Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membros,. ativistas, poetas, escritores, produtores culturais, grupos culturais, violeiros, pensantes e os que admiram e lutam pela cultura potiguar. Cultura! A Cultura, VIVE e Resiste! "Blog do CPC/RN, notícias variadas na BASE DA CULTURA!
Díogenes Dantas é de Carnaúba dos Dantas, Rio Grande do Norte, e parece ter nascido com o dom especial de fazer desenhos realistas com o lápis, confira:
Hoje (23) pela manhã na Sala de Vídeo Conferência do IFRN - Campus do IFRN de Nova Cruz/RN, os diretores do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos (presidente) e Claudio Lima (tesoureiro) promoveram uma RODA DE CONVERSA com jovens do IFRN e os professores, Josevaldo CUNHA (Representante da ANDES - Nordeste II - Recife - PE) e professor Artur (IFRN), como alunos interessados/convidados do IFRN, representante do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro, conselheira tutelar, Zenaide Costa Toge e os estudantes do curso de administração: Hariane Oliveira, Conceição, Ewerton Lima, Julia Beatriz Lima, Wandyson Inácio, Jennefer Kelly Santos, Zelton Adelino e Paulo Benigno.
Após duas horas de conversa foi concretizado que a Comissão em Defesa dos Campus da UERN, UFRN e IFRN na Região do Agreste, que terá como fortalecimento de debates nas cidades vizinhas, como também fortalecer cada vez mais a comissão,diante dos graves acontecimentos como os cortes de verbas para as universidades brasileiras pelo desgoverno Bolsonaro, entre outros males.
Para Eduardo Vasconcelos as universidades localizadas em Nova Cruz, como a UERN, que recentemente foi fechada seu núcleo, a UFRN com cursos a distância e o IFRN, também foram ou serão atingidas pelos cortes de verbas federais.
Por outro lado o apoio da ANDES (Prof. Cunha) será de fundamental importância para avançarmos na luta e não perder o trem da história, como também as próprias instituições envolvidas nesta luta. Concluiu, Eduardo.
O CPC/RN agradece a todos que de forma direta e indireta apoiam esta luta, que é de todos os potiguares e em especial os agresteiros e as instituições e os sindicatos, juntamente com o CPC/RN.
Presidenta do CMAS - MARIONE MOREIRA ABRINDO A CONFERÊNCIA
CORAL DO SEMEAR - Apresentação 10! - Prof. FLÁVIO
Palestrando: Assistência Social: Direito do Povo com Financiamento Público e Participação Social - MICHEL PLATINY - Assistente Social - Consultor Técnico do Núcleo de Pós - graduado em em Gestão Pública Municipal e Ex Conselheiro Estadual de Assistência Social.
Exposição dos trabalhos em grupos e aprovação das propostas
Apresentações dos trabalhos dos grupos
Eleição dos Delegados/as para a Conferência Estadual de Assistência Social - Senhora, D. Antônia (centro) foi eleita pelos usuários e Ednalva Artur eleita Delegada pelo CRAS - Central - SMAS - (governamental)
Eduardo Vasconcelos eleito Delegado para Conferência Estadual de Assistência Social e amigo pastor, Vieira, suplente.
Ontem (22) a Secretaria Municipal de Assistência Social - SMAS e o Conselho Municipal de Assistência realizaram sua IX Conferência Municipal de Assistência Social - SMAS, cujo tem foi: "DIREITO DO POVO COM FINANCIAMENTO PÚBLICO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL".
Após os debates em sub grupos foram aprovadas propostas que irão ser encaminhadas para discussão e debates na XIII Conferência Estadual de Assistência Social, que ocorrerá dias 10 e 11 de outubro em Natal.
Para a presidenta do CMAS, Drª MARIONE MOREIRA a Conferência Municipal atingiu seus objetivos, bastante participava, aprovando propostas coerentes com a realidade e necessidades do município de Nova Cruz/RN, as quais os delegados eleitos defenderão na XIII Conferência Estadual em Natal.
"Quanto a CMAS, que vem democratizando cada vez mais, fazendo com quê a sociedade se aproxime cada vez e a o conselho fazendo a sua parte e isso tanto que foi aprovado uma proposta que é a capacitação de todos os seus conselheiros." Disse o delegado eleito, Eduardo Vasconcelos.
Composição da MESA: O prefeito de Nova Cruz, Flávio Nogueira foi representado pelo nobre amigo, Genilson Alves, Chefe de Gabinete, A Secretária Municipal de Assistência Social - SMAS, Srª, ANDRÉA NOGUEIRA, o Poder Legislativo foi representado pelo nobre vereador, Alisson de Barão e pela Sociedade Civil, o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos. A IX Conferência Municipal de Assistência Social foi presidida pela Presidenta do CMAS, Drª Marione Moreira e pela sociedade civil, Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN - (Centro Potiguar de Cultura), Pastor VIEIRA e Michel Platiny - Consultor Técnico do Núcleo de Pós - graduado em em Gestão Pública Municipal e Ex Conselheiro Estadual de Assistência Social.
O ex-secretário especial de Cultura do governo federal, Henrique Medeiros Pires (Foto: Divulgação)
Henrique Pires disse que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, "era um cara extremamente democrático, mas virou a chave" e que agora está "afinado com a censura"
O ex-secretário especial de Cultura do governo federal, Henrique Pires, que se demitiu do cargo na quarta-feira (21) por não concordar com as censuras de Jair Bolsonaro às produções audiovisuais LGBT, disse que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, “era um cara extremamente democrático, mas virou a chave” e que agora está “afinado com a censura” do governo Jair Bolsonaro. Os dois trabalham juntos desde 2016, quando Pires chefiava o gabinete do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) comandado por Terra no governo de Michel Temer.
“Tomara que seja só uma fase”, completou Pires. Após a sua demissão, o ex-secretário recebeu um convite do próprio Osmar Terra para ocupar a presidência de uma fundação no Rio de Janeiro. Porém, Pires se mostrou resistente e recusou a proposta.
“Todas as diretorias de fundações têm ido muito bem, obrigado. Cargo em fundação não é prêmio de consolação para quem não está afinado com a censura”, disse ele.
Em pronunciamento após o pedido de demissão, Pires disse que as políticas do governo têm sido uma afronta à Constituição. “Eu não concordo com a colocação de filtros em qualquer tipo de atividade cultural. Não concordo como cidadão, e não concordo como agente público, você tem que respeitar a Constituição”, afirmou.
Uma nova fase de Ditadura pode estar se iniciando no Brasil. Avisados por bogueiros medalhões como Leonardo Stoppa, Eduardo Guimarães e pela Jornalista Mônica Bérgamo, toda a Blogosfera e Jornalistas Progressistas estão em estado de alerta amarelo.
Os vazamentos do The Intercept com as conversas pouco republicanas entre o MPF e o atual Ministro da Justiça Sérgio Moro (à época juiz da Operação Lava Jato) pode dar início a uma série de ações da PF no sentido de calar Blogueiros que atuem em conjunto na divulgação destas notícias.
Hora da Blogosfera Combatente se juntar novamente. Hora de colocar no ar a velha guarda blogueira. Blogs como O Cachete, Terra Brasilis, O Terror do Nordeste e Bodega Cultural estão renascendo para entrar nesta batalha. Não nos calarão!
"Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!" - Castro Alves.
Esse e outros assuntos você confere hoje, às 14h30, no Sem Censura Pará.
Nesta quarta-feira, 21 de agosto, vamos conversar comDavidson Porteglio, coordenador da Feira de Empreendedorismo LGBTI+, sobre esse espaço criado para fortalecer e potencializar lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais que estão empreendendo na garantia de sua subsistência e buscando espaços para a geração de emprego e renda no mercado de trabalho. A 2ª edição da feira será nesta sexta-feira (23), no Teatro Estação Gasômetro, e vai contar com a exposição de 30 iniciativas empreendedoras, de roupas e acessórios, a desenhos, pinturas, livros, artesanatos, entre outros, além de shows artísticos e culturais.
Outros destaques
Nossa outra entrevistada de hoje é a professora de Matemática e atual campeã brasileira de robótica, Keila Cattete. Ela foi a idealizadora de um premiado projeto de robótica feito a partir do uso de lixo eletrônico, como peças sem uso de computadores.
Participa também do programa de hoje o produtor cultural, Igor Marques, para falar com a gente sobre as seletivas 2019 do Circuito Norte em Dança, evento de cunho artístico que acontecerá no período de 23 a 25 de agosto, em Belém, com o objetivo de propagar as produções artísticas, sejam elas cênicas, circenses e de dança, produzidas nos estados da região Norte.
Vamos conversar também com o pianista Ariel Lima que apresenta nesta quinta-feira (22), na Sala Augusto Meira Filho, no Arte Doce Hall, um concerto composto por três sonatas de grandes compositores da música erudita. O evento é uma realização da Fundação Amazônica de Música e tem entrada gratuita.
Nosso outro convidado é o arquiteto Bichara Gaby que vai falar sobre a exposição que leva o seu nome e que possui como principal característica um recorte sobre o imaginário amazônico presente nos seus trabalhos.
Não perca! O Sem Censura Pará vai ao ar logo mais às 14h30, com transmissão pela TV e aqui no Portal Cultura através do link “TV ao Vivo”.
Próxima sexta-feira (23) o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN promove uma RODA DE CONVERSA - " CULTURA E CAMPUS DA UERN, UFRN E IFRN na Região do Agreste Potiguar!".
Sem taxas de inscrição e com direito a CERTIFICADO!
Colegiados promoviam providências contra violência de gênero e diversidade sexual.
O ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos publicou, nesta segunda-feira 19, um decreto que coloca fim em seis comitês, incluindo o de Gênero e o de Diversidade e Inclusão. Os colegiados promoviam medidas contra violência de gênero e diversidade sexual.
O ministério informou que o decreto publicado hoje apenas formaliza uma decisão tomada por Damares em abril deste ano, que colocava fim em conselhos e comitês dentro da sua pasta. Segundo a portaria, os órgãos que os coordenam passarão a ser responsáveis por suas atribuições. No caso de ambos, a Secretaria Executiva da pasta.
Os outros colegiados extintos foram os comitês para a Desburocratização, o de Convênios e Contratos Administrativos, o da Segurança da Informação e Comunicação e o da Agenda de Convergência para a proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes impactados por obras ou empreendimentos.
Com 13,6 milhões de reais reservados no orçamento deste ano, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) de Damares não gastou, até hoje, nenhum centavo com a construção da Casa da Mulher Brasileira, uma das principais iniciativas do governo federal para o enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil.
Elogiado por especialistas pela segurança e rapidez de acesso das vítimas à rede de proteção social, o programa prevê a implantação de centros de atendimento multidisciplinares para mulheres vítimas de violência em 25 capitais brasileiras – atualmente, apenas cinco estão abertos.
Eduardo Vasconcelos - centro, entre os/as cantores/as, Juliana Gomes e Diego Ramos
Hoje (17) a tarde no alpendre da Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN, o o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, também Agente de Cultura, se reuniu com a cantora e compositora, Juliana Gomes e o também cantor e compositor, Diego Ramos de Oliveira, ambos com um futuro promissor artístico para tratar da possibilidade das instituições mencionadas em parceria com a Fundação José Augusto - FJA produzirem um CD.
Para Eduardo os mesmos se juntarão com outros dois artistas, Juliana Soares e Samarone para juntos em futuro bem próxima possam finalmente gravarem este CD. O primeiro passo já foi dado, agora é unir-se para discutirem o projeto e finalmente conseguirem gravar.
Eduardo Vasconcelos, disse que este é o objetivo das instituições procurar oferecer este apoio para que este sonho possa a vir ser realizado. Vamos acreditar, disse Eduardo.
Já Diego Ramos e Juliana Gomes disseram que a ainda é ótima e chega em boa hora. Vamos unir-se aos outros colegas, SAMARONE LIMA e JULIANA SOARES e quem sabe este sonho se realizem. Concluíram.
Fila em busca de emprego no Rio. Foto: Fabiano Rocha / Fabiano Rocha
Renda do trabalho dos jovens encolhe 17% entre 2014 e 2019, mostra estudo do economista Marcelo Neri, da FGV Social.
RIO - O Brasil vive o mais longo período de aumento de desigualdade da sua história, com crescimento da concentração de renda há 17 trimestres, segundo estudo do economista da FGV Social Marcelo Neri. O levantamento mostra ainda que o número de pobres cresceu no país e chegou a 23,3 milhões em 2017, dado mais recente. São pessoas que vivem com menos de R$ 233 por mês.
O desemprego elevado, que aindaatinge 12 milhõesde pessoas, é a principal causa para a alta da desigualdade.
A dificuldade de encontrar uma vaga prejudica aindamais os jovens.A renda do trabalho dos brasileiros com idade entre 20 e 24 anos encolheu 17% entre o quarto trimestre de 2014 e o segundo trimestre de 2019, diz o estudo.
A Direção da Fundação José Augusto lamenta profundamente a morte precoce do jornalista e escritor areiabranquense, Carlos de Souza, 60, falecido na madrugada de ontem, (16). Ele lutava há alguns meses contra um câncer. "Carlão" como é conhecido pelos amigos, foi editor na FJA, no caderno "O Galo", em 2016 e um de seus livros "Cidade dos Reis" também foi editado pela FJA. Além de ter escrito livros de poesia e ficção, tais como: "Crônicas da Banalidade", "Cachorro Magro"; "É tudo fogo de palha" e "Urbi", Carlos de Souza foi editor de importantes jornais do Estado como Tribuna do Norte e Diário de Natal, e trabalhou em campanhas políticas. Foi por um período professor substituto na UFRN e tinha Mestrado em Educação.
A cidade de Paraty, no litoral sul fluminense, recebe a 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano homenageia Millôr Fernandes. (30/07/2014) foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Paraty - RJ - Foto do Google
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) decidiu hoje (5) inscrever Paraty e Ilha Grande, no sul do Estado do Rio de Janeiro, como patrimônio mundial da humanidade.
O sítio inclui o centro histórico de Paraty e as reservas de Mata Atlântica da região da Baía da Ilha Grande, como a Serra da Bocaina e a própria Ilha Grande.
Esse é o primeiro sítio de patrimônio misto do Brasil, ou seja, que inclui bens culturais e naturais. Dos mais de mil patrimônios mundiais, apenas 39 locais, em 31 países, são sítios mistos.
Paraty e Ilha Grande se juntam a outros 21 patrimônios mundiais da humanidade brasileiros, dos quais sete são naturais e 14 são culturais.
A lista de patrimônios do país inclui Ouro Preto (MG), Olinda (PE), São Luís (MA), Cidade de Goiás (GO) e Salvador (BA), o Plano Piloto de Brasília, o Pantanal, as ilhas de Fernando de Noronha e Atol das Rocas, o Parque Nacional do Iguaçu (PR), as Paisagens Cariocas (RJ) e o Cais do Valongo (RJ).
Tereza de Benguela, a rainha do Quilombo de Quariterê
Tereza de Benguela, a rainha do Quilombo de Quariterê - Foto do Google
O Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha é celebrado dia 25 de julho. Nessa mesma data, também é comemorado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Em 1992, um grupo de mulheres negras oriundas dos países da América Latina reuniu-se em Santo Domingos, na República Dominicana, para a realização do primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas.
Ali discutiram problemas que afetam a todas as mulheres em geral, como machismo, formação educacional e profissional, maternidade.
No entanto, também trataram de questões específicas, como o racismo,preconceito e a situação de inferioridade que se encontram em relação às mulheres brancas.
A fim de chamar a atenção para esta problemática, a data de 25 de julho ficou estabelecida como o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha.
Em 2014, de acordo com a Lei Nº 12.987, de 2 de junho, 25 de julho foi instituído o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Quem foi Tereza de Benguela?
Tereza de Benguela (?-1170) liderou o Quilombo de Quaritetê, no Mato Grosso, após a morte do seu marido. Tereza instituiu normas para o funcionamento do quilombo e liderou a luta contra os portugueses. Em 1770 foi assassinada.
A história da América Latina foi embranquecida quando foi escrita, mas sobram exemplos de mulheres negras lutadoras que deixaram sua marca no tempo em que viveram. Eis alguns exemplos:
María del Tránsito Sorroza (séc. XVII) – parteira, foi libertada em 1646 devido a sua competência profissional. Equador.
Tereza de Banguela (?-1770) – rainha do Quilombo de Quariterê. Brasil.
Cécile Fatiman (1791-?) – sacerdotisa vodu e ativista política. Haiti.
María Remedios del Valle (1776-1847) – capitã do exército. Argentina.
Victoria de Santa Cruz (1922-2014) – poeta, coreógrafa, desenhadora. Peru.
Epsy Campbell (1963) – vice-presidente da Costa Rica, desde 1º de abril de 2018. Costa Rica.
Gloria Rodríguez (1964) – 1.ª deputada negra no Uruguai.
Ely Meléndez – economista, consultora do BID, ativista feminista. Honduras.
Sandra Abd’Allah-Alvarez Ramírez (1973) – escritora e ensaísta. Cuba.
Além de manifestações em defesa da educação pública e da democracia, esta terça-feira (13) marcou os 50 anos da morte corporal do músico Jacob do Bandolim. Corporal porque a obra de todo grande artista é imortal, o que de certa forma o mantém vivo.
Por Marcos Aurélio Ruy*
“Jacob tornou-se um bem patrimonial que, feito mangueira frondosa, atirou suas ramas para além dos quintais brasileiros”, diz Hermínio Bello de Carvalho “Jacob tornou-se um bem patrimonial que, feito mangueira frondosa, atirou suas ramas para além dos quintais brasileiros”, diz Hermínio Bello de Carvalho
“Jacob do Bandolim era o trovão. Onde ele estivesse, o espaço era totalmente ocupado pela sua voz ou pelo seu olhar ou pela sua música. Seu bandolim encantado inundava nossas vidas através dos saraus na generosa casa de Jacarepaguá (bairro onde ele residia no Rio de Janeiro)”, diz Turíbio Santos, um dos principais violonistas brasileiros.
O músico autodidata está eternizado também na música homenagem feita por seu filho Sérgio Bittencourt, Naquela Mesa, um lamento pela perda precoce do pai aos 51 anos, mas que também mostra a importância de um pai presente na vida e na educação dos filhos:
“Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã.
E nos seus olhos era tanto brilho,
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã”
Importante lembrar da obra dele que dedicou a vida à sua arte e elevou o patamar do choro (gênero musical e instrumental genuinamente brasileiro, nascido no século 19) com sua dedicação e qualidade incontestes. Principalmente porque a mídia comercial do Brasil ignora toda expressão artística que não tem potencial de gerar altos lucros rapidamente.
Constatação feita pelas poucas homenagens pela passagem de seu centenário em 2018. Ficam no imaginário de quem ama a música clássicos do choro de sua autoria como Vibrações, Doce de Coco, Noites Cariocas, Assanhado e Receita de Samba. Em 1964, criou o também importante conjunto de choro Época de Ouro.
Para o jornalista e escritor João Máximo, “Jacob era, no mínimo, dois: o músico extraordinário, perfeccionista, obsessivo pesquisador de sons, compositor e líder, defensor do choro, do samba, da valsa, desde que música brasileira, e o homem sisudo, franco, veemente na defesa de seus pontos de vista e, com frequência, mal-humorado. É mais do que defensável a tese de que o melhor Jacob – o sentimental, o lírico, o enlevado virtuoso que tocava, de modo muito próprio, com o instrumento colado ao peito – era mesmo o do bandolim”.
Ele se apresentou pela primeira vez na Rádio Guanabara, no Rio de Janeiro, como amador, em 1933, com o conjunto Sereno, formado por amigos, quando ainda tocava violão. Vale lembrar que nos anos 1930/1940 o cenário da comunicação era dominado pela “Era do Rádio”, ainda não havia televisão e as programações das emissoras existentes davam espaço para a música, inclusive instrumental, e para os artistas brasileiros, grandes nomes da música popular surgiram nessa época.
Ele adotou o bandolim como seu instrumento para manifestar a sua arte, em 1934, mesmo ano em que assinou o primeiro contrato profissional com a Rádio Guanabara. Nunca mais abandonou a música, mesmo trabalhando como funcionário público.
“Jacob tornou-se um bem patrimonial que, feito mangueira frondosa, atirou suas ramas para além dos quintais brasileiros. Fecundou sementes por esse mundão afora”, diz Hermínio Bello de Carvalho, compositor e produtor musical.
Segundo Carvalho, o músico transformava tudo o que tocava, “era assim: um Pixinguinha ou Anacleto, um Tom Jobim ou Nazareísta ganhavam nova identidade por meio da sonoridade e das inflexões que seu mágico bandolim imprimia àquilo tudo que ele tocava – e tocar tem, aí, um sentido mágico, sublime, divinal”.
O primeiro disco solo de Jacob só seria lançado em 1947, com o seu choro, Treme-treme e a valsa Glória, de Bonfiglio de Oliveira, acompanhado por um grupo de músicos que com ele tocava nas rádios e que ficou registrado no rótulo do disco como sendo César e seu conjunto.
“Jacob era um homem sério e muito exigente. Era daquele tipo de antigamente: um olhar bastava para manifestar a sua contrariedade. Um olhar, por exemplo, num dos músicos do seu conjunto por causa de um erro qualquer era mais violento do que qualquer espinafração”, revela o crítico e pesquisador musical, Sérgio Cabral.
Inevitável registrar a importância desse talento da música popular brasileira para se contrapor aos tempos de rancor e ódio que o país atravessa na segunda década do século 21. Nada como a boa arte para nos lembrar de nossa humanidade e Jacob do Bandolim nos remete ao melhor do que podemos ser.
“Com todas as virtudes, fraquezas, defeitos e rastros de luz que certos homens, que ainda escrevemos com “agá” maiúsculo, souberam ou sabem ser. E homem com H maiúsculo, para mim é Gênio. Tenho certeza e assumo: não sou nada, porque, de fato, não preciso ser. Me basta ter a certeza inabalável de que nasci do Amor, da Loucura, da Irrealidade e da Lucidez de um Gênio”, acentua Sérgio Bittencourt.
Não foi só a enorme admiração por Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958) que levou o jornalista americano Larry Rohter a preparar uma biografia do marechal. Rohter foi correspondente no Brasil pela revista Newsweek e depois pelo jornal The New York Times. Ao atuar neste último veículo, ele se tornou mais conhecido do público local. Em 2004, quase foi expulso do país ao publicar reportagem sobre o consumo de álcool do então presidente Lula.
Por Naief Haddad
Nestes 14 anos em que viveu no Brasil, Rohter se aproximou de familiares da sua mulher, Clotilde, nascida aqui, e fez amigos no País. “Pensei no livro como um presente para eles, um modo de dizer: ‘O Brasil foi capaz de gerar um homem da estatura de Rondon. Então nem tudo está perdido’”, diz Rohter em tom bem-humorado.
De fato, esse mato-grossense de vida longa (quase 93 anos) colecionou proezas fascinantes, como demonstra Rondon, a recém-lançada biografia. Ao longo de mais de 20 expedições pelo norte do País nas primeiras décadas do século 20, ele redesenhou o mapa da Amazônia. Não teria desempenho tão notável como cartógrafo e engenheiro sem resistência física e disciplina. Depois de formado na Escola Militar, no Rio, percorreu mais de 40 mil km a pé, a cavalo, no lombo de mulas, em canoas.
Foi ainda pesquisador. A Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas, que ficou conhecida como Comissão Rondon, publicou mais de cem artigos científicos, com temas que variavam de botânica a meteorologia. Descendente de indígenas, fundou em 1910 o SPI (Serviço de Proteção aos Índios), entidade comandada por ele nos anos seguintes.
Ao contrário do “índio bom é índio morto”, celebrado pelos desbravadores dos EUA do século 19, Rondon deixou outra frase como herança: “Morrer se preciso for, matar nunca”. No poema Pranto Geral dos Índios, Carlos Drummond de Andrade se referiu a ele como o “militar suave”.
Durante fase inicial da Comissão Rondon, como relata Rohter, uma flecha atirada por um nhambiquara atingiu o peito do militar. Só não o feriu porque ficou cravada na bandoleira, a correia de couro onde ele prendia a arma. Além de não reagir, Rondon impediu que seus homens atacassem os índios.
O jornalista evita, porém, tratar Rondon como homem de conduta irretocável. Lembra, por exemplo, os castigos severos do oficial aos seus soldados indisciplinados – puniu-os mais de uma vez com golpes de chicote ou vara.
Mais famosa no exterior do que a Comissão Rondon foi a Expedição Científica Roosevelt-Rondon, liderada pelo brasileiro e pelo ex-presidente dos EUA Theodore Roosevelt (1858-1919). Ao longo de dois meses, entre fevereiro e abril de 1913, eles percorreram os mais de 1.400 km do rio da Dúvida (mais tarde rebatizado como rio Roosevelt), que até então não tinha sido mapeado. Concluíram que se tratava do maior afluente do rio Madeira.
Boa parte das informações inéditas ou pouco conhecidas trazidas pela biografia estão nesses capítulos dedicados à expedição. Dezenas de livros já descreveram essa aventura, mas quase todos se basearam apenas nos relatos em inglês de Roosevelt e dos naturalistas que o acompanharam. Além dessas fontes, Rohter recorreu aos diários, relatórios e entrevistas de Rondon e depoimentos de integrantes da equipe dele.
Dessas visitas a novos baús, sai engrandecida a figura do médico José Antônio Cajazeira, o dr. Cajazeira, pouco mencionado nas obras anteriores. Roosevelt machucou a perna durante a viagem e, nos dias seguintes, o ferimento resultou numa infecção. Não bastasse isso, os ataques de malária e as doenças estomacais deixaram o ex-presidente americano sem força. Foi Cajazeira quem cuidou de Roosevelt. Num povoado de seringueiros, operou a perna dele, sem anestesia. Não fosse o médico baiano, crê o autor, o político americano teria morrido.
Ainda durante a viagem, o canoeiro Julio matou um colega após um desentendimento. Roosevelt quis a pena de morte. Tomando como base as leis brasileiras, Rondon defendeu que o assassino fosse preso. Como Julio se embrenhou pelo mato, não houve nem uma punição nem outra. “Esse episódio mostra o abismo cultural entre brasileiros e americanos em relação à Justiça”, afirma Rohter. O embate diante do crime já tinha sido relatado em outras obras, mas aparece na nova biografia com mais nuances.
O autor revela dois objetivos com o livro. Com a versão em inglês, que será publicada no ano que vem, pretende tirar Rondon das notas de rodapé dos tradicionais livros sobre os maiores exploradores da história. Roosevelt até que tentou ressaltar a importância e a coragem de Rondon em conferências realizadas em entidades de exploradores e geógrafos na Europa e nos EUA, mas obteve pouco sucesso.
“A ideia de um intelectual cientista indígena não cabia nos conceitos da época [início do século 20]. Houve, basicamente, racismo”, afirma o jornalista americano. O autor também aponta a inconsistência das críticas direcionadas a Rondon por famosos desbravadores europeus, como Percy Fawcett. O explorador inglês, aliás, é tratado por Rohter como um “grande impostor”.
Com a edição para o público brasileiro, o objetivo do autor é outro. Ele quer apresentar Rondon além da visão unidimensional do desbravador do sertão e defensor dos índios, o que já não seria pouco. “Ele também foi um hábil operador político, liderou a campanha pela criação do Parque Nacional do Xingu e se empenhou para evitar que o país entrasse na Segunda Guerra aliado aos nazistas. Seu lugar na história do Brasil deve ser redimensionado”, diz o biógrafo.
Rondon é a terceira obra de Rohter em que o Brasil ocupa espaço central – as anteriores foram Deu no New York Times (2008) e Brasil em Alta (2012). Nenhuma havia lhe tomado tanto tempo quanto a biografia. O jornalista dedicou quatro anos, em tempo integral, às pesquisas e à redação do novo livro.
A quarta obra a respeito do país está a caminho. O jornalista prepara uma ficção que tem como ponto de partida a Batalha dos Guararapes, em 1648 e 1649. Ele imagina uma outra história do país a partir de uma questão: e se os holandeses tivessem derrotado os defensores do Império Português nos confrontos em Pernambuco? “Vou postular a existência de dois Brasis, um ao lado do outro. Um Brasil português e um holandês.”