Postagem em destaque

FIQUEM LIGADOS! TODOS OS SÁBADOS NA RÁDIO AGRESTE FM - NOVA CRUZ-RN - 107.5 - DAS 19 HORAS ÁS 19 E 30: PROGRAMA 30 MINUTOS COM CULTURA" - PROMOÇÃO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

Fiquem ligados nas ondas da Rádio Agreste FM - 107.5 - NOVA CRUZ, RIO GRANDE DO NORTE, todos os sábados: Programa "30 MINUTOS COM CULTU...

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Governadora Fátima Bezerra sanciona lei que institui o Dia Estadual do Forró

 

FAPERN/RN

Na abertura do mês em que o nordestino celebra os festejos juninos, a governadora Fátima Bezerra sancionou no dia 1º de junho, a Lei 10.908/21, "Lei Elino Julião", que institui o 13 de novembro como o “Dia Estadual do Forró”. A iniciativa é uma homenagem ao cantor e compositor de forró, nascido em Timbaúba dos Batistas em 13 de novembro de 1936, e que ao longo do tempo se tornou referência em relação à música e cultura popular nordestina.

Autor do projeto que tramitou na Assembleia Legislativa e agora é lei, o deputado Francisco do PT lembrou que Elino entrou para a história do forró como um de seus mais importantes representantes. "Como seridoense, fiquei muito feliz de participar deste momento. A proposta por nós apresentada na Assembleia foi aprovada por unanimidade, num reconhecimento à trajetória e à contribuição que ele deu para a cultura do RN e do nosso país. Não poderíamos ter uma data mais apropriada do que aquela em que se comemora o aniversário de nascimento de Elino Julião."

A governadora Fátima Bezerra disse que, além da amizade e o carinho que tinha pelo cantor, é fã e apaixonada pela obra de Elino. E cantarolou dois de seus grandes sucessos: "Na Sombra do Juazeiro" e "Na Minha Rede Não". "Elino é da mesma escola dos grandes mestres do forró - Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês. O que a obra dele tem de mais bonito é a irreverência, o humor. Ao mesmo tempo, traz o lado generoso e toca muito forte o coração de todos nós."

Fátima Bezerra destacou a importância da iniciativa para a cultura popular: "temos uma luta em curso para inserir o forró pé de serra, o forró raiz, como patrimônio nacional. Nossa luta é para colocá-lo no patamar que merece. Por que o forró não pode ter o mesmo tratamento que o frevo pernambucano? É isso que queremos para o forró raiz, tão bem representado por Elino Julião.”

A viúva Maria Veneranda e o filho Araken Julião acompanharam a solenidade de forma virtual. "Gostaria de elogiar a iniciativa do deputado Francisco, o apoio da Assembleia e também agradecer a generosidade, o reconhecimento, o carinho que a governadora Fátima Bezerra tem pela cultura do estado. O esforço de vocês em colocar esse dia na nossa memória, no calendário oficial, é um marco inesquecível", agradeceu Araken.

Presente à solenidade na Governadoria, o prefeito Ivanildo Albuquerque lembrou que Timbaúba dos Batistas prestou homenagem a Elino no dia 10 de maio, data de emancipação política do município, e convidou a governadora para participar das comemorações na terra natal do cantor, no dia 13 de novembro, caso as condições sanitárias do estado permitam a realização de eventos.

O presidente da Fundação José Augusto, jornalista e poeta Crispiniano Neto, listou Elino como um dos cinco pilares da música nordestina, ao lado de Luiz Gonzaga, Jacson do Pandeiro, Sivuca e João do Vale. "Quero lembrar que este ano o Brasil comemora o centenário de nascimento de Ademilde Fonseca, a rainha do chorinho; 100 anos do escritor Homero Homem e 100 anos do grande folclorista Veríssimo de Melo. Com a homenagem a Elino, o Rio Grande do Norte tem muito o que comemorar."

Fonte: Fundação José Augusto - FJA

EDUCAÇÃO DOMICILIAR - Bolsonaristas fazem manobra na CCJ para aprovar PL que legaliza o ensino em casa

Para facilitar a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 2401/2019 encaminhado pelo governo federal, que regulamenta o ensino domiciliar, uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), a deputada bolsonarista Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, resolveu fazer uma manobra para aprovar primeiro um projeto que altera o Código Penal.

O PL 3262/19, de autoria de Kicis e das deputadas Chris Tonietto (PSL-RJ) e Caroline de Toni (PSL-SC), propõe mudar o Artigo 246 do Código Penal, justamente aquele que caracteriza como crime o ato de famílias optarem pelo ensino domiciliar, o chamado “homeschooling” que, na prática, autoriza pais a não mandarem os filhos para escola.

A manobra legislativa é que esse PL estava inicialmente apensado ao texto que visa instituir a modalidade de ensino residencial no Brasil, mas foi retirado da proposta original e está tendo um trâmite independente.

Se aprovado o projeto das deputadas eleitas pelo mesmo partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, pais ou responsáveis não poderão ser punidos por abandono intelectual caso optem pelo ensino domiciliar.

Até agora, criança na escola é lei e pais ou responsáveis por crianças e adolescentes que se negam a cumprir com essa responsabilidade social podem ser punidos. As deputadas bolsonaristas e o próprio presidente negam que o papel do ambiente escolar na formação do ser humano é fundamental para o desenvolvimento intelectual e quer aprovar propostas que representam um retrocesso no sistema educacional brasileiro.

Para Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, no governo de Dilma Rousseff, a bandeira dos bolsonaristas neste caso, é puramente ideológica. “É uma forma de sair das verdadeiras discussões e debater um assunto extremamente pontual”, ele diz.

A afirmação de Janine tem base nos dados que vêm sendo divulgados sobre o número de famílias que estariam interessadas em manter as crianças em casa, sem ir à escola. Esses números, geralmente são divulgados em redes sociais e vêm de grupos que defendem o homeschooling, em geral, são grupos ligados à religião.

“Temos 40 milhões de crianças e adolescentes na educação básica e cerca de cinco mil famílias que desejam educar seus filhos em casa, segundo dados, ou 20 mil famílias, como dizem associações que defendem isso. De qualquer forma é menos de uma criança por mil”, afirma o ex-ministro.

Para Janine Ribeiro é uma pauta para desviar a atenção das verdadeiras questões da educação que deveriam estar sendo priorizadas pelo governo, entre elas, como alfabetizar melhor, como ter salas de aula com menos alunos para que os professores possam dar mais atenção e como tornar a carreira do educados mais atrativa. “A profissão tem sido depreciada, em especial na questão salarial”, diz.

O estrago
Apesar de a estimativa ser pequena, o estrago pode ser grande. É o que diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.

“Se vigorar uma lei assim no Brasil, teremos um aprofundamento das desigualdades social e educacional. Poderá haver evasão escolar”.

A médio e longo prazos, prossegue o dirigente, haverá um aumento da violência e da desproteção a crianças e adolescentes já que o Estado estará desobrigado de garantir o direito humano à educação. Ou seja, se é permitido deixar a criança em casa, sem nenhuma responsabilização, fica sem efeito o direito a ter acesso ao ensino.

O presidente da CNTE cita ainda várias outras situações se a proposta for aprovada. A escola, explica, é um ambiente em que frequentemente são detectadas situações de abuso sexual, exploração e violência contra as crianças. E se a criança não vai para escola, esses casos serão encobertos, não serão denunciados.

Além disso, a segurança alimentar das crianças que corre risco com a educação domiciliar. “Tem muita família de baixa renda em que as crianças têm na escola suas principais refeições do dia. Sempre dissemos isso – que matricular a criança na escola garante a segurança alimentar dela”.

Quem está interessado?
O perfil dos movimentos que defendem o homeschooling, citados pelo ex-ministro Janine, adotam postura ideológica conservadora e de cunho religioso, atacando o ambiente escolar.

Um deles, que na verdade oferece ‘serviços’ de acompanhamento ao ensino doméstico, cita na apresentação de seu site que o método “é projetado para as famílias que desejam exercer o seu direito de pais educadores, para substituir as escolas presenciais pela prática do homeschooling e assim implementar a verdadeira educação personalizada”

Diz mais: que os pais são os únicos verdadeiramente capazes de “fazer muito mais do que qualquer escola física consegue prometer”.

“A escola poder ter defeitos, precisa melhorar, se tornar mais atraente, ter novos métodos de ensino, tudo isso é verdade. Mas a escola ainda é uma grande invenção para socializar a criança”, rebate Janine.

Ele explica que cada um de nós nasce em um ambiente único, fechado e por melhor que seja, está limitado a um grupo cultural, religioso, de classe social e a escola é uma maneira de perceber que existem outras formas de vida além da própria. Esses fatores são de vital importância para o desenvolvimento intelectual e cognitivo da criança.

Além disso, não podemos esquecer a figura do professor, que definitivamente não pode ser desprezada e faz parte desse processo, acrescenta o ex-ministro.

“O professor é preparado para ensinar. Isso é pedagogia, é conduzir a criança para o conhecimento. É extremamente difícil que um pai ou uma mãe vá conseguir cominar todas as matérias para ensinar o filho. E não basta conhecer o assunto, tem que ter formação, tem que saber ensinar”, diz Janine.

“Se o modelo atual não atente, se há uma vontade de mudar, por que não participam de forma democrática em nos espaços de decisões do plano nacional de educação, e da própria escola em vez de criar um espaço paralelo?”, questiona a Secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Correia. “ Isso é responsabilidade de todos”, acrescenta.

“Se esses grupos não concordam com o modelo, o que pretendem, por exemplo, na universidade? Vão criar um curso de medicina particular no quintal de casa?”, diz Rosilene.

Tramitação
Se aprovado na CCJ, o PL que altera o Código Civil seguirá para votação no Plenário da Câmara. Por não incluir a questão “educação” diretamente no texto, já que propõe alterar apenas o texto do código penal, o PL não passará pela Comissão de Educação.

A secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Correia, afirma que “é um absurdo o governo trazer essa questão como pauta prioritária em plena pandemia, enquanto milhares de estudantes estão sem acesso à escola virtual durante a crise sanitária, por falta de condições, sem internet, nem material de acesso.

“Isso é o que deveria estar sendo discutido. O que se espera é ter mais condições e investimentos por parte do Ministério da Educação, e uma proposta que possa corrigir as sequelas da pandemia”, diz a dirigente

Ela considera que o projeto trata de interesses da minoria e é uma demonstração que Bolsonaro tem sim um projeto para a educação – a destruição.

Somos contra
“O movimento de passar rápido o projeto é fator de extremo risco para a população”, diz Heleno Araújo, presidente da CNTE. Ele afirma que as entidades que defendem a educação estão se mobilizando para barrar tanto o projeto defendido por Bia Kicis no Congresso como quaisquer outros projetos semelhantes em estados e municípios.

“Não podemos permitir esse ataque à política de educação inclusive, conquistada no Plano Nacional de Educação”, diz Heleno.

Além de representar um retrocesso, o dirigente ainda reforça que o projeto fragiliza a condição do professor por ter um caráter elitista, feito para poucos, mas que abre brecha para milhões de pais e mães não serem responsabilizados por não cumprir com as obrigações previstas em lei.

O que diz a Constituição de 1988?
O artigo 227 da carta magna brasileira, diz que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, com absoluta prioridade, dentre outros, o direito à educação.

Ainda segundo a legislação brasileira, a educação básica é obrigatória dos quatro aos 17 anos de idade e é dever dos pais efetuar a matrícula nas escolas.

Três leis federais regulamentam a obrigatoriedade da matrícula: o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e o próprio Código Penal.

O artigo 246 do Código Penal é que define como abandono intelectual do menor de idade, deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar, com previsão de pena de detenção, de 15 dias a um mês, ou multa. Portanto é crime.

(CUT Brasil, André Accarini com edição de Marize Muniz, 10/06/2021)

Fonte: CNTE

12º Conad Extraordinário do ANDES-SN acontecerá no mês de julho

Para dar continuidade à organização da luta da categoria, a diretoria do ANDES-SN convoca as e dos docentes a participarem do 12º Conad Extraordinário do Sindicato Nacional, que será realizado em plataforma na internet, nos dias 2, 3 e 10 de julho deste ano. O tema central é “Em defesa da vida, da educação pública e dos serviços públicos: resistir é preciso!”

Diferente dos outros conads realizados na pandemia, o 12º edição extraordinária será realizada em três dias, com intervalo entre as plenárias. O cronograma foi pensado dessa forma levando em consideração o excessivo desgaste físico e emocional provocado pela realização de longas reuniões virtuais, em um contexto de grande carga de trabalho profissional e doméstico das e dos docentes.

O cronograma do 12º Conad Extraordinário prevê um espaço maior entre as discussões das plenárias de Conjuntura (Tema I), previstas para o dia 2 de julho; de Questões organizativas e financeiras (Tema II), em 3 de julho; e do Plano de Lutas dos Setores, em 10 de julho. Nos dias 2 e 3 também ocorrerão os debates dos grupos mistos sobre os temas II e III, respectivamente

“O 12º Conad Extraordinário se dará em um contexto em que se avançam as mobilizações e a resistência por todo país e é importante atualizar e avançar o nosso plano de lutas, discutir as questões políticas, organizativas e financeiras do sindicato, especialmente, a prestação de contas. E, ainda, fazer análise de conjuntura e trabalhar com os grupos mistos para detalharmos melhor quais são os desafios para o próximo período”, afirma Regina Ávila, secretária-geral do ANDES-SN.

A convocação para esse próximo encontro cumpre a resolução aprovada no 11º Conad Extraordinário de realizar os eventos com intervalos de no máximo três meses , enquanto durar a necessidade de distanciamento social imposta pela pandemia da Covid-19.

Credenciamento e Cadernos de Textos

O credenciamento para próximo Conad, que é prévio e digital, poderá ser feito até 24 de junho. As inscrições de delegadas, delegados, observadoras e observadores devem ser feitas pelas seções sindicais através do link: http://credenciamento.andes.org.br. 

Já os textos das e dos sindicalizados e seções sindicais, para compor o Caderno do 12º Conad Extraordinário, deverão ser enviados para a secretaria do ANDES-SN até 17 de junho no e-mail secretaria@andes.org.br.

Para mais informações sobre o Cronograma e Caderno de Textos, acesse aqui a Circular nº 167/2021

Confira as orientações para o credenciamento na Circular nº 173/2021

Fonte: ANDES SN

COMIDAS TÍPICAS DAS FESTAS JUNINAS

A maioria das pessoas esperam a festa junina só para comer as delícias de comidas típicas da época. Veja aqui no Portal Brasil Cultura as receitas das mais gostosas guloseimas.

NAVEGUE A VONTADE PELO PORTAL

AQUI CULINÁRIA BRASILEIRA

Fonte: Portal BRASIL CULTURA 

domingo, 6 de junho de 2021

Covid: “Dia D”, “Arraial” e prazos menores: Estados buscam acelerar vacinação

Governos estaduais intensificaram as campanhas de vacinação contra a covid-19 nesta última semana, seja pela execução de eventos próprios para a vacinação, seja por adiantar prazos para cumprir o cronograma de vacinar toda a população adulta no país.

Neste sábado (5), ao menos dois estados contam com eventos próprios para a vacinação contra o coronavírus. Em São Paulo, há o "Dia D", com o foco em imunizar quem ainda não tomou a segunda dose. Durante todo o dia, cinco mil postos no estado ficarão abertos para qualquer pessoa que já tomou a primeira dose possa garantir a segunda.
 
No Maranhão, a proposta é na forma de um "arraial" da vacina. Entre a manhã de sábado e o meio-dia de domingo, um posto em São Luis funcionará ininterruptamente para vacinar, com a primeira dose, quem possui mais de 38 anos.
 
Encurtar a meta
 
Com a estabilidade no cronograma de entrega de vacinas – e prospectos de envio de mais doses de novas vacinas, como a Sputnik e a Covaxin – governos estaduais começaram a ser mais otimistas ao prometer cumprir uma meta crucial – vacinar toda a população adulta contra a covid-19. Na quarta-feira (2), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), indicou que poderá fazer isso até o dia 31 de outubro.
 
A proposta, otimista, foi acompanhada de outros adiantamentos. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também foi às redes sociais na sexta-feira (4) para indicar que a mesma marca poderá ser alcançada em seu estado um mês antes:
 
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo) disse ao portal "UOL" que o estado todo pode ser vacinado até o final de outubro, caso se mantenham as previsões de entrega do Plano Nacional de Imunização (PNI).
 
A proposta de adiantamento destes prazos também foi vista no município do Rio de Janeiro. Lá, o prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciou que espera vacinar toda a população adulta até o final de outubro.

Fonte: Congresso Em Foco

Com Potiguar Notícias

Dia Mundial do Meio Ambiente: no Brasil, uma data para denunciar a destruição ambiental sob Bolsonaro - "Pra você que perdeu!" - LEIA!

 

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

 

O dia 5 de junho é celebrado internacionalmente como o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma data em que governos e empresas divulgam mensagens demagógicas em defesa da natureza, mas que movimentos ambientalistas, anti-capitalistas e anti-imperialistas utilizam para denunciar a crise ambiental e a responsabilidade do capitalismo no colapso em curso no planeta.

 

O mundo assiste uma acelerada degradação ambiental, que é reflexo da exploração capitalista cada vez maior. Uma degradação que se reflete em crises alimentares e climáticas em diversos países; na destruição de florestas e biomas; na contaminação dos oceanos e da terra; na perda acelerada da biodiversidade em todo o planeta. A atual pandemia, que segundo estudos está relacionada à devastação de ambientes naturais, é uma demonstração do avanço desse processo. Situações que, principalmente, acabam por resultar no aumento da pobreza e piora das condições de vida da classe trabalhadora, notadamente os mais pobres.

 

A causa determinante para o aumento dessa degradação e das desigualdades sociais é o modelo de produção e consumo capitalista, guiado pelo lucro. Isso porque o aumento da acumulação capitalista exige uma produção crescente de mercadorias e a exploração desmedida da natureza (na forma de matérias-primas e outros produtos), impedindo-a de se recompor.

 

Sob Bolsonaro, uma destruição desenfreada

 

No Brasil, especialmente, temos muitos motivos para fazer desta data um dia de luta e protesto.

 

Em pouco mais de dois anos de mandato de Jair Bolsonaro e seu governo de ultradireita, vimos o avanço do desmatamento, das queimadas sobre a Amazônia e biomas brasileiros e do garimpo ilegal. Dados da plataforma Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contabilizam um total de 36.226,09 km² em avisos de desmatamento somente na área da Amazônia Legal.

 

Para defender os interesses de madeireiras, mineradoras, latifúndio, agronegócio, garimpeiros ilegais e setores empresariais em geral, Bolsonaro e seu ministro da “destruição” do meio ambiente Ricardo Salles têm aplicado a famosa política de “passar a boiada”, com um discurso antiambientalista, com projetos de lei e o desmonte de todo o serviço público voltado à área e perseguição a cientistas e órgãos de fiscalização ambientais.

 

Não à toa, Salles é acusado de favorecer setores empresarias em detrimento da defesa do meio ambiente. Na última quarta-feira (2), inclusive, a ministra do STF (Supremo Tribunal Federral) Carmem Lúcia determinou à PGR (Procuradoria Geral da República) abertura de investigação contra Salles pelos indícios de ter facilitado a exportação ilegal de madeira e atrapalhar as investigações da Polícia Federal.

 

O fato é que Bolsonaro e Salles afrouxaram a fiscalização do Meio Ambiente, demitiram e perseguiram cientistas e instituições de pesquisa, como o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais); desmontaram ou intervieram em órgãos de proteção ambiental como o ICMBio e o Ibama.

 

Para avançar no ataque ao meio ambiente e garantir os interesses da burguesia, o governo Bolsonaro vem atacando ainda os maiores defensores da natureza, por isso, também temos assistido um avanço na perseguição aos indígenas e quilombolas, trabalhadores e pequenos proprietários rurais.

 

É uma política de extermínio da floresta e do povo que dela depende, inclusive aprovando no parlamento, com apoio da bancada da bala e ruralistas, leis que facilitam a posse de armas para grandes proprietários de terra, incentivando assim a perseguição e o assassinato de ativistas do campo e das florestas. Isso provoca a expulsão dessas populações de seus territórios, o que também ocorre por conta da construção de grandes obras públicas e privadas, como hidrelétricas, portos, estradas, resorts e outros empreendimentos.

 

Por tudo isso, neste sábado, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, também é dia de dizer Fora Bolsonaro e Mourão, já, bem como reforçar que a efetiva defesa do meio ambiente só pode se dar com a superação deste sistema capitalista e a construção de uma nova sociedade socialista.

 

Pelas redes sociais, estão sendo convocadas, às 12 horas de cada país, ações de denúncia. Em Brasília (DF), haverá uma ação unitária nacional. O lema central será: Povo Vivo! Floresta em Pé! Fora Bolsonaro! E as hashtags para serem usadas no dia serão: #EmDefensaDelPlaneta e #PovoVivoFlorestaEmPé.


Fonte: http://cspconlutas.org.br

Festuern: Um festival de teatro que muda a vida das pessoas - Por Bruno Soares

Festuern é considerado o maior festival de teatro escolar do RN

O que está por trás das cortinas, cenário, maquiagem, figurino e personagens é desconhecido do grande público. Antes do palco, ao longo do percurso, é quando os maiores espetáculos acontecem. Unindo arte, cultura e educação, o Festival de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FESTUERN) se destaca pelo seu cunho social, ajudando a transformar vidas e mudar realidades.

Não são poucos os casos de alunos da rede pública de ensino que aprenderam a ler para participar dos grupos de teatro das suas escolas. Crianças e adolescentes que tinham dificuldade na leitura e passaram a ter mais fluência.

Jovens tímidos que perderam o medo e a vergonha ao se soltar nos ensaios e nas apresentações. Estudantes que sofriam de depressão, pensavam em suicídio e foram salvos pela arte.

“Uma das minhas alunas dizia que o teatro era um oásis, o único lugar em que ela se sentia bem. No último Festuern que participamos, ao descer do palco, ela me abraçou, chorou no meu ouvido e disse ‘só eu e você sabemos o porquê das minhas lágrimas. Desde os 12 anos que você luta comigo para que eu não faça uma besteira e hoje estou aqui nos palcos’. Era uma menina que vivia em depressão, pensando em suicídio e hoje tem o teatro na veia”, relata o professor de Língua Portuguesa Alexandre Neves.

Professor Alexandre Neves é testemunha de casos de jovens que mudaram suas vidas através do teatro.

Coordenador do grupo de teatro da Escola Municipal Professora Celina Guimarães Viana, em Mossoró, Alexandre Neves participou de 11 das 14 edições do Festuern. Melhor ator, melhor atriz, melhor cenário, melhor maquiagem, melhor diretor, melhor espetáculo e melhor ator coadjuvante foram alguns dos prêmios conquistados pelas suas turmas.

Para o educador, todo o processo realizado antes do Festival com oficinas de formação continuada não é apenas uma intervenção cultural.

“O Festuern não é apenas uma ação de teatro, mas é algo que ajuda a todos os envolvidos em diversos aspectos, tanto na questão da leitura, como na questão do posicionamento como ser humano, como indivíduo, como na questão, muitas vezes, psicológica”, completou Alexandre.

O professor Jonathan Aparecido foi diretor artístico da Escola Municipal Maria Madalena da Silva, em Guamaré, e em cinco oportunidades participou do Festuern com suas turmas. Para ele, o legado que fica nas escolas e na vida de crianças e adolescentes é dos melhores.

“O impacto que tem com os alunos, tanto na interação com outros jovens, quanto ajuda eles com a dicção, com a fala, com a interpretação, nas leituras. E temos relatos também de adolescentes com alguns problemas familiares, com alguns problemas de depressão, e que devido ao teatro, às artes cênicas e ao contato com outros tiveram uma melhora de praticamente cem por cento”, exemplifica.

Consolidado no calendário da Uern e das escolas de Mossoró e de todo o Rio Grande do Norte, o Festuern é considerado o maior festival de teatro escolar do estado potiguar, tendo em vista a sua abrangência e a sua forma de realização.

“É um festival que está dentro das escolas e a gente fica muito feliz por isso. Festuern é formação, é envolvimento”, destaca o coordenador Hallyson Dantas.

Em razão da pandemia, não foi possível realizar o evento no ano passado. Mas neste ano, levando-se em conta as adaptações, o Festival será retomado para uma 15ª edição em um novo formato, o virtual, com o tema “Letramento e arte: direito humano”.

Ao contrário das edições anteriores com muitos envolvidos em ensaios, produções e apresentações presenciais, desta vez serão apenas três participantes de cada escola a produzirem o material audiovisual.

A partir das oficinas de dramaturgia, audiovisual e de outros enfoques, os coordenadores e alunos das escolas vão produzir vídeos que serão exibidos numa Mostra Virtual comemorativa pelos 53 anos da Uern a ser realizada em setembro.

Escolas podem se inscrever virtualmente até o dia 15 de junho

“Como realmente não tem previsão para voltarmos ao normal, o Festuern teve que se reinventar, assim como todas as outras atividades institucionais. E se tem uma coisa que a Uern faz bem é se reinventar e fazer com o que se tem. Nós estamos empenhados e empolgados pra que tudo dê certo, tentando contactar o maior número possível de pessoas interessadas, as escolas, coordenadores antigos, e fazer uma retrospectiva histórica de tudo que foi feito nesses 15 anos”, comentou a professora Alexsandra Gomes, chefe do setor administrativo de Produção Cultural da Diretoria de Educação, Cultura e Artes (DECA) da Proex.

Neste mesmo sentido de ressignificação, a professora Dra. Beatriz Pazini Ferreira, do Campus Avançado de Patu, coordenadora do projeto de extensão Cineatro, acredita que o Festival traz novas possibilidades sendo realizado virtualmente.

Em 2019, o Cineatro, com alunos dos cursos de Letras e Pedagogia de Patu, se apresentou pela primeira vez no evento. Para esta edição, os primeiros esboços do que produzir já estão indo para o papel.

“Acredito que o Festuern acontecendo virtualmente é pra gente poder realmente pensar em atividades virtuais, inclusive o teatro. A gente nunca pensou teatro virtualmente, né? A gente sempre pensou as casas de teatro lotadas, as pessoas próximas, abraços. Então, o Festuern está dando uma oportunidade de nós nos adequarmos a esse, digamos, novo normal”, ressalta a docente que participará do Festival pela segunda vez.

Inscrições

As escolas interessadas devem se inscrever virtualmente no site www.festuern.uern.br até o dia 15 de junho. No endereço eletrônico é possível consultar o edital e o regulamento do Festival.

Serão selecionadas até 32 instituições, sendo, no mínimo, 70% de escolas públicas do Estado do Rio Grande do Norte e no máximo 30% de escolas públicas de outros estados.

Fonte: http://portal.uern.br

Jeovânia P. lançou novo livro, ´Na estrada da poesia` em live ontem (5) sábado

Ontem (sábado) dia 5 de junho, às 19h, pelo Instagram haverá live de lançamento do livro livro “Na estrada da poesia”, de Jeovânia P. Será no perfil @jeaovania.pinheiro e terá participação das escritoras Dorinha Timóteo e Eliane Debus.

Segundo Eliane Debus na orelha da obra, “Jeovania Pinheiro, Jeovania P., (P de Pinheiro, P de Poeta, P de Preta) , é mulher negra desassossegada, está sempre a inventar arte. Ativista cultural está na batalha constante em disseminar coletivamente a literatura,  a sua marca potente,  “Bom dia com literatura” ;“livro das Marias I”; “Livro das Marias II” e tantos outros projetos que, alimentados pela sua força e generosidade, ganham cada dia mais companheiras de estrada”.  

Também ela escreve: “As estradas da poeta são muitas: do chão batido na terra vermelha; de macadam com suas camadas alicerçadas; de asfalto áspero e irregular; de areia quente e movediça. Nestas estradas às vezes tem pedras no caminho: tinha, não tinha, tinha, joga amarelinha!. No acostamento estreito, driblando espaço; no atalho no caminho vencendo o tempo, segue ela a fazer versos, sua intensa paixão. O novo livro “Na estrada da poesia”, de Jeovânia P. é palavra pulsante”.

Jeovânia é professora, escritora, poeta e militante cultural na Paraíba e no Rio Grande do Norte.

Fonte: Potiguar Notícias
Adaptado pelo CPC-RN, 06 de junho de 2021

Nota de repúdio ao presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo - "VALE A PENA RELEMBRAR!" - CPC-RN - Publicado no Youtube, em 15 de jun. de 2020


Fonte: ANDES SN

sábado, 5 de junho de 2021

AMANTES DA BOA MUSICA NOVACRUZENSE PERDE UM GRANDE MUSICO E COMPOSITOR! JACIEL RAMOS, PRESENTE!

JACIEL RAMOS, I'MEMORIA!

MUSICA NOVACRUZENSE DE LUTO: Faleceu na manhã desta quarta feira, 02 de junho, por complicações devido ao diabetes, o músico, cantor e compositor, Jaciel Ramos da Silva, artisticamente conhecido como JACIEL RAMOS. Seu corpo está sendo velado em sua residência na rua Getulio Vargas, 358, centro, de onde será levado para sepultamento no cemitério publico às 08h da manhã desta quinta feira, 03.

Jaciel Ramos era músico, cantor e compositor, irmão do saudoso João Ramos.
A todos os familiares nossos votos de pesar e digo que a música novacruzense está de luto.
De Jaciel Ramos guardo grandes lembranças do tempo em que trabalhávamos juntos nas gestões de Cid Arruda quando eu atuava na ASSECOM da Prefeitura e ele como Agente Cultural dos vários programas educacionais e culturais, ensinando os alunos a tocar violão e praticar música e também na APAE.

Fonte: Claudio Lima e Eduardo Vasconcelos- Radialistas, amigos e dirigentes do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN.

UNE convoca Congresso Extraordinário entre 14 e 18 de julho

Maior evento estudantil do país será on-line e elegerá propostas, diretrizes e uma gestão provisória 

Com os dois anos do  57º Congresso da UNE, último CONUNE realizado em 2019,  se aproximando e diante do período desafiador que o país atravessa, a UNE convoca um Congresso Extraordinário entre os dias 14 e 18 de julho. Dessa vez, em formato on-line, por conta das necessidades impostas pela pandemia, os debates, GT´s e plenária estão mantidos, para aprovar as orientações e diretrizes da próxima gestão, que será em caráter provisório.

A deliberação aconteceu após reunião da Diretoria da Entidade realizada em 1º de Junho. Também foi decidido a convocação e mobilização de atos em todo Brasil contra os cortes na educação e pelo #ForaBolsonaro que devem acontecer no meio de junho – com as possíveis datas de 19 ou 26. O calendário será debatido com os demais movimentos para garantir unidade.

“Seria impossível nesse momento a realização dos tradicionais Congressos da UNE, que costumam atrair mais de dez mil estudantes de todo o Brasil, e entendemos que a diretoria da entidade deve ser renovada para construir a resistência e a formulação de saídas para esse período, e que esse processo deve estar dentro da legalidade e dos regimentos da entidade”, avalia Iago Montalvão, presidente da UNE.

Acompanhe as redes da UNE para acompanhar os processos de inscrição para o Congresso Extraordinário.

Confira a íntegra da Resolução da Reunião da Diretoria da UNE aprovada nessa terça-feira, 1º de junho

Organizar a luta para defender a educação, a vacina e derrotar Bolsonaro!

Vivemos hoje um dos períodos mais trágicos de nossa história. A pandemia do novo Coronavírus continua fazendo vítimas no Brasil, e já chegamos à triste marca de 462 mil mortos em nosso território. À medida que a pandemia avança, o governo brasileiro demonstra todo seu desprezo pela vida das brasileiras e dos brasileiros, com a recusa de vacinas e o incentivo à aglomeração e o não uso de máscaras, por exemplo, realizando um verdadeiro genocídio do nosso povo.

No campo econômico, o governo Bolsonaro também é um desastre. Segundo o IBGE, o índice de desemprego no país chega a 14,7%, atingindo cerca de 14,8 milhões trabalhadoras e trabalhadores que, sem um auxílio emergencial que corresponda ao mínimo necessário para a sobrevivência, ficam à mercê das incertezas causadas por essa catástrofe bolsonarista e da fome que volta a assolar as famílias.

A chacina do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, ocorrida no último dia 06, evidencia uma terceira face da política de morte da qual Bolsonaro e seus aliados são responsáveis, a da bala. Em nome de uma suposta guerra às drogas, corpos negros tombam diariamente em nosso país, inclusive de crianças e inclusive dentro de casa, em meio a uma pandemia, onde todos deveríamos ter o direito de permanecermos seguros.

Em meio a tudo isso, é a educação pública que vem buscando soluções para enfrentar a crise sanitária que dizima o povo brasileiro. Através de muita produção científica, as instituições públicas de ensino superior vêm dando aula no combate à Pandemia no país. Desde as vacinas produzidas por essas instituições, ao atendimento direto nos HUs e medidas pensadas para conter o avanço do vírus.

E é justamente a educação, ao lado da ciência, um dos setores mais atacados pelo governo Bolsonaro. As universidades e institutos federais vêm sofrendo cortes que ameaçam inviabilizar seu funcionamento, como anunciou a UFRJ no último mês, esses cortes foram na ordem de mais de R$ 1 bilhão somente no orçamento discricionário das universidades, além de intervenções na sua autonomia política na decisão de suas reitorias, como forma de viabilizar a política de desmonte das universidades sem nenhuma resistência por parte de seus gestores, e profundos cortes na assistência e permanência estudantil.

É importante frisar que desde o início da pandemia nenhuma proposta para minimizar os impactos da pandemia na educação foi apresentada pelo MEC. Pelo contrário, com o avanço da pandemia em nosso país, as atividades presenciais nas instituições de ensino superior foram suspensas ainda em março de 2020, sem nenhum plano concreto para a continuidade das atividades. O governo de Bolsonaro apenas buscou implementar um ensino remoto sem políticas de assistência e permanência para os estudantes que dependiam da estrutura da universidade para se alimentar, morar, ter acesso a internet e materiais didáticos. Não havendo nenhuma regulamentação sobre a implementação das  modalidades remotas de ensino e mesmo sem a garantia da ampla vacinação tenta impor a retomada das atividades presenciais através do PL 5595/2020, coube a UNE e o conjunto do movimento estudantil apresentar um projeto que abrangesse as políticas de assistência estudantil tão necessária para a manutenção de todas e todos os estudantes no ensino superior.

Diante dessa situação vemos a evasão e o número de estudantes em situação de vulnerabilidade crescer exponencialmente, fechando ainda mais as portas da universidade para aqueles grupos historicamente negligenciados, como os jovens negros, as mulheres, os trabalhadores e os LGBTQIA+. Essa condição está diretamente ligada com o crescente número de jovens que recorrem para os postos de trabalho mais precarizados, no setor informal, como é o caso dos entregadores de aplicativos.

A resposta veio no dia 29 maio, quando milhares de pessoas foram às ruas, tomando as precauções necessárias devido à Pandemia, em todos os cantos do Brasil, para gritar “Fora Bolsonaro”, por um auxílio emergencial digno, e levantar as bandeiras da defesa da educação e do direito à vacinação do nosso povo. Por vida, pão, vacina e educação!

Manter a UNE viva, forte e mobilizada: a UNE somos nós!

A UNE teve um papel destacado nesse processo, desde a posição firme quanto à necessidade da convocação dos atos, até a mobilização na base estudantil por meio de dezenas de assembleias, e também com grande responsabilidade assumindo as comissões de saúde dos atos, organizando estudantes da área da saúde, arrecadando recursos e máscaras para serem distribuídas nas manifestações. Isso ficou demonstrado pela presença massiva da juventude e dos estudantes nas ruas com grande referência na UNE.

É preciso dar continuidade a esse processo de mobilização com responsabilidade, coesão e unidade. A demonstração de forças do campo de oposição à Bolsonaro nas ruas inaugura uma nova fase das lutas populares, que serão fundamentais para a derrota de seu governo. Portanto consideramos indispensável que nos mantenhamos mobilizados respondendo ao amplo sentimento de indignação social, construindo um calendário de plenárias estudantis, de lutas unificadas junto às Frentes Brasil Popular, Povo sem Medo e a Campanha Fora Bolsonaro, ampliando cada vez mais a luta com participação de mais entidades na construção da mobilização popular, que desaguem em um novo dia nacional de luta nas ruas em 19 ou 26 de Junho, sempre reforçando os cuidados com uso de máscara, álcool gel, distanciamento.

Além disso, a União Nacional dos Estudantes se encontra em um momento importante de sua organização. Nos aproximamos da data em que completaremos o prazo de dois anos da gestão eleita no 57° Congresso da UNE em Julho de 2019. Os processos congressuais da nossa entidade têm forte tradição desde nossa fundação e configuram um caminho que percorre as eleições de delegados nas universidades, até a mobilização em congressos que tem reunido uma média de 12 mil estudantes a cada dois anos para discutir e eleger a nova diretoria e as diretrizes políticas da gestão que se sucede.

Entretanto nos encontramos em um dos momentos mais difíceis da nossa história, em que além dos graves efeitos da pandemia do covid-19, há um governo negacionista que nos impõe a necessidade de defender pressupostos básicos para salvar vidas: como as medidas restritivas, o auxílio emergencial, a vacinação urgente e massiva. Portanto estamos diante de uma situação objetiva que impossibilita a realização de um congresso presencial com milhares estudantes que se deslocariam de todo o país para um único lugar.

A ausência das aulas presenciais e a falta de perspectivas sobre um retorno que seja seguro também cria um cenário que impede a realização das eleições de delegados nas universidades, o que é indispensável para cumprir o processo congressual.

Embora hajam essas imposições objetivas do contexto em que estamos, há a necessidade de renovar as lideranças à frente da direção da União Nacional dos Estudantes, bem como o cuidado institucional que garanta a legitimidade e legalidade da nossa entidade. Assim como há também uma a necessidade de realizarmos um espaço amplo e aprofundado de debate que atualize o programa político da UNE e suas diretrizes para a atual conjuntura.

Nesse sentido, a Diretoria da União Nacional dos Estudantes convoca para os dias 14 a 18 de Julho, um Congresso Extraordinário para renovação de sua diretoria por meio de uma gestão de caráter provisório, que deverá ocorrer no formato online, composto por uma programação que contemple debates abertos, grupos de trabalho e plenárias, cujas discussões garantam a ampla participação das entidades e estudantes da base do movimento estudantil, cujas propostas sejam sistematizadas e aprovadas pela diretoria como resoluções e diretrizes para a próxima gestão.

O momento exige muita luta e responsabilidade. As dificuldades do momento não irão abater a força dos estudantes. A UNE somos nós, nossa força e nossa voz!

Fonte: UNE