comunidades tradicionais e alvo frequente do ruralismo.
Em 2009, por exemplo, ao participar da 45ª Exposição Agropecuária e Comercial (Expoagro), em Dourados (MS), a atriz se mostrou solidária aos produtores rurais do estado que lutavam contra demarcações indígenas e quilombolas.
“Podem contar comigo, da mesma forma que estive presente nos momentos mais importantes da política brasileira”, disse, na ocasião, acrescentando que “o direito à propriedade é inalienável”. “Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, destacou ainda, ao se referir a despachos da Fundação Nacional do Índio (Funai) que previam a criação de reservas de comunidades tradicionais na região.
Casada com o pecuarista Eduardo Lippincott desde 2002, a atriz mantém junto com o marido um criatório de gado de elite apontado como um dos melhores do país. Lippincott atua no ramo há mais de 40 anos e os dois frequentam os espaços de poder e prestígio do agronegócio.
Apesar de a Secretaria Especial de Cultura não ter ligação com demandas de reconhecimento e demarcação de terras indígenas, entidades que acompanham o tema se mostram críticas à nomeação da atriz para o cargo.
“A gente lamenta isso e acha que esse tipo de postura [dela] em nada vai contribuir pra cultura no Brasil e tampouco pra questão indígena, porque ela vai respaldar um governo que é contra as demarcações e os direitos indígenas. A nomeação dela vai significar simplesmente um reforço nessa postura extremamente preconceituosa e de ódio que está existindo no Brasil”, avalia o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Eduardo Cerqueira de Oliveira.
O governo Bolsonaro ainda não confirmou em que data a atriz tomará posse. Com a saída de Alvim, o secretário-adjunto da pasta, José Paulo Martins, assumiu o cargo interinamente.
Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato –

“Operação paraíba”: ataque de Bolsonaro ao Nordeste começou na Cultura


Bolsonaro deflagrou, já no início de seu governo, uma espécie de “operação paraíba” na Cultura. O desmonte das políticas públicas culturais implantadas nos governos Lula e Dilma prejudicou especialmente o Nordeste
Há seis meses, em 19 de julho passado, Jair Bolsonaro foi flagrado em um desses momentos de ofensa gratuita ao conjunto da população do Nordeste. Sem saber que estava sendo gravado pela TV Brasil, o presidente desqualificou os governantes da região, em especial Flávio Dino (PCdoB-MA), com uma expressão pejorativa: “Daqueles governador (sic) de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Tem que ter nada pra esse cara”.
Difícil deduzir se, depois daquele 19 de julho, ministros e gestores seguiram a diretiva bolsonarista e passaram a boicotar Dino, o Maranhão ou o próprio Nordeste. Mas não é exagero dizer que Bolsonaro deflagrou, já no início de seu governo, uma espécie de “operação paraíba” na Cultura. O desmonte das políticas públicas culturais implantadas nos governos Lula e Dilma prejudicou especialmente o Nordeste.
É uma inversão das diretrizes que prevaleceram no Ministério da Cultura (MinC) sob os governos Lula e Dilma. Em 2003, com a posse de Lula na Presidência e de Gilberto Gil no MinC, a descentralização de ações e recursos virou prioridade na Cultura. Órgãos e políticas culturais do governo federal se concentravam até então, em Brasília e no eixo Rio-São Paulo. O ministério dispunha de apenas duas representações regionais – no Rio de Janeiro e em Brasília.
Um dos poucos órgãos presentes em mais regiões era o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que foi criado nos anos 30 e inaugurou suas primeiras unidades regionais no final da década de 1970. Mas, para o Nordeste em especial, a falta de uma representação – ou mesmo de um escritório regional – do MinC submetia a segunda região mais populosa do País ao ostracismo. O Ministério da Cultura ainda estava longe de representar, de fato, os interesses nacionais e populares.
O ciclo progressista (2003-2016) virou essa página. As duas representações originais do MinC (Rio e Brasília) ampliaram sua abrangência territorial, dando origem às regionais do Rio de Janeiro/Espírito Santo e do Centro-Oeste. Lula e Dilma também criaram as representações regionais de São Paulo, Minas Gerais, Bahia/Sergipe, Nordeste, Sul e Norte, além dos escritórios de Cuiabá (MT), São Luís (MA), Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC).
A descentralização foi indispensável para o rumo democratizante aberto pela Cultura. Artistas, produtores, coletivos e entidades de todas as regiões passaram a disputar – e vencer – editais e seleções de financiamento. A explosão do audiovisual nordestino, com destaque para os cinemas baiano e pernambucano, está igualmente ligada a essa nova configuração do Ministério da Cultura.
Esse alcance mais nacional ajudou um programa do MinC a se tornar o mais bem-sucedido projeto de democratização cultural no País. Trata-se dos Pontos de Cultura, idealizado por Celio Turino, que foi secretário da Cidadania Cultural (2014-2010). No auge, o Brasil chegou a ter 3.500 pontos em 1.100 municípios. Conforme lembrou Turino, em entrevista ao Vermelho, foram beneficiadas regiões tradicionalmente excluídas, como “favelas, aldeias indígenas, assentamentos rurais, periferias de grandes cidades a pequenos municípios”.
Retrocessos
Mas o MinC – que já havia sofrido com o golpe de 2016 – foi a pique no governo de extrema direita. Sob inspiração ultraliberal e reacionária, Bolsonaro transformou a Cultura num laboratório de experimentações obscurantistas. Para começar, rebaixou o status da pasta – de ministério para secretaria especial. Um segundo rebaixamento ocorreu na escolha dos ministérios a que a Cultura ficou subordinada – primeiro, à Cidadania e, desde novembro, ao Turismo.
Se a estrutura central da Cultura foi alvejada e esvaziada, os órgãos ligados à secretaria ficaram ainda mais à míngua, em termos de recursos financeiros, materiais e humanos. Pior: passaram a se ocupar não apenas da área para a qual foram criados – mas de qualquer tema relacionado ao ministério ocasionalmente responsável pela Cultura. Gestores com larga experiência em políticas culturais ou em administração pública deram lugar a nomes alinhados ideologicamente com o bolsonarismo.
Os retrocessos não tardaram. Com a recentralização de poderes e verbas, o Nordeste foi a região mais atingida. A relação com os Pontos de Cultura passou a ser marcada pela desconfiança – e o que era um dueto virou duelo. “Houve uma crescente criminalização de pontos de cultura e de artistas, com base em pretextos como dívidas e remanejamento. Como o aval do governo à ditadura dos órgãos de controle, várias entidades foram prejudicadas”, diz a produtora e gestora cultural Tarciana Portella, chefe da Representação Regional Nordeste da Cultura (2003-2010).
Na opinião de Tarciana, antes de olhar para fora e exigir “rigor técnico-jurídico” de artistas, produtores e coletivos, a secretaria especial deveria olhar para dentro, para si, e reverter a precariedade de sua composição atual. “A Cultura passou a ser regida por uma política de doutrinação ideológica brava – o olavismo, o fundamentalismo religioso, a terra plana. O Brasil até tem pessoas ilustradas de direita, mas Bolsonaro nomeou gestores sem perfil técnico e histórico, sem nível de formulação nenhum.”
A produtora cita os casos de dois órgãos. Na Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, um militante ultradireitista e racista, foi indicado à presidência, mas teve a nomeação barrada. No Iphan, para agradar a um empresário, Bolsonaro demitiu a historiadora e servidora Kátia Bogéa – que tinha mais de 35 anos de experiência em patrimônio histórico e presidia o instituto desde 2016. Além disso, os novos superintendentes carecem dos mais básicos conhecimentos na área.
Para Tarciana, a lógica da gestão Bolsonaro – “um governo perverso, sem apreço pela cultura” – é “o desmantelo total” dos projetos que foram gestados pelo MinC na era Lula/Dilma. “Estamos bastante órfãos com essa lógica de terra arrasada, que constrói políticas públicas não para o público – mas para seus seguidores e desavisados. Ficamos à mercê de uma situação extremamente difícil”, diz a produtora, que, no entanto, prevê a reação. “Cabe a nós estar na luta. A cultura sempre foi um setor de resistência e protesto. Não será diferente agora.”